Malta é um país com mais de 7000 anos de história, tornando-o um arquipélago repleto de património cultural. Diferentes civilizações habitaram nestas ilhas ao longo de vários séculos, o que contribuiu para um vasto e valioso legado artístico que pode ser apreciado por todo este país mediterrâneo.   

Entre igrejas e palácios que remetem ao barroco e neoclássico, as obras que se podem encontrar no interior destes monumentos são a base para a celebração do Festival Internacional das Artes.  Este evento anual de Malta reúne o melhor do mundo artístico nas suas mais variadas expressões, desde as artes visuais, exposições de pintura e escultura, teatro e inúmeros projetos interativos. Malta apresenta-se como uma paragem obrigatória para quem procura um destino de férias que respira arte.

O festival decorre entre 29 de junho e 13 de julho tem lugar o Festival Internacional das Artes onde, para além da celebração do passado, são destacadas as artes contemporâneas. A complementar o leque de espetáculos para todo o tipo de público, durante os dias do evento reúnem-se vários artistas que procuram criar diferentes formas de colaborações interdisciplinares com as comunidades locais.  Com o grande objetivo de criação de sinergias artísticas entre países, todos os anos são feitos convites a artistas de renome internacional para a participação neste evento.

Mas há mais. A mais famosa obra do pintor Caravaggio – “A Decapitação de São João Batista” encontra-se no interior da Co-Catedral de São João, em Valletta.  Esta igreja foi construída pelos cavaleiros da Ordem de Malta, em 1578. A arquitetura austera do exterior contrasta com a riqueza do interior onde se destacam colunas de mármore, grandiosos frescos e abóbadas cuidadosamente trabalhadas por grandes Mestres.


Co-Catedral de São João, Valetta, Malta

Atualmente sede do Governo, o Palácio do Grão-Mestre em Valletta foi construído entre 1570 e 1580 e o seu interior está repleto de tesouros históricos nacionais. Uma admirável coleção de armaduras e mais de 5000 armas que remetem aos séculos XVI, XVII e XVIII, tapeçarias antigas praticamente intactas e um elevado número de retratos dos diferentes presidentes do país, são alguns exemplos deste património.

Outros edifícios históricos, como o Palazzo Falson em Mdina, abriga uma coleção que inclui 200 pinturas de artistas como Murillo, Anthony Van Dyck ou Mattia Preti, bem como móveis, joias, tapetes orientais, armas e mais de 4.500 livros e manuscritos de elevado valor histórico. No Palácio do Inquisidor, em Vittoriosa, antigo edifício que revela a presença da Inquisição em Malta, podem ser visitadas as masmorras, celas e quartos, assim como uma exposição de objetos religiosos.

Este arquipélago do mediterrâneo agrega ainda museus de enorme significado histórico para Malta como o Museu Nacional de Belas Artes de Valletta; o Museu de Arqueologia, que abriga peças e restos de templos fenícios, romanos e árabes; o Museu Marítimo de Vittoriosa, que conta a história marítima do país; o Museu Nacional de Guerra, que reúne armas, veículos e informações sobre as fortificações das ilhas utilizadas durante as duas grandes Guerras.

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