Palácio Nacional da Ajuda. Créditos: Wikipedia

O Museu do Tesouro Real, uma gigante caixa-forte localizada na ala poente do Palácio da Ajuda, em Lisboa, que guarda uma das mais importantes coleções mundiais de joias e ourivesaria da monarquia, foi inaugurado esta quarta-feira, dia 1 de junho.

O plano original para este museu tem 226 anos, período durante o qual permaneceu inacabada a obra de remate da ala poente do Palácio Nacional da Ajuda, e o projeto que agora se concluiu, começou a ser trabalhado há seis anos.

Esta quarta-feira, às 18:00, terá lugar a inauguração oficial e, a partir de dia 2 de junho, o Museu do Tesouro Real abre ao público, passando a estar expostas, pela primeira vez e em permanência, as joias da Coroa e as peças de ourivesaria real portuguesa.

A exposição que, nas palavras do diretor do Palácio Nacional da Ajuda, José Alberto Ribeiro, mostra o “que de melhor se fez a nível de artes decorativas portuguesas e europeias do século XVI até ao século XX”, está dividida em 11 núcleos: ouro e diamantes do Brasil, moedas e medalhas da Coroa, joias do acervo do Palácio Nacional da Ajuda, ordens honoríficas, insígnias régias, objetos de uso civil em prata lavrada, coleções particulares, ofertas diplomáticas, capela real, Baixela Germain e viagens do tesouro real.

O espólio do Museu do Tesouro Real está instalado numa das maiores caixas-fortes do mundo – 40 metros de comprimento, 10 metros de largura e 10 metros de altura -, com três pisos, munida com sofisticados equipamentos de segurança e videovigilância, portas blindadas de cinco toneladas, vitrines com controlo de temperatura e humidade e vidros à prova de bala.

O museu contempla ainda áreas técnicas, um serviço de apoio à gestão, um laboratório de conservação e restauro, duas salas de exposições temporárias, um espaço polivalente e um serviço educativo.

O museu estará aberto todos os dias e os bilhetes têm um valor de 10 euros, com descontos especiais para crianças, jovens e seniores, para escolas, famílias e grupos.

O desenvolvimento deste projeto museológico envolveu a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), a Associação de Turismo de Lisboa (ATL) e o município.

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