Um dos bares mais antigos de Lisboa reabriu renovado. Palco de vários jornalistas e escritores, o Snob chegou a receber autores como José Saramago e José Cardoso Pires, além de cineastas como José César Monteiro, músicos e atores como Carlos do Carmo e Simone de Oliveira e, ainda, vários políticos.
A história do Snob remonta a 16 de novembro de 1964, quando Paulo Guilherme D’Eça Leal, desenhador do jornal O Século, decidiu abrir um espaço acolhedor e intimista no Bairro Alto.
Em 1967, foi adquirido por Albino Oliveira, tornando-se rapidamente um refúgio de liberdade para intelectuais, jornalistas, artistas e políticos.
O legado de Albino Oliveira continuou até 2022, ano em que o restaurante foi vendido ao Grupo São Bento. Para o grupo, o Snob é “único e irrepetível”. “Cada marca nas madeiras das suas cadeiras ou estantes é um testemunho desse tempo e das inúmeras conversas que ali se cruzaram e que se manterão no futuro”, disse Miguel Garcia, do Grupo São Bento.
O Snob reabriu oficialmente as suas portas no passado dia 16 de dezembro. Nesta nova fase, o Grupo São Bento optou por preservar a sua essência, mantendo as vitrines de madeira originais e o uso de latão, material caraterístico da antiga latoaria que ocupava o local.
Os estofos foram renovados, mas recuperaram o couro verde-escuro que deu charme ao ambiente ao longo de décadas. As mesas, com tampos novos, ainda conservam os pés de madeira originais, cuidadosamente tratados “para se manterem firmes durante os próximos 60 anos”.


A nossa experiência começou logo à entrada, quando tocámos à campainha para sermos recebidos, tal como manda a tradição. Assim que entrámos, deparámo-nos com uma decoração inspirada nos tradicionais bares ingleses e um ambiente intimista devido à sua luminosidade e aos pequenos pormenores que dão vida ao espaço. O Snob é, sem dúvida, o cenário perfeito para conversas noturnas e refeições fora de horas.
A carta, inspirada na sua história, foi cuidadosamente atualizada para destacar as receitas secretas que tornaram o espaço uma referência na cidade. Os pratos clássicos como o Bife à Snob do Lombo (20€) ou da Vazia (17€), os pregos (a partir de 9€) e os croquetes (4,5€ por duas unidades) continuam a fazer manchete.
Para quem preferir uma alternativa mais leve, o Bacalhau à Brás (15€), as Omeletes (desde 10,5€) e as Gambas Al Ajillo (13€) permanecem as escolhas ideias. Nas sobremesas, reina a famosa Mousse de Manga com os seus três ingredientes secretos (5€).
Existe ainda uma vasta carta de bebidas, que vão desde os cocktails aos clássicos whiskies. Cada bebida, é apresentada por um breve resumo da sua história, ingredientes e as suas caraterísticas de sabor para uma experiência mais imersiva.
O Snob está aberto todos os dias das 19h às 2h, sendo que a cozinha encerra à 1h.
Créditos: Guilherme Ornelas





































