Porto Santo. Fonte: Porto Santo Hotels

Em pleno Oceano Atlântico, com 11 quilómetros de comprimento e seis quilómetros de largura, encontramos Porto Santo, uma das três ilhas que formam o arquipélago da Madeira. Conhecida como Ilha Dourada, devido à sua extensa e fantástica praia de nove quilómetros de areia fina e sedosa banhada por águas azul-turquesa, a região oferece vários pontos turísticos, cada um com uma história diferente.

O Vou Sair, a convite do Turismo da Madeira, teve a oportunidade de descobrir as maravilhas históricas que a ilha oferece e perder-se durante dois dias numa das praias mais deslumbrantes da Europa. Durante a viagem, tivemos a oportunidade de contemplar cada grão de areia fina e dourada num dos hotéis mais antigos da ilha – o Porto Santo Hotel & Spa – que, com os seus 94 quartos, possui uma decoração simples, confortável e fresca, ideal para todas as estações do ano.

À descoberta da ilha num tour de jipe

Porto Santo é conhecido por ser um destino de praia, o que muitos não sabem é que a parte leste da ilha é mais montanhosa, com picos que atingem alturas desde os 437 até aos 517 metros. Se pretende chegar aos pontos mais altos, sugerimos que o faça de jipe. Além de ser uma experiência de pura adrenalina, é uma das melhores maneiras de ficar a conhecer Porto Santo de uma ponta à outra. Na ilha existem algumas opções, mas aquela que tivemos oportunidade de experienciar foi a BraveLanders, um projeto que nasceu em meados de 2019 e que tem levado, ao longo dos anos, vários habitantes locais e turistas ao ponto mais alto da ilha, o Pico do Facho.

Por agora, vamos focar-nos na zona centro da região e começamos pela primeira paragem: o Miradouro dos Moinhos, que oferece vistas panorâmicas sobre as praias da ilha e sobre o oceano. No local existe um antigo moinho de vento considerado um marco histórico da ilha de Porto Santo. Trata-se de um moinho giratório de madeira, já em desuso, que se converteu, com o tempo, num elemento de referência do património cultural da região.

De seguida, tivemos a oportunidade de ficar a conhecer um pouco mais da região agrícola da ilha que, segundo o guia turístico, Miguel Rocha, está a desaparecer aos poucos: “Atualmente poucas pessoas dedicam-se à agricultura, algo que começou a desaparecer desde os anos 80”.

Por sua vez, se quer levar consigo um verdadeiro postal da ilha, o Miradouro da Portela é uma paragem obrigatória. Este é o observatório natural mais emblemático da região. O cenário fala por si: uma vista panorâmica sobre toda a costa sul, com a cidade de Vila Baleira ao centro e o debruado dourado da praia realçado pelo azul turquesa do mar. Este panorama privilegiado fica localizado na ponta este da ilha, a pouco mais de um quilómetro e meio do centro.

Miradouro da Portela. Fonte: Visit Madeira

Se procura atividades aquáticas, recomendamos a Praia do Gastão, uma das zonas mais procuradas para o snorkeling. A caminho da praia poderá observar antigos fornos de cal. Segundo o guia turístico, a ilha durante vários séculos era conhecida pela forte indústria de calcário – mercado que deixou de ser procurado nos anos 70. Nos dias de hoje, as minas encontram-se desativadas, deixando vários vestígios ao longo da ilha, como as grutas subterrâneas que, com a devida autorização e acompanhamento, podem ser visitadas.

Além do calcário, a região teve outra grande indústria, o cereal. Segundo alguns historiadores, o primeiro moinho de vento surgiu em 1794. O relevo baixo da ilha, com vento a soprar em muitos dias do ano e em vários quadrantes, criou condições propícias para a criação dos moinhos – que foram perdendo valor com a industrialização. Atualmente, poderá visitar um destes moinhos no Museu Cardina, em Camacha.

Depois de explorar algumas praias da região, chegámos à Costa Norte de Porto Santo, um local pouco habitado. Aqui, encontramos a Casa da Serra, um espaço que reúne muitos objetos antigos que contam a história e tradição dos habitantes da ilha. No interior poderá encontrar uma loja com vários produtos da ilha de Porto Santo, desde vinhos, licores e biscoitos. Além disso, poderá encontrar o tão conhecido Bolo do Caco, uma iguaria originária de Porto Santo.

