Foto: carnavaldetorresvedras.pt

O carnaval assume uma importância significativa no Centro de Portugal. Esta festividade anual une comunidades, em alguns casos há séculos, e proporciona aos visitantes uma experiência única e memorável.

Com raízes profundas na sua rica herança cultural, o Carnaval no Centro de Portugal destaca-se pela fusão de tradições antigas e elementos contemporâneos. Conheça algumas das tradições mais emblemáticas do Entrudo no Centro de Portugal.

Carregal do Sal, Viseu

Foto: Enoturismo.pt

A peculiar tradição da “Dança dos Cus” faz de Cabanas de Viriato, em Carregal do Sal, um local único durante as festividades do carnaval. Diferenciando-se de muitos outros carnavais de maior projeção no país, Cabanas de Viriato opta por preservar uma tradição secular e inigualável.

Esta prática remonta ao século XIX, quando, entusiasmados pelos aplausos recebidos após uma apresentação no Teatro dos Bombeiros, os atores decidiram levar a celebração para as ruas da vila.

Foi assim que nasceu a famosa “dança grande”, mais tarde batizada de “dança dos cus”. Nesta dança peculiar, os participantes desfilam vestidos, mas preparados para um choque engraçado: ao terceiro compasso da música, os pares, divididos em duas filas, voltam-se para o centro e chocam os traseiros. Este momento extravagante, cheio de humor e espontaneidade, tornou-se uma atração emblemática do Carnaval de Cabanas de Viriato.

Com mais de 100 anos de história, o carnaval preserva sua autenticidade e encanta pela sua forma “desorganizada”, espontânea e natural. Ao som da valsa da filarmónica e com a presença de cabeçudos, a dança dos Cus ganha vida, atraindo turistas curiosos que desejam testemunhar essa manifestação cultural única e divertida.

Estarreja, Aveiro

Foto: Rádio Geice

Colorido, vibrante e belo. O Carnaval de Estarreja, um dos mais antigos do país, apresenta anualmente um grandioso espetáculo de carnaval, com o desfile de grupos de folia, de passerelle e escolas de samba.

O Carnaval de Estarreja 2024 é o “primeiro em todo o mundo” a fazer o caminho da inclusão através da cor, com a implementação do Código de Identificação de Cores para Daltónicos ColorADD, uma linguagem única, universal e integradora que faz com que a cor chegue a “todos”.

Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda

O Entrudo Lagarteiro corresponde a uma tradição de uma aldeia do concelho Figueira de Castelo Rodrigo, Vilar de Amargo.

Aqui, as mulheres mascaram-se de homem e os homens de mulher, usando rendas e máscaras de cortiça com o objetivo de esconderem a face, impossibilitando, por conseguinte, a respetiva identificação nas brincadeiras e pantominices típicas da ocasião. É uma forma própria e distinta de vivenciar a época carnavalesca, num evento que contempla atividades tão diversas como provas gastronómicas, teatros, espetáculos de fogo e caminhadas, entre outros.

Góis, Coimbra

Nas Aldeias do Xisto de Góis, o Entrudo vivia-se de forma simples. Procurava-se roupa e objetos velhos, algo que ocultasse o rosto. Os mais criativos e engenhosos usavam uma máscara feita a partir de cortiça, a imagem de marca da iniciativa que ainda hoje acontece. Esta tradição anima as ruas estreitas e as praças históricas das Aldeia do Xisto de Aigra Nova e das aldeias vizinhas.

Esta prática, que remonta a tempos imemoriais, representa uma fusão única entre a alegria popular e as raízes culturais profundas que caracterizam a região. Por esta altura, há espaço para o bailarico ao som das concertinas, o Jogo do Pau, a queima do Entrudo, o atelier de máscaras de cortiça e a declamação das quadras jocosas.

Ílhavo, Aveiro

O Carnaval de Vale de Ílhavo, em Ílhavo, proporciona folia e diversão, conferida pela beleza dos fatos e carros alegóricos, aliando a cor e a alegria à sátira social e brejeirice.

