Visitar Amesterdão poderá ficar significativamente mais caro nos próximos anos. A capital dos Países Baixos quer aumentar gradualmente a taxa turística aplicada às dormidas, passando dos atuais 12% para 20% até 2030, numa tentativa de travar os efeitos do turismo de massas e aliviar a pressão sobre a cidade.
A proposta faz parte do programa da nova coligação governativa municipal e prevê que a taxa suba para 16% já em 2027, aumentando um ponto percentual por ano até atingir os 20%.
Atualmente, Amesterdão já cobra uma das taxas turísticas mais elevadas da Europa. Além dos 12% aplicados sobre o valor do alojamento, os passageiros de cruzeiros pagam uma taxa fixa de 15€ por dia.
Em 2025, Amesterdão recebeu cerca de 9,5 milhões de visitantes, um aumento de 2% face ao ano anterior. A autarquia defende que os visitantes devem contribuir de forma mais justa para os custos gerados pelo turismo numa das cidades mais procuradas do continente.
A receita adicional será utilizada para reforçar a limpeza urbana, a segurança, a manutenção do espaço público, a fiscalização e outros projetos destinados a melhorar a qualidade de vida dos residentes.
Medidas vão muito além da taxa turística
O aumento do imposto é apenas uma das várias iniciativas previstas para tornar o turismo mais sustentável. Entre as propostas está o encerramento do terminal de cruzeiros no centro da cidade, obrigando a encontrar uma nova localização para este tipo de operações em articulação com o Governo neerlandês e as autoridades regionais.
A autarquia pretende também continuar a requalificação do centro histórico, podendo adquirir edifícios e espaços comerciais para diversificar a oferta e reduzir a concentração de visitantes nas zonas mais sobrelotadas.
Outra das medidas em análise passa por aumentar a taxa aplicada a atividades de lazer, como os passeios de barco pelos canais, o aluguer de canoas e outras experiências turísticas.
Ao mesmo tempo, mantém-se o projeto para construir um novo Centro Erótico no distrito de Zuid. O objetivo é melhorar as condições de trabalho das profissionais do setor, combater a criminalidade organizada e reduzir a pressão turística sobre o histórico Red Light District.






