Após explorar um pouco da história da ilha, dirigimo-nos ao Deserto da Fonte da Areia, um minideserto que faz lembrar um recanto do Sahara. Trata-se de um deserto arenoso cheio de fósseis de corais que, em tempos remotos, estavam sob a água do oceano.

Depois do almoço, tivemos a oportunidade de conhecer o Miradouro dos Morenos, de onde é possível observar o Ilhéu de Ferro. No topo do ilhéu a única estrutura visível é um farol. Através dos diversos miradouros espalhados pela ilha, que também constituíram local de passagem, é possível observar os seis ilhéus não habitados de Porto Santo.

Depois de conhecer um dos miradouros mais impressionante da região, partimos para o Miradouro das Flores. O panorama surpreendente sobre os nove quilómetros da Praia do Porto Santo faz da visita ao Miradouro das Flores um ponto obrigatório em qualquer roteiro pela ilha dourada. É um espaço privilegiado para observar o Ilhéu de Baixo ou da Cal, mas também para avistar os ilhéus do Ferro e de Cima. No largo do miradouro, encontra-se um busto do pintor Francisco Maya (1915-1993), que viveu na Madeira e faleceu no Porto Santo, onde tinha uma casa. Este foi enterrado nas águas do Oceano Atlântico, junto à ilha.

De seguida, e com vista sobre o campo de golfe, chegámos à Pedreira do Pico Ana Ferreira. Segundo Miguel Rocha, a pedreira, que faz parte do Património Mundial da UNESCO, é formada por colunas prismáticas.

Para quem quiser descansar um pouco da praia, pode encontrar uma mescla de cores e sons na Quinta das Palmeiras. Inúmeras aves de espécies diferentes – muitas em liberdade – tartarugas, emas e peixes dentro de lagos, fazem a alegria dos visitantes. Este é o local ideal para uma saída em família.

Vila Baleira – O centro da ilha

No segundo e último dia, tivemos o prazer de conhecer o centro da Vila Baleira. Aqui, tivemos o privilégio de visitar a Casa Colombo, um local de referência para quem pretende conhecer melhor a história da ilha. O edifício, que alberga este espaço museológico, foi em tempos a morada do navegador Cristóvão Colombo, depois do seu casamento com Filipa de Moniz, filha de Bartolomeu Perestrelo, primeiro capitão donatário da ilha. Atualmente, os visitantes encontram diversos conteúdos informativos sobre o navegador e uma série de obras relacionadas com a expansão marítima portuguesa e espanhola. Para os amantes de história este é o local ideal.

Depois da visita, fomos conhecer o tão elogiado “Lambecas”, a gelataria mais conhecida na ilha. Estes gelados são tipicamente servidos em cones de bolacha, de diferentes tamanhos, e contam com cerca de 25 sabores diferentes preparados de forma caseira pelo próprio dono. As lambecas têm uma longa tradição na ilha e são servidas pelas mesmas máquinas desde a sua criação nos anos 50.

Onde ficar?
Hotel Porto Santo & Spa: Durante a viagem, tivemos a oportunidade de contemplar cada grão de areia fina e dourada num dos hotéis mais antigos da Ilha - o Hotel Porto Santo & Spa - que, com os seus 94 quartos, possui uma decoração simples, confortável e fresca, ideal para todas as estações do ano. Tal como o nome indica, o hotel dispõe de uma área de spa que inclui salas de massagens, áreas de relaxamento, banho turco, piscina aquecida e hidromassagem. 

Onde comer?
Ponta da Calheta: Localizado na Ponta da Calheta, este restaurante é uma paragem obrigatória para os apreciadores de peixe. No restaurante encontrará uma variedade de pratos típicos da região, desde lapas, arroz de polvo e ao tão conhecido bolo do caco. A Ponta da Calheta é um lugar acolhedor e possui uma esplanada com vista para a praia.

Panorama: Debruçado sob a área balnear de Porto Santo e com uma vista de cortar a respiração, o Panorama é um dos restaurantes mais recomendado da ilha. Este proporciona aos clientes uma agradável seleção de pratos, variando entre a gastronomia madeirense e internacional. 

Pé na Água: Localizado no centro da ilha, este restaurante é a escolha ideal para um dia de praia. Com uma parte da esplanada debruçada sobre o areal, o Pé na Água é uma aposta segura para degustar de um bom peixe e marisco. 
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