Há mais 25 razões para viajar pelo mundo. A UNESCO anunciou a entrada de 25 novos locais na sua Lista do Património Mundial, numa decisão tomada durante a 48.ª sessão do Comité do Património Mundial, em Busan, na Coreia do Sul.
Da lista global, seis ficam na Europa. Entre fortalezas medievais, paisagens naturais e monumentos históricos, estes são os novos locais europeus que passam a integrar o Património Mundial da UNESCO.
Praias do Desembarque do Dia D da Normandia, França

As praias do desembarque da Normandia, em França, também passaram a integrar a lista. O sítio reúne seis áreas ao longo de cerca de 80 quilómetros de costa (Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword, além de Pointe du Hoc), palco do desembarque aliado de 6 de junho de 1944, que marcou o início da libertação da Europa Ocidental da ocupação nazi durante a Segunda Guerra Mundial. O conjunto inclui ainda vestígios da Muralha do Atlântico, construída pela Alemanha nazi, bem como o Cemitério Americano de Colleville-sur-Mer.
Centro Modernista de Gdynia, Polónia

O Centro Modernista de Gdynia, na Polónia, foi desenvolvido entre as duas guerras mundiais. O conjunto reúne as principais ruas e edifícios históricos da cidade, destacando-se como um dos melhores exemplos do urbanismo e da arquitetura modernista na Europa. O sítio testemunha a transformação da antiga vila piscatória de Gdynia num dos principais portos da República das Duas Nações, marcando a rutura com os estilos arquitetónicos históricos e a afirmação do modernismo.
Fortalezas Reais de Languedoc, França

Esta propriedade é composta pela cidade fortificada de Carcassonne e pelos castelos de Aguilar, Lastours, Montségur, Peyrepertuse, Puilaurens, Quéribus e Termes. Construídas entre os séculos XIII e XIV, após a Cruzada Albigense, estas fortificações integravam o sistema defensivo da Coroa Capetiana, desempenhando um papel fundamental na consolidação do poder real no sul de França. Situadas em escarpas rochosas, destacam-se pela combinação entre arquitetura militar e paisagem natural.
Sistema dos teatros em condomínio de estilo italiano, Itália

O conjunto reúne dez teatros construídos entre os séculos XVIII e XIX nas regiões de Emilia‑Romagna, Marche e Umbria, exemplos notáveis da arquitetura neoclássica. Além do seu valor arquitetónico, distinguem-se pelo inovador modelo de propriedade partilhada e financiamento público-privado, que permitiu levar o teatro a pequenas e médias cidades, tornando estes espaços importantes centros culturais e de convivência cívica.
Aalto Works, Finlândia

O conjunto é composto por 13 edifícios na Finlândia, construídos entre 1928 e 1988, que ilustram a resposta da arquitetura modernista às necessidades sociais do século XX. São encontradas tanto em ambientes rurais como urbanos, estas obras combinam a tradição finlandesa com os princípios do modernismo, destacando-se pela sua abordagem humana e integrada na paisagem. São associadas a Alvar Aalto, arquiteto e designer finlandês, e desenvolvidas em colaboração com Aino Marsio-Aalto, Elissa Aalto e o estúdio Aalto.
Monte Olimpo, Grécia

Ponto mais alto do país, distingue-se pela sua riqueza geológica e biodiversidade, albergando numerosas espécies endémicas. É também um dos locais mais emblemáticos da mitologia grega, sendo tradicionalmente considerado a morada dos doze deuses do Olimpo, liderados por Zeus, o que lhe confere um valor cultural e simbólico excecional.
































