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Lisboa deixou para trás cidades como Helsínquia, Orlando, Atenas e Edimburgo e conquistou o primeiro lugar entre os destinos mais felizes do mundo para viajar. O sol, os espaços verdes, a facilidade de andar a pé e até a quantidade de restaurantes com opções saudáveis ajudaram a capital portuguesa a chegar ao topo.

A conclusão é do Holiday Happiness Index, elaborado pela plataforma BookRetreats, que comparou 47 destinos de todo o mundo a partir de diferentes fatores associados ao bem-estar durante as férias.

Mas há uma nuance importante: o estudo não perguntou aos turistas se se sentiram mais felizes em Lisboa. O conceito de “felicidade” foi construído a partir de cinco fatores, todos com o mesmo peso na classificação: exposição solar, qualidade do sono, alimentação saudável, contacto com a natureza e exercício físico.

Para os avaliar, a BookRetreats recorreu a indicadores como o número de horas de sol por ano, os níveis de ruído e poluição luminosa, a proporção de restaurantes classificados como saudáveis no Tripadvisor, os metros quadrados de espaço verde por habitante e a facilidade de percorrer a pé algumas das principais atrações de cada destino.

Lisboa destaca-se, desde logo, pelas 2.828 horas de sol anuais. A cidade conta ainda com cerca de 49 metros quadrados de espaço verde por habitante e quase 10% dos restaurantes analisados são classificados como saudáveis, a segunda maior proporção entre os destinos incluídos no estudo.

Nem as famosas sete colinas impediram Lisboa de pontuar na facilidade de deslocação a pé. Para avaliar este indicador, o estudo calculou o tempo necessário para percorrer quatro das atrações mais populares de cada destino. A proximidade a diferentes ambientes naturais, desde a frente ribeirinha às praias da região, também contribui para a experiência proporcionada pela cidade.

“Este resultado evidencia que Lisboa mantém a sua identidade e é procurada por isso mesmo”, afirma António Valle, diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa. O responsável destaca “a qualidade, a autenticidade, a gastronomia, o clima e a proximidade à natureza” como fatores que contribuem para uma experiência valorizada pelos visitantes.

O que torna os outros destinos “felizes”?

Lisboa não lidera todos os indicadores individualmente. O primeiro lugar resulta da combinação das diferentes variáveis analisadas.

Helsínquia, que ocupa a segunda posição, destacou-se pelas condições para dormir, graças aos baixos níveis de ruído e poluição luminosa. A capital finlandesa tem ainda 126 metros quadrados de espaço verde por habitante.

Segue-se Orlando, nos Estados Unidos, que se destaca precisamente pela quantidade de espaços verdes. Atenas ficou na quarta posição e foi considerada a mais fácil de explorar a pé entre os 47 destinos analisados. Segundo o estudo, bastam cerca de 30 minutos para passar por quatro das suas atrações mais populares.

Edimburgo fecha o top 5, beneficiando dos espaços verdes, da facilidade de deslocação a pé e da oferta de alimentação saudável.

O título de destino mais feliz do mundo deve, por isso, ser entendido dentro dos critérios definidos pelo Holiday Happiness Index. Em vez de tentar medir diretamente o estado de espírito de quem visita cada cidade, o ranking compara condições que podem contribuir para o bem-estar durante uma viagem.

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