Joao Rodrigues, Chef e mentor do Projecto Matéria, em Lisboa. FOTO TM

Tabernas, casas, fornos comunitários, fortes, faróis, castelos. Qualquer um destes sítios poderá vir a ser um restaurante temporário, porque ao longo dos próximos 12 meses, João Rodrigues estará em viagem pelo país, a ocupar locais sui generis, cozinhando menus focados na região e nos seus produtores, naquele que é o primeiro restaurante itinerante do país.

Esta viagem é a primeira fase do percurso do chef, após ter deixado o restaurante Feitoria, em maio de 2022. Residência é uma experiência itinerante, uma verdadeira tour do chef, que explora a cultura gastronómica de cada região do país, envolvendo os municípios, os produtores, valorizando o património material e cultural.

De Norte a Sul, todos os meses, um local diferente será ocupado, fazendo dele residência temporária. Os produtos típicos e de cada estação, assim como a relação estreita com os pequenos produtores locais, serão a base para a confeção dos menus. Mas, mais do que jantares ou almoços, o Residência quer respeitar a natureza, não só à mesa, mas nos percursos dos visitantes, que num mês em Trás-os-Montes terão neve, e mais tarde, no Minho, terão colinas verdejantes. Quer dar a conhecer a diversidade natural e cultural do nosso país, recorrendo a práticas e tradições por vezes esquecidas. A cada paragem, a intenção é envolver as freguesias, as suas festas e rituais, miradouros e parques naturais, as receitas tradicionais, residenciais e hotéis.

Primeira Paragem: Trás-os-Montes

A primeira paragem acontece já este mês, nos dias 20, 21 e 22 de janeiro, em Boticas, Trás-os-Montes. Na primeira Residência, João Rodrigues irá ocupar a Casa do Pedro, uma casa familiar com mais de 300 anos localizada na vila de Vilarinho Seco.

O Sr. Pedro e a Dona Ana, agricultores e produtores de hortaliças, porco bísaro e carne Barrosã, construíram este restaurante na década de 90 e nunca esconderam o enorme orgulho nos seus produtos, em especial nos presuntos curados e nas alheiras ali produzidas. Hoje, os responsáveis pela cozinha são os seus filhos Alda e Pedro, que continuam o legado familiar passado pelos seus pais, sempre com base na confeção artesanal e na utilização de produtos locais de grande qualidade. Prova disso é o seu famoso cozido barrosão, um dos cartões de visita desta jóia do Alto Tâmega.

Nos dias 20 e 21, João Rodrigues irá cozinhar um menu degustação de 7 pratos, em que os produtos das redondezas serão a base do jantar. Trutas, porco bísaro, carne barrosã, batata, couves, fumeiro, mel, são alguns exemplos do que poderá servir de base a cada prato. Já no dia 22, a estadia termina com um almoço, um cozido típico da zona, com Vítor Adão como chef convidado. O jantar dos dias 20 e 21 tem o custo de 80€ por pessoa, com pairing, e o almoço do dia 22 de janeiro tem o valor de 45€ por pessoa, inclui pairing.

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