Sete dias. Uma ilha. Incontáveis surpresas. A ilha Maurícia é tudo aquilo que se espera de um destino tropical: praias de areia branca, mar azul-turquesa, calor q.b. Mas também tudo o que não se espera: montanhas cobertas de neblina, templos hindus, café local, rum artesanal e um povo que sorri com os olhos.
Este destino no Oceano Índico é um caldeirão cultural. Hindus, muçulmanos, cristãos e budistas partilham a mesma terra com naturalidade. Essa mistura está por todo o lado: nos templos coloridos, nos sabores da cozinha e até nas línguas que se falam: crioulo, francês, inglês e outros tantos dialetos.
Durante uma semana, percorremos a ilha de norte a sul, explorando as suas paisagens e mergulhando na história e na alma mauriciana. Não fomos apenas à procura de praias perfeitas (que também há, e muitas!), mas das histórias e tradições que fazem desta ilha um lugar verdadeiramente único.
A viagem começou no norte da ilha, onde ficámos hospedados no Hotel Trou aux Biches Beachcomber 5*, um verdadeiro refúgio tropical junto à conhecida zona de Grande Baie. Dali, partimos para conhecer o Château de Labourdonnais, uma antiga casa colonial restaurada ao detalhe, rodeada por árvores centenárias e plantações de frutas tropicais. Seguiu-se o Jardim Botânico de Pamplemousses, um dos mais antigos do hemisfério sul, onde palmeiras gigantes e nenúfares exóticos se alinham em caminhos sombreados.
A meio do dia, descobrimos a história do açúcar e a sua ligação profunda à economia mauriciana no museu L’Aventure du Sucre, instalado numa antiga refinaria. No final, a degustação de rum artesanal selou o momento.
Deixámos o norte e seguimos para sul, onde ficámos alojados no Hotel Sugar Beach 5*, na costa oeste da ilha. Foi o ponto de partida para visitar uma das maravilhas naturais mais emblemáticas das Maurícias: a Terra das Sete Cores, em Chamarel, uma paisagem ondulante de tons vermelhos, azuis e violetas que parece ter sido pintada à mão. A poucos metros, a impressionante cascata de 100 metros de altura completa o cenário.


No coração da ilha, o Grand Bassin revelou-nos o lado espiritual do país. É o mais importante lago sagrado hindu fora da Índia, rodeado de templos coloridos, estátuas monumentais e uma atmosfera de profundo respeito e serenidade. De lá, seguimos para Bois Chéri, a mais antiga plantação de chá da Maurícia, onde aprendemos todo o processo de colheita e fermentação, com direito a chávenas fumegantes no final, saboreadas num chalé com vista sobre os campos ondulantes.
Na costa leste, o cenário muda: praias quase desertas, natureza selvagem e amanheceres dourados. Ficámos instalados no moderno Hotel Long Beach 5* e no icónico Constance Belle Mare Plage 5*, duas unidades que revelam o contraste entre sofisticação e descontração. Nenhuma visita à Maurícia está completa sem um dia na Île aux Cerfs (Ilha dos Cervos). Com acesso apenas de barco, este pequeno pedaço de paraíso oferece mar transparente, areia fina e silêncio — muito silêncio. Para uma experiência ainda mais especial, vale a pena fazer o passeio num catamarã, com paragens para mergulhos e snorkeling ao longo do caminho.


Terminámos a viagem no Hotel Lagoon Attitude 4*, um alojamento com forte ligação à sustentabilidade e à cultura local. Ali, entre mergulhos e refeições com sabores autênticos, despedimo-nos da ilha com a certeza de que há muito mais para descobrir e e vontade de voltar.
INFORMAÇÕES ÚTEIS
Curiosidades
O Dodo
Extinto há mais de 250 anos, o lendário Dodo é o símbolo nacional da Maurícia, mesmo que ninguém o tenha visto vivo nos tempos modernos. Era uma ave pesada, que não voava e punha apenas um ovo por ano. Sem predadores naturais, vivia tranquilamente… até à chegada dos colonizadores. Ratos, macacos e humanos contribuíram para o seu desaparecimento. Um estudo recente, em Inglaterra, encontrou um exemplar fossilizado quase intacto e revelou que o Dodo tinha reservas de água salgada no corpo, talvez uma pista para entender o seu desaparecimento.
Terra das Sete Cores
Este fenómeno natural deve-se à oxidação de diferentes minerais em ritmos distintos. O resultado? Um solo que parece feito de pós coloridos, entre o azul, vermelho, castanho e violeta. Um verdadeiro quadro da natureza.
A cascata submarina
Junto à península de Le Morne, há um fenómeno natural que só pode ser visto do céu: uma ilusão ótica criada pela corrente marinha e pela areia do fundo do mar, que faz parecer existir uma imensa “cascata submarina”. É possível contemplá-la num passeio de helicóptero — experiência imperdível para quem quer uma perspetiva única da ilha.
Grand Bassin
Este lago sagrado hindu é um dos locais mais venerados do país. Rodeado por floresta densa, templos e estátuas com mais de 30 metros, é um dos espaços mais espirituais da ilha.
Línguas e culturas
Embora o inglês seja a língua oficial, o francês e o crioulo são amplamente falados — e muitos mauricianos dominam várias línguas. A convivência entre religiões e etnias é visível nas ruas, na arquitetura, nas celebrações e no sorriso com que todos recebem quem chega.
Como ir?
A Travelplan opera um voo charter direto com partida de Madrid, entre junho e setembro. A duração do voo é de aproximadamente 11 horas. Contacte uma agência de viagens para saber mais informações.
Quando ir?
O inverno mauriciano (maio a setembro) oferece temperaturas entre os 24 °C e os 27 °C, menos humidade e clima mais estável. No verão (novembro a março), o clima é mais quente e húmido.
Onde ficar?
Ficámos hospedados no Trou aux Biches Beachcomber, Sugar Beach, Long Beach, Constance Belle Mare Plage e Lagoon Attitude ( todos com propostas distintas, mas com um ponto em comum: o serviço).
Dicas
- Conduz-se pela esquerda (herança britânica).
- Leve repelente e protetor solar.
- Alugar carro é seguro e permite explorar a ilha ao seu ritmo.
- Preencha o formulário de entrada online antes da viagem.
*Viajou a convite da Travelplan
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