
A companhia aérea australiana Qantas revelou as primeiras imagens do avião que vai tornar realidade algo inédito até agora: voar de Sydney diretamente para Londres ou Nova Iorque — sem qualquer escala. Os voos comerciais estão previstos para arrancar no primeiro semestre de 2027, marcando um novo capítulo na história da aviação.
O modelo escolhido é o Airbus A350-1000ULR (Ultra Long Range), atualmente em construção na sede da Airbus, em Toulouse, França. Segundo a transportadora, trata-se de “um passo significativo para os voos históricos sem escalas da companhia aérea entre a Austrália e Londres e Nova Iorque”.
O projeto faz parte da estratégia batizada de “Project Sunrise”, nome inspirado no facto de as viagens serem tão longas que é possível ver dois amanheceres durante o trajeto.
Esta nova aeronave será capaz de operar “os voos comerciais mais longos do mundo, ligando a costa leste da Austrália a Londres e Nova Iorque sem escalas pela primeira vez”. Com um depósito de combustível de 20 mil litros e sistemas “melhorados”, o A350-1000ULR será capaz de permanecer no ar por até 22 horas seguidas.
Segundo a companhia, os novos voos diretos reduzirão até quatro horas o tempo atual de viagem entre Londres ou Nova Iorque e a costa leste da Austrália. Os voos de teste estão planeados para começar em 2026.
A aeronave terá apenas 238 lugares, muito menos do que os cerca de 400 habitualmente encontrados em outros A350-1000. Haverá ainda, entre a classe económica premium e a económica, uma “Zona de Bem-Estar especialmente concebida”, além de suites de primeira classe.
As cabines foram desenvolvidas em colaboração com o designer australiano David Caon e especialistas do Centro Charles Perkins da Universidade de Sydney, incluindo cientistas do sono que analisaram formas de “combater o jet lag através de características como o design de iluminação exclusivo e personalizado e o serviço de refeições em horários específicos”.
A CEO do Grupo Qantas, Vanessa Hudson, destacou que o progresso da construção aproxima o projeto da realidade. “Estes voos reduzirão a viagem até quatro horas e transformarão a experiência das pessoas em viagens de longa distância, através de um design baseado na ciência para minimizar o jet lag e maximizar o bem-estar”, afirmou.
A primeira das 12 novas aeronaves deverá ser entregue no final de 2026, com os primeiros voos comerciais previstos para o primeiro semestre de 2027.































