O Museu Nacional da Música reabre ao público no dia 22 de novembro, após uma renovação que inclui a abertura de novas instalações, anunciou a Museus e Monumentos de Portugal. Instalado desde 1994 na estação de metro do Alto dos Moinhos, em Lisboa, o MNM muda-se definitivamente para o Palácio Nacional de Mafra depois de dois anos de obras.
O programa da inauguração, marcada para um sábado, inclui diversos concertos e estende-se por todo o fim de semana e dias seguintes. A entrada será livre, embora sujeita à lotação dos espaços, recomendando-se reserva de bilhete através da Bilheteira da Museus e Monumentos de Portugal. O programa final será disponibilizado no site do museu.
“O Museu Nacional da Música contará com um salão imersivo multimédia, cuja inauguração incluirá a estreia de uma obra encomendada ao ilustrador Bernardo Carvalho e ao músico Ricardo Jacinto, e de ‘Harpa de ervas’, encomendada à compositora Fátima Fonte e à realizadora Adriana Romero e desenvolvida a partir de entrevistas a diversas personalidades como Ana Salazar, Afonso Reis Cabral, Álvaro Siza Vieira, Capicua, Herman José, Rui Paula, Simone de Oliveira e Vasco Palmeirim”, revelou a empresa pública.
De acordo com a MMP, o novo circuito de visita do MNM “inclui experiências multissensoriais, táteis e olfativas, dirigidas a todos os públicos, que vão também poder tocar em mais de vinte diferentes instrumentos musicais e modelos de instrumentos”.
Adicionalmente, estão preparadas “novas soluções” em termos de acessibilidades: o público com deficiência visual vai contar com “pavimento podotáctil, braille e audiodescrição”, enquanto as “pessoas surdas vão ter vídeoguias em Língua Gestual Portuguesa” e o público no “espetro autista ou mais genericamente com algum tipo de hipersensibilidade” vai poder usufruir de horários específicos para visitas silenciosas e redução de estímulos visuais.
“Estas novas instalações permitiram reabilitar 8000m2 do Real Edifício de Mafra, incluindo espaços de reservas e espaços comuns como a bilheteira, a loja e cafetaria, bem como duplicar o número de espécimes em exposição, que passam agora a totalizar 500 peças num percurso de visita de 2000m2“, lembrou a MMP.































