Nem todos os tesouros se revelam de imediato: a biblioteca do Palácio Nacional de Mafra reabriu na passada sexta-feira, 9 de janeiro, após a conclusão das obras de restauro.
Considerada uma das áreas mais emblemáticas do Palácio, a biblioteca volta assim a receber visitantes e investigadores, com melhores condições de acesso e segurança.
“A intervenção, realizada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), integrou um esforço de valorização do monumento, com o objetivo de reforçar as condições de segurança, preservação e fruição deste espaço único do património nacional e mundial”, disse a Museus e Monumentos de Portugal, em comunicado.
As obras de restauro não estão totalmente concluídas: decorrem ainda na basílica do palácio. Em paralelo, ocorre uma intervenção para a conservação da envolvente e dos claustros, também com o apoio do PRR.
Construído no século XVIII por ordem do rei João V, com a riqueza resultante do ouro vindo do Brasil, o Palácio Nacional de Mafra é um dos mais importantes monumentos do barroco em Portugal e alberga um património de exceção, onde se incluem a biblioteca histórica, os carrilhões, os órgãos e o Museu Nacional da Música.
A reabertura da biblioteca assinala ainda o arranque de um ciclo de conferências dedicado à História de Portugal e à ligação do monumento ao seu contexto histórico. A primeira sessão decorre no dia 24 e é dedicada à diplomacia no reinado de D. João V.
A biblioteca do Palácio Nacional de Mafra está aberta diariamente, exceto às terças-feiras, das 9h30 às 17h30.































