Arranha-céus, clima quente e uma cidade de contrastes. O Dubai é muito mais do que um chocolate – é uma cidade que desafia os limites da imaginação. Outrora porto de pescadores, transformou-se, em poucas décadas, numa metrópole futurista, onde o passado e o presente se ligam na perfeição.
O Vou Sair embarcou rumo ao Dubai entre os dias 5 e 9 de maio num voo da Emirates. Organizada pelo Turismo do Dubai, a viagem teve como objetivo perceber como os viajantes portugueses podem desfrutar da cidade sem gastar muito dinheiro.
Uma cidade de contrastes
Ao fim de quase 8 horas, aterrámos no Dubai, um dos sete emirados que formam os Emirados Árabes Unidos. A grandiosidade do aeroporto foi só o começo desta viagem. Para surpresa de muitos (e nossa), existe um metro dentro do aeroporto, que nos transporta de um terminal ao outro em apenas 2 minutos.
Finalmente com a bagagem, seguimos para o Rove La Mer Beach, um hotel de três estrelas, com 366 quartos, ginásio, lounge e terraço. O preço por uma noite no hotel varia entre 90 e 120 euros para quartos com vista para o mar. Contudo, o valor pode alterar consoante a tipologia do quarto e a altura do ano.



No dia seguinte, 6 de maio, começámos a derradeira aventura. A nossa primeira paragem foi o Sky Views Observatory, um edifício futurista onde os visitantes podem desfrutar de vistas panorâmicas sobre alguns dos edifícios mais altos da cidade, incluindo o Burj Khalifa. O bilhete de entrada tem o custo de 20 euros por pessoa e, por mais 6,25€, os visitantes podem experimentar o Sky Glass Slide, um pequeno escorrega suspenso ao longo do edifício.
A hora de almoço aproximava-se quando saímos do Sky Views Observatory em direção ao Barasti Beach Club. Aberto todos os dias, a entrada tem o custo de 37,50€ por pessoa durante a semana e inclui acesso direto à praia e à piscina, bem como oferta de espreguiçadeira e toalha. Ao fim de semana, o valor aumenta para 50 euros.
Depois de um momento de descontração à beira da piscina, seguimos para a Mirzam Chocolate Factory para participar num workshop de chocolate. Assim que entramos na sala, a responsável pelo workshop começa por contar a história do chocolate, explicando todo o processo de fabrico desta iguaria – desde a moagem dos grãos até à montagem das barras de chocolate. É uma atividade dinâmica, ideal para fazer em grupo. No final do workshop, os participantes podem ficar com os chocolates – uma lembrança exclusiva e perfeita para oferecer. Os preços variam consoante a atividade escolhida.
De seguida, fomos para o Alserkal Avenue, um bairro cultural situado na zona industrial de Al Quoz. Fundado em 2008, o distrito visa promover uma comunidade criativa de artistas em ascensão. A avenida apresenta galerias vanguardistas e espaços dinâmicos para cinema, teatro, espetáculos e bem-estar, oferecendo, ao longo do ano, diversas experiências culturais, incluindo exposições e festivais.
À descoberta do antigo Dubai


O terceiro dia foi dedicado à descoberta do antigo Dubai. Começámos o dia com um pequeno-almoço emirati no Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum Centre for Cultural Understanding (SMCCU). O espaço promove a consciência cultural e uma maior compreensão dos costumes e tradições dos Emirados.
Como sinal de hospitalidade, foi-nos servido dois aperitivos típicos da região: tâmaras e café. O café emirati é feito com cardamomo, água e, para dar um pouco de cor, açafrão. Na casa de um emirati, quem serve o café é a pessoa mais jovem. Servir o café parece algo simples, mas tem um truque: um emirati nunca enche a chávena de café até ao fim, para encorajar a visita a ficar mais tempo. Numa segunda ronda, se a visita não quiser mais café, só tem que abanar a chávena. Nesta experiência, nós comemos descalços. Contudo, esta tradição varia consoante os costumes de cada família. Alimentos como grão-de-bico e ovos mexidos com tomate são apenas algumas das opções disponíveis. O pequeno-almoço tem o custo de aproximadamente 32 euros por pessoa, com duração de 1h50.
Depois, seguimos para o Dubai Frame, uma estrutura em forma de moldura dourada que oferece vistas panorâmicas sobre o novo e o velho Dubai. Inaugurado em 2018, o Dubai Frame inclui três experiências distintas: o passado, o presente e o futuro. Antes de chegar ao topo do edifício, os visitantes podem descobrir mais sobre a história da cidade através de pequenas exposições interativas. Já no fim da visita, encontra-se um pequeno vídeo que explica como será o futuro do Dubai – e podemos afirmar que carros voadores fazem parte dos seus planos. O bilhete de entrada tem o custo de 12,50 euros, sendo que, para crianças dos 3 aos 12 anos, o bilhete tem o custo de 5 euros.
De seguida, fomos diretos para o antigo Dubai, que, em tempos remotos, servia como porto de pescadores e comerciantes. Antes de se tornar numa metrópole moderna e futurista, o Dubai era conhecido pelo comércio de pérolas e pesca. Para descobrir mais sobre a história de um emirati, visitámos o Museu Al Shindagha, que, situado ao longo do Dubai Creek, conta a história da cidade através de vídeos interativos, ecrãs táteis e fotografias. Aberto das 10h às 20h, o bilhete de entrada no museu tem o custo de 5 euros por pessoa.
No dia seguinte, seguimos para Jaddaf Waterfront para conhecer o Jameel Arts Centre, uma instituição independente dedicada à exposição de arte contemporânea. O seu principal objetivo é encorajar artistas que contem, através da arte, um pouco da sua história e do seu percurso de vida. A meio da tarde, saímos de Jaddaf Waterfront diretamente para o Meet the Locals, um espaço que organiza workshops de perfume árabe por aproximadamente 37 euros. Aqui, é possível criar o seu próprio perfume, com os aromas que mais gosta.

Além das atividades culturais, o Dubai é também lar de algumas atrações radicais. Junto à Marina do Dubai está a empresa The Yellow Boats, que oferece passeios radicais e turísticos pelo Golfo Pérsico. O barco faz paragens em frente das principais atrações da cidade, incluindo o Jumeirah Beach Residence e o Royal Atlantis Resort. Assim que entrámos no barco, os responsáveis pediram-nos para guardar todos os pertences debaixo dos bancos – mas não se preocupem, em todas as paragens é possível usar o telemóvel para tirar fotografias. O nosso tour foi o “99 minute Premium Tour”, que tem o preço de 62 euros por pessoa.
No último dia, antes de irmos para o aeroporto, subimos 122 andares para conhecer o Atmosphere Burj Khalifa, onde tivemos a oportunidade de tomar um pequeno-almoço variado, feito com ingredientes de alta qualidade. Waffles, croissants e ovos benedict são apenas algumas das opções que podem saborear no restaurante mais alto do mundo. O preço de entrada no Burj Khalifa situa-se nos 90 euros e, por mais 10 euros, pode desfrutar de um pequeno-almoço/brunch.
*Viajámos a convite do Turismo do Dubai









































