Viajante num aeroporto

Não restam dúvidas que um dos setores mais impactados pela pandemia da COVID-19 foi a indústria da aviação e das viagens. Depois de dois meses (abril e maio) praticamente paradas, devido às fortes restrições de circulação para travar a doença e ao fecho de fronteiras, as companhias aéreas começaram aos poucos a retomar a atividade a partir de junho e julho, sujeitas, no entanto, a novas medidas sanitárias, impostas pelos diversos governos, e que ditaram, por exemplo, a apresentação de testes PCR negativos e/ou quarentenas aos passageiros.

Agora que estamos cada vez mais perto da distribuição da vacina contra à COVID-19, será que, para viajar de avião, será necessário estar vacinado?

A primeira companhia aérea a declarar que vai exigir aos seus passageiros de voos internacionais a vacinação contra a COVID-19 foi a australiana Qantas.

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Para o presidente executivo da Qantas, Alan Joyce, esta obrigatoriedade tornar-se-á “comum” no setor e, no caso da Qantas, terá efeito assim que uma vacina estiver disponível ao público, disse.

Vamos precisar de um passaporte de saúde?

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) está a desenvolver um passaporte digital de saúde

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) está na fase final de conclusão do IATA Travel Pass, um passe digital de saúde que servirá para apoiar a reabertura segura das fronteiras. Como? Disponibilizando informação de testes ou vacinas entre governos, companhias aéreas, laboratórios e viajantes.

Na prática, o que o IATA Travel Pass vai fazer é permitir aos passageiros encontrar informação exacta sobre viagens, testes e, eventualmente, requisitos de vacinas no destino para o qual viaja, assim como centros de teste e laboratórios no local de partida que atendam aos padrões de requisitos de teste e vacinação do seu destino; também vai permitir, através de uma app, que os passageiros criem um ‘passaporte digital’, recebam certificados de teste e vacinação e verifiquem se são suficientes para a sua viagem, e permitir que partilhem esses mesmos certificados de teste ou vacinação com as companhias aéreas e autoridades para facilitar a viagem. Esta aplicação também pode ser usada por viajantes para gerir a documentação de viagem de forma digital e contínua, melhorando a experiência da mesma.

A IATA e o International Airlines Group (IAG), detentor das companhias Iberia, British Airways e Vueling, estão já a trabalhar em conjunto e farão um teste para demonstrar que esta plataforma, combinada com o teste à COVID-19, pode ser a solução para reabrir as viagens internacionais e substituir as quarentenas.

Em Portugal

Por cá, ainda não se fala em obrigatoriedade de estar vacinado para viajar de avião. Por outro lado, a Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) propõe a realização de testes antigénio rápidos a todos os passageiros antes do embarque, em alternativa às quarentenas e ao encerramento de fronteiras.

De acordo com a RENA, nas últimas semanas, algumas companhias aéreas a nível mundial têm lançado iniciativas com testes antigénio rápidos, realizados nos aeroportos por profissionais de saúde.

Os passageiros recebem o resultado do teste antes do embarque e só podem embarcar os que tiverem resultado negativo para a presença do novo coronavírus, sendo os restantes redirecionados para voos alternativos. A associação defende que estes testes devem satisfazer vários critérios, entre eles, a exatidão certificada por autoridades nacionais ou internacionais de renome, resultados em 20 minutos, testes em escala suficiente com processamento simultâneo de várias centenas de testes por hora, facilidade de utilização e acessibilidade de preços (a nova geração de testes rápidos custa menos de 10 euros por teste).

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