Sónia Martins na Cratera Ngorongoro

Embarque nesta viagem à Tanzânia e a Zanzibar com Sónia Martins, Travel Planner na Arenatours.  Neste artigo, partilha com os leitores do Vou Sair uma das suas mais recentes viagens que a levaram a conhecer alguns dos melhores parques e reservas naturais de África.

Por Sónia Martins

Com um localização privilegiada, a Tanzânia possui imensas belezas naturais. A região faz parte da África Oriental e fica bem abaixo da linha do Equador sendo favorecida por temperaturas quentes durante a maior parte do ano. Enquanto isso, a geografia do país possibilita que haja neve em alguns lugares do território, como no Monte Kilimanjaro.

O país possui uma extensão de aproximadamente 945 mil quilómetros quadrados e uma população de 62 milhões de pessoas. Por aqui, os idiomas oficiais são o suaíli e o inglês, portanto os turistas conseguem comunicar tranquilamente.

Chegada a Arusha, capital dos safaris (dia 1)

Um safari à Tanzânia leva-nos a uma viagem única e é uma ótima forma de nos desligarmos dos telemóveis e computadores e poder trocar experiências com os nossos companheiros de viagem. Podemos viajar para a Tanzânia através da Ethiopian, Turkish Arlines, KLM, a Qatar e a Emirates. Na zona das chegadas do aeroporto de Kilimanjaro, esperava-me o meu guia Bushiri.

O transfer do aeroporto de Kilimanjaro até ao alojamento em Arusha demorou pouco mais de 40 minutos. Nos últimos anos, Arusha estabeleceu-se como a capital do norte da Tanzânia. Devido ao clima temperado e ao ambiente exuberante, tornou-se o local ideal para um primeiro contato com o país e para servir de base para iniciar safaris ou expedições ao Monte Kilimanjaro.

Quando cheguei da viagem esperavam-me duas das pessoas, de um grupo de doze, que iriam partilhar esta tão esperada jornada. Depois das apresentações feitas, e de um cocktail de boas vindas, realizei o meu check-in.

O Arumeru River Lodge encontra-se situado a meio caminho do aeroporto de Kilimanjaro e a cidade de Arusha. Está situado numa propriedade com sete hectares. O estilo do Arumeru incorpora uma forte cultura africana: uma casa principal com receção, sala de estar com sofás e poltronas confortáveis e uma espaçosa sala de jantar. A decoração é de mobiliário tradicional mas que supera o original.

Os quartos são vilas exteriores, que estão conectados ao hotel através do jardim com passagens que abrem caminho. Com cama king size com protetor de rede para os mosquitos, casa de banho espaçosa, e uma pequena sala de estar para podermos descontrair. Nos preciosos jardins podemos observar dik-diks, macacos e uma grande variedade de espécies de árvores.  O albergue tem vista sobre os montes Kilimanjaro e o Meru.

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O dia poderia ser de completo descanso ao redor da piscina, mas depois de um almoço no terraço fomos convidadas para a nossa primeira excursão. Perto da pousada, em Nkoaranga, um grupo de 25 famílias produz café orgânico de alta qualidade: leva-se cerca de 3 horas para descobrir tudo sobre esse projeto tão inspirador. O projeto baseia-se numa nova variedade de café que pode ser cultivada sem agrotóxicos. “Wild Tracks” compra os grãos a um preço justo e assa-os numa pequena fábrica de torrefação. Então, Arumeru compra este café que é servido no lodge.

Mais tarde regressamos para o hotel, onde nos esperava o resto do grupo.

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Exterior do Arumeru River Lodge

Caminhada pela Rain Forest (dia 2)

São 8 da manhã e começamos a nossa caminhada matinal, acompanhados por um guarda-florestal. Aproximadamente a um quilómetro do Arumeru Lodge, encontra-se a Rain Forest que abriga fontes naturais que fornecem água potável para toda a região. Pudemos desfrutar de alguns encontros com a vida selvagem, como macacos colobus, macacos veludo e azul, bem como um bom número de espécies de pássaros.

