www.visitljubljana.com

Nunca andámos tanto de bicicleta e parece que a culpa é da pandemia. Pelo menos é o que revelam os números. Em Lisboa, por exemplo, entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021, a utilização de bicicletas na cidade terá crescido mais de 50%, de acordo com os sensores colocados numa das avenidas centrais da cidade. Através do uso de bicicletas próprias ou partilhadas, as pessoas estão a procurar formas alternativas e mais sustentáveis de viver a cidade. Isto está a acontecer um pouco por toda a Europa. Se é verdade que há cidades como Amesterdão e Copenhaga, que há muito tempo já são favoráveis ao uso de bicicletas, o conceito de smart cities, que apostam na bicicleta como o melhor meio de transporte, acelerou na Europa com a pandemia. Paris, Barcelona e Lisboa são exemplos de cidades que estão a desenvolver ciclovias e passeios pedonais. Pesquisámos dezenas de sites europeus de viagens e plataformas que classificam as melhores cidades para pedalar na Europa (inclusive a última edição do The Copenhagenize Index, que publica um ranking, de dois em dois anos, das cidades mais favoráveis ao ciclismo do mundo). A nossa lista compila não só as cidades europeias bem classificadas nestes rankings como as que, mais recentemente, adotaram estratégias para tornar a bicicleta o meio de transporte mais utilizado. Deixamos de fora Copenhaga e Amesterdão, porque são, unanimemente, as capitais europeias da bicicleta. Se estamos a mudar hábitos e a usar mais a bicicleta para circularmos no nosso dia-a-dia, então porque não fazê-lo quando viajamos?

Utrecht, Países Baixos

@ www.visit-utrecht.com

No que diz respeito a andar de bicicleta, os holandeses não brincam. É por isso que a seguir a Amesterdão, surge imediatamente a cidade de Utrecht. Na quarta maior cidade holandesa com 330 mil habitantes, a média diária de viagens de bicicleta chega a 125 mil. Ciclovias e estacionamentos próprios dão aos ciclistas uma vantagem sobre os carros, que representam menos de 15% das viagens ao centro da cidade. Cerca de 60 por cento acontecem de bicicleta. A cidade continua a construir ‘vias rápidas’ para bicicletas elétricas, implantando sinais de trânsito inteligentes e expandindo a capacidade de estacionamento de bicicletas. O objetivo é dobrar o número de ciclistas até 2030.

Antuérpia, Bélgica

@ www.visitantwerpen.be

Antuérpia é a quarta cidade mais amiga das bicicletas no ranking The Copenhagenize Index. Tanto os cidadãos, como os turistas são convidados a explorar a cidade de bicicleta, através de uma rede de ciclovias com mais de 500 quilómetros, constantemente a ser melhorada. Há bicicleta partilhadas disponíveis, mapas e aplicações para facilitar a vida a quem quer andar de bicicleta. A cidade está a melhorar a mobilidade com a intenção de diminuir o limite de velocidade para 30 km / h em 95% de todas as rotas. Também está investindo na ampliação do estacionamento de bicicletas nas estações de comboio.

Estrasburgo, França

@ www.visitstrasbourg.fr

No país da competição de ciclismo mais mediática do mundo, o Tour de France, Estrasburgo é classificada como a cidade francesa mais amiga dos ciclistas, à frente de Paris. A cidade está a modernizar a rede de ciclovias existente, tanto dentro como nos arredores da cidade, com o objetivo de diminuir a entrada de carros. Mais de 16% dos moradores vão de bicicleta para o trabalho e muitos cidadãos usam bicicletas elétricas para o trabalho diário.

Paris, França

@ en.parisinfo.com

Embora Paris não seja conhecida como uma cidade amiga dos ciclistas, esse paradigma está a mudar. Durante a pandemia, a cidade construiu mais 50 quilómetros de ciclovias temporárias, tirando espaço aos veículos motorizados. Essas vias são largas, protegidas e conectam ciclovias da rede existente. Depois, há os domingos sem carros da cidade, em que várias ruas são fechadas ao trânsito, bem como áreas onde os carros são totalmente proibidos.