Os Cardadores, personagens míticas de Vale de Ílhavo, também costumam marcar presença nesta iniciativa com as suas brincadeiras, saltos e corridas inesperadas, percorrendo o cortejo e misturando-se no meio do público num corrupio, provocando grande alarido devido aos apitos, sinetas e guizos.

A tradição exige que os homens, geralmente solteiros, que saem à rua para “cardar” as raparigas, não se deixem identificar, usando uma máscara perfumada feita com pele de ovelha branca, revestindo-se as aberturas dos olhos e da boca com rodelas de cortiça pintadas de vermelho. A cabeça é enfeitada por longas fitas coloridas, de diferentes tamanhos, que descem até ao fundo das costas, formando uma multicolor cabeleira. O nariz é comprido e de forma fálica, feito com panos vermelhos e o bigode é formado por crina.

Nazaré

É sempre ao dia 3 de fevereiro que decorre a tradicional festa de S. Brás e a romaria ao Monte de S. Bartolomeu, uma celebração ancestral que marca, há décadas, o arranque oficial do carnaval na Nazaré.

As origens da Romaria de S. Brás, considerada uma das mais genuínas manifestações populares da Nazaré, perdem-se nos tempos e confundem-se com a lenda. De acordo com a tradição oral, quando Frei Romano e D. Rodrigo, último rei visigodo na Península Ibérica, se refugiaram na Nazaré trouxeram, além da imagem de Nossa Senhora da Nazaré, as relíquias de S. Brás e de S. Bartolomeu. A veneração aos dois santos resistiu ao passar dos tempos, e se S. Bartolomeu deu o nome ao Monte onde se situa a ermida, S. Brás mantém a sua romaria como uma das mais importantes festas populares de toda a região.

Atualmente, faz-se a subida à capela de S. Bartolomeu, através de uns íngremes degraus, até alcançar uma das mais belas vistas panorâmicas de toda a região. No sopé do monte, milhares de pessoas acampam durante o dia e, em jeito de piquenique, à volta de fogueiras, assam carne, peixe e enchidos, regados com boa disposição e muita animação.

Mira, Coimbra

Foto: cm-mira

Os Caretos da Lagoa emergem como personagens fascinantes e enigmáticos durante as festividades do Entrudo, oferecendo uma expressão única da tradição carnavalesca, no Centro de Portugal. A tradição remonta a tempos antigos, quando a saída dos Caretos simbolizava um ritual pagão, marcando a transição dos rapazes para a idade adulta.

Estes foliões do sexo masculino vestem-se com trajes femininos vibrantes, adornados com máscaras de cartão, com chifres e serpentinas. Ao redor do pescoço, penduram chocalhos e guizos. O uso das “campinas” é restrito aos homens, simbolizando a virilidade, embora confunda ao incorporar a saia vermelha, uma fusão entre o humano, o diabólico, o religioso e o profano.

Com uma aparência quase demoníaca, os Caretos, sempre em grupo e ocultando as suas identidades, causam tumulto nas ruas com um alarido de sons, urros e campainhas.

Nelas, Viseu

O Carnaval em Canas de Senhorim tem raízes profundas na história local. Nasceu com a formação dos bairros do Paço, na zona nobre, e do Rossio, onde se instalou o povo e a burguesia. A diferença social dos seus habitantes foi razão suficiente para que estes dois grupos se confrontassem no carnaval, altura do ano propícia à denúncia e à crítica, sem ninguém “levar a mal”.

O Carnaval de Canas de Senhorim tem início no dia 6 de janeiro, Dia de Reis, com as ‘Paneladas’. Originariamente, era a altura em que os mascarados saiam pelas ruas e, aproveitando os tradicionais postigos das portas, atiravam para dentro das casas panelas de barro velhas, cheias de cinzas e bugalhas, provocando grande estrondo e confusão. No entanto, este costume tem vindo a desaparecer.