Safari no Parque Nacional de Taranguire

Regressamos para almoçar no Arumeru e depois rumamos em direção ao Parque Nacional de Tarangire. O percurso durou cerca de 3 horas até chegarmos à porta de entrada do parque. Este parque é considerado um dos mais bonitos refúgios da Tanzânia, e os seus elefantes e baobás participam nesta reputação, dominando estes últimos parte da paisagem. Durante uma hora e meia de game drive, foram vários os elefantes e gnus que pudemos avistar nesta tarde.

Tarangire está localizado na espetacular região de Manyara. Cobrindo 2 850 km², culminando a uma altitude de cerca de 1100 metros, o parque abriga algumas espécies difíceis de ver noutros parques, tais como o Gerenuk, o pequeno Kudu, ou o Oryxe incluindo o Aupati e o grande Kudu. É considerado um dos mais belos refúgios para a grande vida selvagem da Tanzânia. O seu nome vem do rio Tarangire, que atravessa o parque de sul a norte. Os baobás dominam a paisagem, martirizados por outro colosso, o elefante (alguns grupos podem chegar a uma centena).

Por volta das 18h30 chegamos ao Maweninga Camp que se encontra situado por cima de uma imponente rocha de granito, com vista para o lago Manyara e Burunge. Após o sunset fomos encaminhados para as nossas tendas.

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Maweninga Camp

Parque Nacional de Taranguire – Karatu (dia 3)

Esta manhã fomos fazer um safari no parque. Foram vários os animais que avistamos neste parque, entre os quais babuínos, zebras, elefantes, e um leopardo meio adormecido em cima de um tronco de uma árvore. Também podemos encontrar entre a flora, os baobás.

Depois desta magnífica experiência, seguimos para o Tarangire Safari Lodge, conhecido pela sua localização e vistas panorâmicas onde ficamos hora e meia de visita e almoço incluído.

Mais tarde, deixámos o parque Tarangire para trás e seguimos em direção a Karatu, que fica sensivelmente a um hora e meia de caminho. Localizada nas terras altas do norte da Tanzânia. Presidida pelo imponente vulcão Ol Deani, esta cidade pequena e colorida tornou-se um ponto de encontro para visitantes que exploram os inúmeros parques naturais da região. A cidade oferece a oportunidade de desfrutar de autênticas experiências rurais na Tanzânia, desde visitar o movimentado mercado, degustar cerveja artesanal numa cervejaria local ou dar um passeio guiado pela Floresta Ngorongoro em busca de cachoeiras e cavernas de elefantes.

Situado no topo de uma colina íngreme, chegamos ao Bashay Rift Lodge, que se encontra numa localização excelente, a poucos kms da cratera de Ngorongoro e do Lake Manyara, no coração da zona fértil de Karatu.

O Bashay Rift Lodge oferece 32 quartos individuais com um toque especial “Out of Africa”, distribuídos por um jardim espaçoso e encantador. Todos os quartos oferecem vistas únicas e todos diferem em termos de tamanho, design e decoração. As áreas comuns contam com uma elegante casa principal que abriga restaurante, lounge e bar, além de piscina e spa disponíveis na propriedade.

Devido à sua localização ideal, o Bashay Rift Lodge tornou-se uma paragem muito agradável antes de ir para os parques do norte. Nos últimos anos, tem desfrutado de grande popularidade como um refúgio de várias noites para relaxar e descontrair.

Safari na Cratera do Ngorongoro (dia 4)

De manhã, saímos de Bashay em direção à Cratera do Ngorongoro que, sem dúvida, é a reserva selvagem mais famosa do mundo, classificada como património mundial da UNESCO. Mais que isso, esta atração natural é a maior caldeira vulcânica inativa do mundo. Desde a “gate” do Ngorongoro até ao fundo da cratera são uns 45 minutos a caminhar.

A caldeira mede 20 quilómetros de diâmetro interior e protege, no seu centro, uma fauna incrivelmente rica e perfeitamente protegida por uma muralha de 600 metros de altura. A fauna do interior da cratera é extraordinariamente rica, aqui podemos encontrar mais de 30 espécies de mamíferos. Este anfiteatro é, sem dúvida alguma, a reserva mais famosa dos animais selvagens do mundo. A terra dos big five: búfalo, elefante, leopardo, leão e rinoceronte. Este último mostrou-se bastante tímido e não foi possível vê-lo.