Lisboa, Portugal

@ www.gira-bicicletasdelisboa.pt

A Câmara de Lisboa disponibiliza atualmente o sistema de bicicletas partilhadas GIRA, operado pela EMEL, que conta com 600 veículos e 81 estações em funcionamento, mas até ao final de abril deve passar para cerca de 1500 bicicletas. No ano passado, a autarquia criou um fundo de 3 milhões de euros para apoiar a compra de bicicleta, algo que poderá voltar a acontecer este ano.  Quanto às ciclovias, a cidade planeia chegar aos 200 quilómetros até ao final de 2021, incluído os troços que ligam Campo de Ourique ao Lumiar e a Santa Clara, a Praça de Espanha a São Domingos de Benfica e, ainda, ciclovias em Marvila, Carnide, Telheiras, Colombo e a ciclovia que liga o Parque de Campismo de Lisboa a Pina Manique, ou a da Avenida Almirante Reis, Avenida de Berna e Avenida da Índia, com conclusões previstas entre fevereiro e março.

Bremen, Alemanha

@ www.bremen-tourism.de

Bremen é a primeira cidade da Alemanha a introduzir o conceito de ruas para bicicletas. A cidade possui 674 quilómetros de ciclovias que permitem aos residentes pedalar com comodidade todos os dias. No ‘Plano de Mobilidade Verde 2018’, a cidade comprometeu-se a aumentar sua rede de bicicletas. Uma das principais iniciativas inclui oito ciclovias premium para cross-city a serem alcançadas até 2025.

Ljubljana, Eslovénia

@ www.visitljubljana.com

A capital da Eslovénia tem 300 quilómetros de ciclovias e aparece no 14º lugar do ranking de cidades mais favoráveis ao ciclismo do mundo, de acordo com o The Copenhagenize Index. O ciclismo como meio de transporte está cada vez mais popular e a cidade está constantemente a alargar a sua rede de ciclovias. Bicikelj, o sistema de partilha de bicicletas da cidade, permite alugar bicicletas em vários pontos e é praticamente gratuito. O turismo de Ljubljana introduziu ainda o projeto Ljubljana Bike que oferece o aluguer fácil e acessível no Centro de Informações Turísticas da Eslovénia. Também possui estações de serviço para conserto de bicicletas e para enchimento de pneus construídas em frente ao posto de informações turísticas de Ljubljana.

Barcelona, Espanha

@ www.barcelonaturisme.com

Nos últimos anos, o congestionamento do tráfego em Barcelona tem aumentado. No entanto, a cidade espanhola está a tomar medidas adequadas para proibir carros em áreas específicas e introduzir mais ciclovias. De acordo com o El País, Barcelona é a cidade espanhola que mais quilómetros de pistas acrescentou durante a pandemia: 21 quilómetros temporários (que se tornarão permanentes) e mais oito quilómetros em planeamento. Essas pistas passam pelo centro da cidade, retirando espaço aos veículos motorizados.

Viena, Aústria

@ www.wien.info

A capital da Áustria está a melhorar cada vez mais o seu ecossistema de bicicletas. Durante anos, os residentes puderam alugar bicicletas elétricas gratuitamente para viagens curtas diárias. A maneira melhor e mais conveniente de descobrir Viena é de bicicleta. Os 1.400 km de ciclovias (algumas delas em áreas de quase nenhum trânsito) são intensamente utilizados – inclusive com as Citybikes, que podem ser alugadas em 121 estações.

Helsínquia, Finlândia

@ www.myhelsinki.fi

A capital da Finlândia lançou um programa local de partilha de bicicletas em 2016. Hoje, tem mais de 3.500 bicicletas em serviço. A cidade está a desenvolver diferentes projetos pilotos, como o de partilha de bicicletas de elétricas para residentes e empresas no bairro de Jätkäsaari. Helsínquia tem a melhor infraestrutura para bicicletas no centro da cidade. 74% dos residentes sentem-se seguros ao andar de bicicleta na cidade.

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