Cartaz Encontro Sonoros e Atlânticos Créditos: Associação Francisco de Lacerda

Os Encontros Sonoros Atlânticos regressam em 2022, entre 19 de julho e 17 de setembro, com seis concertos nos Açores e Portugal Continental. No programa está uma estreia nacional e cinco mundiais que destacam a nova geração de criadores e intérpretes.

Com programação pelo compositor Vasco Mendonça e promovido pela Associação Francisco de Lacerda – a Música e o Mundo, o ciclo desta segunda edição inverte o percurso pelo Atlântico e principia em São Jorge, atravessando depois a Terceira, São Miguel e terminando em Lisboa.

A edição deste ano é ainda palco para a estreia da obra vencedora da edição inaugural do Prémio de Composição Francisco de Lacerda, criado com o objectivo de estimular a jovem criação nacional.  O anúncio da composição vencedora é feito a 29 de julho.
Os Encontros Sonoros Atlânticos constituem-se como uma série de recitais em que obra do compositor, musicólogo e maestro açoriano Francisco de Lacerda (1869 – 1934) é o estímulo para a criação de novas peças musicais, em sintonia com os locais em que se apresentam.

A experiência musical inicia-se a 19 de julho, em São Jorge, no local de origem de Francisco de Lacerda, com o trio composto por José Pereira, Sérgio Sousa e Nuno Abreu.
No programa, as raramente ouvidas Lições em Trio de Francisco de Lacerda, seguido pela estreia portuguesa de Zebra Crossing, de Vasco Mendonça, e terminando com a belíssima Serenade de Dohnányi, um pilar do reportório para esta formação.

21 de julho, na Terceira, no Jardim Duque da Terceira, o Lava Brass Quintet apresenta um programa composto por peças de Francisco de Lacerda e duas obras em estreia mundial: Piccola Suite de Sérgio Azevedo e Continuum Variations de Antero Ávila. Integram ainda a programação deste concerto obras de Luís Carvalho, Enrique Crespo e Leonard Bernstein.

No dia seguinte, 22 de julho, também na Terceira, mas na Ermida de S. António da Grota, no Monte Brasil, o trio composto especialmente para esta ocasião por Ricardo Pinheiro, Jeff Davis e Tomás Marques, recria musicalmente uma viagem entre Lisboa e os Açores que culmina no nascimento de uma criança na pequena ilha do Corvo, através de obras de Ricardo Pinheiro e Francisco de Lacerda.

O mapa desta viagem prossegue em São Miguel, a 24 de julho, na  Praça do Município, em Ponta Delgada, onde os Humorictus Ensemble, um dos grupos de madeiras portugueses mais promissores põe em relevo a criação musical portuguesa com obras de Francisco de Lacerda, Luís Tinoco, Luís Carvalho, Darius Milhaud e Gyorgy Ligeti.

27 de julho, também em São Miguel, Ricardo Jacinto traz ao Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas o Parlamento de Caríbdis IV.
Este espectáculo, definido pelo seu criador como um ‘concerto-instalação para violoncelo, electrónica, objectos ressonantes e sistema de difusão multi-canal’, é o resultado de um desafio por parte dos Encontros Sonoros Atlânticos 2022 ao artista.

E a 17 de setembro, na Biblioteca Nacional, em Lisboa, o concerto de encerramento dos Encontros Sonoros Atlânticos 2022 está a cargo da Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida por Pedro Neves, e da soprano Eduarda Melo, com obras de Francisco de Lacerda e Maurice Ravel.
Este concerto é também o palco para a estreia mundial da obra vencedora do 1.º Prémio de Composição Francisco de Lacerda – um dos maiores galardões pecuniários para jovens compositores em Portugal

Nesta segunda edição dos Encontros Sonoros Atlânticos é ainda apresentado o resultado inicial de um projecto paralelo, mas intimamente relacionado com estes: o primeiro volume de uma edição crítica da música orquestral de Francisco de Lacerda – um trabalho musicológico de fôlego que vem colmatar uma lacuna antiga no tratamento do seu espólio orquestral.

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