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Um leão na reserva natural da Cratera do Ngorongoro

Após uma manhã intensa de game drive, almoçamos junto ao rio.

Continuamos o safari durante a tarde, neste local esplêndido que oferece ao mesmo tempo uma parte de florestas, planícies e pântanos e onde se cruza uma fauna diferente, em paisagens variadas.

Na luz do final da tarde, subimos e continuamos caminho em direção ao nosso acampamento: Olduvai Camp que se encontra situado na área de conservação de Ngorongoro, perto do desfiladeiro de Olduvai. Este acampamento oferece uma experiência verdadeiramente única entre a cratera de Ngorongoro e o Serengeti. Ao contrário dos outros parques nacionais, aqui a vida humana não se encontra excluída. Os Masai, pastores que vivem do gado, habitam aqui nas suas terras ancestrais e mantêm uma vida tradicional.

Após conhecermos as nossas tendas, saímos para uma curta caminhada , acompanhados pela equipa do acampamento, e fomos a um Kopjes, pequena colina em forma de cabeça pequena, onde podemos admirar as vastas planícies do Serengeti antes do pôr do sol.

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Olduvai Camp

Parque Nacional del Serengeti (dia 5)

Após o pequeno almoço no acampamento, saímos para o norte, com destino às imensas planícies do Serengeti. Sem dúvida um dos parques mais famosos de todo o continente africano.

O Serengeti é um vasto ecossistema, lar de uma variedade deslumbrante de vida selvagem e o local da maior migração do planeta. O nome vem da palavra Maasai para planícies sem fim. No entanto, o Serengeti é muito mais, com as suas florestas, matas ciliares e pântanos que sustentam dezenas de espécies de mamíferos e mais de 300 variedades de pássaros. O destino desses animais está intimamente ligado à paisagem em constante mudança. A transição da estação chuvosa para a seca faz com que não haja descanso nem estabilidade: quem mora aqui deve estar sempre em movimento para sobreviver na savana.

Após um safari matinal, onde foi possível explorar o imensamente rico Serengeti e a sua fantástica vida selvagem, almoçamos no eco-friendly Ronjo Camp, um acampamento situado numa área tranquila e isolada, com vistas soberbas sobre as planícies e colinas de Banagi.

As 16 tendas espaçosas, todas reformadas recentemente, estão espalhadas entre acácias com decoração tradicional de safári e casas de banho privadas com chuveiro e balde e sanitas com descarga. Todas as tendas oferecem excelentes vistas sobre a planície, com um toque rústico e confortável para desfrutar do seu Safari em harmonia com a natureza.

Perto dos rios Seronera e Banagi, que correm nesta área, foi possível avistar leões e os hipopótamos.

Dirigimo-nos ao camp onde passamos a nossa última noite, localizado no coração da área de Grumeti, à beira do Parque Nacional Serengeti, encontramos o eco-friendly Grumeti Hills. Este acampamento foi construído na colina mais alta da região. O rio Grumeti atravessa a área a apenas 2 km  do lodge. As tendas e áreas públicas são erguidas em terraços de pedra e oferecem vistas impressionantes sobre os arredores exuberantes. No extremo sul da colina, pode-se relaxar na piscina, lindamente esculpida nas rochas e com vista para as extensas planícies gramadas.

Após um cocktail de boas vindas e um delicioso jantar esperava-nos um emocionante safari noturno num jeep 4×4 movido a eletricidade, os primeiros na África Oriental. Os jeep são abertos e equipados com assentos altos e lâmpadas especiais e fomos acompanhados por um guarda florestal especial do Wildlife Department. Alguns animais não podem ser vistos durante o dia e este passeio foi emocionante para explorar a mata quando o dia arrefece e os habitantes saem da sombra das árvores.

Walking Safari (dia 6)

Esta manhã, antes de apanhar o meu voo para Zanzibar, começamos com uma caminhada conduzida por um guarda florestal do Departamento de Vida Selvagem. Após um passeio de 5 quilómetors chegamos às margens do rio Grumeti, onde foi  servido um delicioso pequeno-almoço.

