Há poucos alimentos tão presentes na cultura portuguesa como o pão. Está à mesa ao pequeno-almoço, acompanha almoços e jantares e continua a ser um dos maiores símbolos da gastronomia nacional. Agora, já são conhecidos os vencedores da segunda edição de “O Melhor Pão de Portugal”, um concurso que reuniu mais de uma centena de pães de todo o país para eleger os melhores exemplos da panificação nacional.

A iniciativa decorreu este sábado no Museu do Pão, em Seia, e contou com a participação de 151 pães distribuídos por cinco categorias: trigo, sementes, centeio, broa e inovação.

Promovido pela ACIP – Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares em parceria com o Museu do Pão, o concurso pretende destacar a qualidade, a diversidade e a capacidade de inovação da panificação portuguesa, valorizando o trabalho de padeiros e produtores de norte a sul do país.

Os produtos foram avaliados em prova cega por um júri composto por 26 especialistas do setor, presidido por Michael Fonseca, padeiro-chefe do Museu do Pão. Entre os critérios analisados estiveram o sabor, aroma, textura, aspeto visual e qualidade global de cada proposta.

Os vencedores de 2026

Na categoria de trigo, o grande vencedor foi a Padaria Tradicional de Rio Torto, em Gouveia. O segundo lugar ficou para a Padaria Getim 2, em Espinho, e o terceiro para a Pastelaria Vida Nova, em Ourém.

Entre os pães de sementes, venceu a Padaria Crust, em Cascais, seguida da Padaria Fariña, em Leça do Balio, e da Padaria Pão de Gimonde, em Bragança.

Na categoria de centeio, o primeiro lugar voltou a ser conquistado pela Padaria Getim 2, em Espinho. A Padaria Dias, na Covilhã, ficou em segundo lugar, enquanto a Padaria Pitões, em Montalegre, garantiu a terceira posição.

Já entre as broas, a vencedora foi a Padaria Pastelaria Brisanorte, em Leiria. Seguiram-se a Padaria Braspordoce, em Tábua, e a Padaria Pastelaria Dairas, em Vale de Cambra.

Na categoria de inovação, destacou-se a Padaria Dias, na Covilhã, seguida da Rústica Bakery & Brunch, em Viseu, e da Padaria Getim 2, em Espinho.

Mais do que uma competição, o concurso procura mostrar como o pão português continua a evoluir sem perder as suas raízes. Entre receitas centenárias, técnicas artesanais e novas abordagens à fermentação, às farinhas e aos ingredientes, os 151 pães apresentados este ano revelam a vitalidade de um setor que atravessa gerações.

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