Créditos: Netflix

A alta sociedade regressa, os vestidos voltam a rodopiar nos salões e os olhares trocados dizem mais do que mil palavras. Com a nova temporada de Bridgerton a chegar à Netflix, o fenómeno criado por Shonda Rhimes continua a inspirar não só maratonas no sofá, mas também viagens ao Reino Unido. Para muitos fãs, seguir os passos de Daphne, Simon ou da irreverente Lady Whistledown tornou-se uma excelente desculpa para descobrir Inglaterra com outros olhos.

De palácios em Londres a cidades termais como Bath, os cenários da série recriam com exuberância a era da Regência britânica e o melhor é que grande parte destes locais pode ser visitada.

Londres, onde tudo começa

Hampton Court Palace

A capital britânica é um verdadeiro mapa vivo de Bridgerton. Um dos pontos incontornáveis é o Palácio de Kew, nos Royal Botanic Gardens, junto ao Tamisa, associado à série Queen Charlotte. Foi aqui que viveram o rei George III e a rainha Charlotte, e onde ainda hoje se sente a atmosfera do século XVIII. Não muito longe, em Piccadilly, vale a pena passar pela Hatchards, a livraria mais antiga de Londres, fundada em 1797, um local que poderia facilmente acolher uma conversa entre Eloise e Penelope.

Os fãs mais atentos reconhecerão também a igreja de St James’s, palco de uma das cenas mais dramáticas da segunda temporada. Em Greenwich, a Queen’s House e o Old Royal Naval College surgem como cenários de grandes bailes e encontros aristocráticos, enquanto Hampton Court Palace, nos arredores da cidade, empresta os seus pátios e jardins a várias sequências da série.

Chatham, o lado menos glamoroso da Regência

A cerca de uma hora de Londres, Chatham mostra uma face menos idealizada da época. As ruas empedradas da cidade serviram de pano de fundo a cenas com Lady Featherington e Marina, enquanto o Historic Dockyard acolheu o salão de boxe onde o Duque de Hastings treina. Este detalhe liga a ficção à história real de Bill Richmond, pugilista afrodescendente e figura marcante da Londres da Regência.

Bath, elegância em pedra dourada

Créditos: The Royal Crescent Hotel & Spa

Se há cidade que parece ter sido feita para Bridgerton, é Bath. As suas fachadas georgianas em pedra clara substituem frequentemente a Londres do início do século XIX. O Holburne Museum, conhecido na série como a casa de Lady Danbury, é um dos pontos altos da visita, assim como o Royal Crescent, cujas casas em curva servem de fachada à residência da família Featherington.

Para completar a experiência, nada como um passeio guiado temático seguido de um chá da tarde num dos salões históricos da cidade, um ritual que encaixa perfeitamente no espírito da série.

York, romance em versão campestre

Castle Howard. Créditos: Sotheby’s

No norte de Inglaterra, Castle Howard e os seus jardins assumem o papel da fictícia propriedade de Clyvedon, onde Daphne e Simon passam a lua-de-mel. A propriedade, rodeada de lagos e paisagens verdes, convida a uma visita tranquila, ideal para quem quer conjugar televisão, natureza e património.

Oxfordshire, entre palácios e dramas de época

Os fãs mais atentos reconhecerão Kingston Bagpuize House & Gardens, cenário da terceira temporada e já conhecido de Downton Abbey. Na mesma região, o Blenheim Palace – Património Mundial da UNESCO – representa a residência real de Queen Charlotte. A imponência barroca do edifício torna-o um dos cenários mais marcantes da série.

Surrey, piqueniques e paisagens românticas

Painshill Park

A sul de Londres, Painshill Park é o local onde a família Featherington faz um piquenique na primeira temporada. Criado para parecer uma pintura viva, o parque continua a atrair visitantes pelas suas grutas, lago e jardins cuidadosamente desenhados, um cenário perfeito para um passeio ao ritmo da Regência.

Buckinghamshire, onde se pode tocar na história

Claydon House é uma das mais recentes adições ao universo Bridgerton. Ao contrário de muitas casas históricas, aqui a visita é mais imersiva: é permitido sentar-se nos sofás e explorar os espaços de forma menos formal. Um detalhe que torna a experiência mais próxima, quase como se fôssemos convidados para um baile privado.

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