Foram cerca de 20  minutos de viagem até ao aeródromo.

Zanzibar

A ilha de Zanzibar, também conhecida por ser grande produtora de especiarias, vive muito do turismo e é dona de praias paradisíacas, de água quente e sem muita gente. Em Zanzibar, o estilo de vida é calmo, o chamado polepole*, mas também tem animação nos locais mais turísticos. E sabiam que foi aqui, em Zanzibar, que nasceu Freddie Mercury, dos Queen?

Depois de 1 hora de voo do Serengeti a Arusha e outra hora de voo até ao aeroporto de Abeid Amani Karume, cheguei a Zanzibar. O transfer do aeroporto até ao hotel demorou pouco mais de uma hora. Pelo caminho foi possível avistar,  casas inacabadas, muitas bananeiras e comércio local.

Cheguei ao Emerald Zanzibar a meio da tarde, o primeiro impacto é um hotel acabado de estrear com um lobby bastante grande e bem decorado. O Emerald Zanzibar foi construído junto à praia de areia branca de Muyuni, na costa nordeste em Matemwe, numa grande extensão de terreno à beira-mar. Com uma oferta de 250 quartos divididos em Junior Suites, Suites Junior Superiores, Suites Familiares, Suites Piscina e Suite Presidencial, todas as Suites integram-se harmoniosamente com o ambiente tropical envolvente oferecem um ambiente elegante, acolhedor e descontraído com um estilo moderno, confortável e africano. O Emerald dispõe de um restaurante principal, o Aqua restaurant e três à la carte, o Beach Club Grill, o Carnivorous e o Le Asiatique. Teppanyaki Restaurant. A oferta é completada por 3 bares, sendo um deles aquático e uma gelataria. Membro orgulhoso de The Leading Hotels of the World, onde a elegância tropical natural e intemporal representa a própria essência do destino, Emerald Collection conta com um portfólio de três resorts de cinco estrelas deluxe, com regime tudo incluído nas Maldivas e o de Zanzibar foi o que foi aberto no dia 1 de dezembro.

Tendo esta viagem sido elaborada para conhecer o destino mas também alguns complexos hoteleiros da região, o terceiro dia foi dedicado inteiramente à visita de hotéis na zona da praia de Kendwa. Esta praia apesar de ser considerada a melhor praia de Zanzibar, a minha preferência vai para a praia de Muyuni por ser mais tranquila.

Zuri Zanzibar

Além do Emerald, outro hotel que me cativou bastante foi o Zuri Zanzibar. Este hotel oferece uma experiência completamente única em Zanzibar para quem quer experimentar algo fora dos trilhos africanos batidos; um lugar que permite aos hóspedes uma sensação de paz e tranquilidade. Zuri significa “bonito” em Swahili, que é a língua da ilha de Zanzibar. Esta é a sensação que a equipa do Zuri pretende que se experimente no micro universo de 12 hectares.

Tal como grande parte dos resorts nas Maldivas, este hotel não é constituído por quartos, apenas villas e bungalows. Cada um separado do outro para obter privacidade absoluta, e todos equipados com chuveiros externos e grandes terraços. O tamanho do terreno poderia facilmente acomodar o dobro das villas, mas decidiram construir apenas 56. Aninhado numa encosta voltada para o oeste, a maioria das unidades desfruta de vista direta para o mar. O telhado em estilo africano oferece uma sensação de catedral. O jardim é a cereja no topo do bolo. Todas as villas e bungalows fazem parte de um enorme parque tropical que pode desfrutar caminhando e explorando.

O Zuri Zanzibar foi reconhecido como o primeiro hotel do mundo a receber a certificação EarthCheck’s Sustainable Design Gold. O prémio reflete o compromisso inabalável do resort com a sustentabilidade, fazendo mudanças positivas para reduzir a pegada ambiental e melhorar o impacto social.

Visitei ainda o Gold Zanzibar, o Riu Jambo e o Riu Palace.