Atualmente, a festa oficializa-se no “Domingo Gordo”, em que as duas marchas rivais saem à rua, preparando o grande desfile carnavalesco de terça-feira. Na segunda-feira de carnaval, pela manhã, acontece a Farinhada, em que as raparigas que saem de casa, até ao meio dia, correm o risco de serem enfarinhadas. À tarde, é a “Segunda-feira das Velhas”: cantam-se marchas antigas e o desfile faz-se com fatos alusivos ao passado.

O Carnaval termina na quarta-feira de Cinzas, com a Queima do Entrudo. Depois da Batatada, jantar de grupo cujo prato principal é o bacalhau com batatas, ovos, hortaliça, pão e vinho, o palhaço do Entrudo é passeado pelas ruas, fazendo-se a despedida do carnaval. Depois da leitura do testamento, o boneco é queimado em público, determinando o fim da festa e o início da Quaresma.

Torres Vedras

Mantendo-se fiel às tradições, o Carnaval de Torres Vedras destaca-se pelos seus elementos distintivos, como os Reis, as Matrafonas, os Carros Alegóricos, os Cabeçudos, os Cocotes e o Boneco do Entrudo. Realiza-se ao longo de seis dias e assume-se como o “carnaval mais português de Portugal”, com toda a sua sátira política, social e desportiva, local, nacional e internacional.

Os festejos têm início na manhã de sexta-feira que antecede o domingo de carnaval, com o animado Corso Escolar que reúne milhares de foliões de toda a comunidade escolar. Durante a tarde, o Baile Tradição cativa os adultos. À noite, celebra-se a solene Chegada e Entronização dos Reis, momento em que o presidente da Câmara Municipal entrega as chaves da cidade às Suas Altezas Reais, os Reis do Carnaval de Torres, para seis dias de alegre reinado.

O domingo e terça-feira são dias de Corso Diurno, quando os carros alegóricos fazem a sua estreia nas ruas, repletos de sátira política, social e desportiva, com uma abordagem tanto local quanto nacional e internacional. Além disso, participam nesses desfiles os Cabeçudos, os Zés Pereiras, os Cavalinhos (bandas de música), as Matrafonas e vários grupos de mascarados, criando uma atmosfera única de alegria e diversão.

Na quarta-feira de cinzas, o Carnaval de Torres Vedras encerra com um desfile iluminado por tochas e velas que percorre o centro da cidade. O dia é marcado por um julgamento cheio de alusões satíricas realizado no Tribunal de Torres Vedras. Após o julgamento do Rei, o evento culmina na queima do Boneco do Entrudo.

Customer support is easy to ignore while everything works and impossible to ignore the moment it does not. A pending withdrawal, a locked bonus or a failed verification all end at the same help desk. The quality of that desk says more about an operator than its game count.

What Good Help Desks Actually Look Like

A short test question before depositing reveals a great deal. Ask about withdrawal timing or document requirements and watch how long the reply takes and whether it reads like a template. Anyone comparing help desks can Betmica to see which operators staff chat around the clock. Support that answers clearly at midnight is rarely worse at noon.

SignalWhy It Matters
Opening hoursShows whether help exists at your play times
Reply qualityTemplates suggest thin staffing
Escalation pathTells you where a dispute actually goes
  • Send a test question before making a first deposit
  • Note whether chat is staffed outside business hours
  • Keep written records of anything payment related

Support quality tends to track how seriously an operator takes the rest of its obligations. A site that answers a simple pre deposit question well is usually the same site that processes a payout without drama. Decide your budget and your stop time before you play, and let service standards inform the choice rather than drive it.

Artigo anteriorEstas são as 10 cidades com as melhores pizzas da Europa, segundo a Holidu
Próximo artigo10 segundos para descobrir o próximo destino: Como o TikTok está a tornar-se uma agência de viagens

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor coloque aqui o seu comentário
Por favor coloque o seu nome aqui