Stone Town

A última paragem do meu itinerário seria fazer uma breve visita pela capital de Zanzibar. Stone Town significa cidade da Pedra ou, em tradução Swahili, Cidade Antiga. Epicentro de um paraíso que viveu dias de glória no comércio de marfim e especiarias, e que no século XIX se tornou o principal centro de comércio de escravos na África sob o domínio de Omã. Por esta cidade do Oceano Índico passaram povos bantos, persas, árabes, indianos, portugueses e britânicos, cujo legado está presente em muitos cantos.

O meu interesse centrou-se imediatamente no elemento arquitetónico mais famoso de Zanzibar: as portas de madeira esculpida das casas cuja decoração indica o poder e a posição social do dono da casa. As mais antigas são as árabes, facilmente identificáveis ​​por terem uma moldura quadrada e apresentarem relevos com passagens do Alcorão. As mais recentes, a maioria de finais do século XIX, incorporam características típicas da Índia, como remates semicirculares, motivos florais e grandes peças de latão que serviam para prevenir os ataques dos elefantes. Muitos dos edifícios encontram-se abandonados ou a precisar de obras, mas também existem outros que, entretanto, foram recuperados.

Sempre pensei que a melhor forma de sentir o pulso de uma cidade é entrar num dos seus mercados e fiz isso em Darajani. Frutas, verduras, carnes e peixes são colocados à venda  num frenético caos de transações. O mais marcante é a zona das peixarias por onde desfilam grandes peças de atum e barracudas. Claro, por mais frescos que sejam os produtos, o cheiro é enjoativo.

Passei pela frente do Antigo Mercado dos Escravos, que já se encontrava fechado para visitas.

O arquipélago de Zanzibar foi, em tempos, o maior centro do comércio de escravos, que eram enviados para todo o mundo. Estes viviam e eram negociados em condições desumanas.

Na década de 1860, entre 10.000 e 50.000 escravos passavam por ano pelo mercado de Zanzibar. Até que um tratado com a Grã-Bretanha em 1873 pôs fim ao comércio de pessoas na região, foram vendidos cerca de 600 mil. No entanto, as relações mestre-escravo e raptos clandestinos continuaram pelo menos 20 anos. No centro do espaço onde era o antigo mercado dos escravos há uma Catedral Anglicana ao lado de uma Mesquita, o que prova a tolerância religiosa, numa área que é predominantemente muçulmana.

Só passei uma tarde em Stone Town, mas percebi logo que queria ter estado lá mais tempo para viver mais um pouco o ambiente que existe nesta cidade. A cidade tem potencial, se for toda ela reabilitada. Tal como muitas outras cidades, também aqui os portugueses deixaram algumas marcas na época dos Descobrimentos e Zanzibar também pertenceu aos pontos de passagem dos barcos que transportavam mercadorias.

Os portugueses governaram a ilha de Zanzibar até 1698 e, com a saída deles, os omanis assumiram o controle. O forte foi erguido justamente para defender a colónia Omani dos portugueses.  Localizado em frente ao mar, com um pátio central convertido em mercado de artesanato onde os artistas atualmente apresentam as suas obras e tem inúmeras lojas de souvenirs e objetos típicos da ilha. Também possui um pequeno anfiteatro onde são realizadas inúmeras apresentações e o Island Film Festival.

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Old Fort em Stone Town

Depois de passar pelo Old Fort, terminei o passeio junto ao mar, para poder observar o último pôr-do-sol. Famílias a passearem, pessoas dentro de água entre os barcos que estavam parados, outros rapazes a jogarem à bola.

Stone Town, uma cidade vibrante onde a vida segue seu próprio ritmo. O lugar onde todos os problemas são resolvidos com uma expressão: Hakuna Matata.

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Pôr do sol em Stone Town

Sónia Martins é Travel Planner na Arenatours. Após viver quatro anos no Peru, decidiu instalar-se nos últimos anos no norte de Espanha.

Para Sónia, viajar é a oportunidade de “cada dia ser diferente, de conhecer pessoas, histórias, lugares e de nos conhecermos a nós mesmos através dos outros”. 

As pessoas são o maior destaque das viagens que faz. “Elas estão no centro de tudo”.

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