Imagine jogar uma partida de golfe em Pebble Beach ou St Andrews e, pouco depois, estar sentado num bar em Lisboa a beber um cocktail. Não é preciso apanhar um avião, nem sequer ter tacos próprios. Na Avenida Marconi, junto à Praça de Londres, abriu um espaço onde é possível jogar em mais de 450 campos de todo o mundo através de simuladores.

Chama-se Downtown Golf Academy e quer tornar a modalidade num programa adequado tanto a jogadores experientes como a quem nunca fez um swing. Depois de uma fase de soft opening iniciada em julho, o espaço celebrou a inauguração oficial a 17 de setembro.

Em vez de relva e quilómetros de campo, há sete simuladores TrackMan iO instalados num espaço com cerca de 630 metros quadrados. O jogador bate numa bola verdadeira, em direção a um grande ecrã, e sensores e câmaras acompanham o movimento do taco e reproduzem virtualmente a trajetória.

O sistema mede ainda dados como a distância, velocidade da bola, direção e spin. Para quem já pratica, as informações podem ser utilizadas para trabalhar diferentes aspetos do jogo. Mas não é preciso perceber de métricas, handicaps ou sequer ter equipamento próprio para experimentar.

O Downtown disponibiliza tacos e bolas e tem programas de iniciação para quem está a começar. A ideia é precisamente que o espaço possa servir como primeiro contacto com a modalidade antes de uma eventual passagem para um campo verdadeiro.

Os simuladores dão acesso a mais de 450 campos de todo o mundo, permitindo escolher diferentes percursos e completar uma volta inteira virtualmente, e é muito mais rápido do que fazê-lo ao ar livre. O Downtown estima que seja possível jogar até 18 buracos em cerca de uma hora. Para um jogador sozinho, uma volta pode demorar ainda menos, consoante o ritmo.

A experiência também pode ser feita em grupo. Nesse caso, a partida ganha um lado mais informal e competitivo, com todos os participantes reunidos no mesmo espaço.

Ao longo do ano, o clube prevê organizar campeonatos, ligas e torneios. Há ainda dois desafios permanentes, o Longest Drive, que procura a tacada mais longa, e o Closest to the Pin, em que o objetivo é deixar a bola o mais perto possível do buraco.

O golfe é o ponto de partida, mas não é obrigatório pegar num taco para entrar. O espaço inclui também um sports bar, aberto independentemente dos simuladores, onde é possível comer, beber um cocktail, vinho ou cerveja e acompanhar transmissões desportivas nos vários ecrãs.

A carta aposta sobretudo em comida informal. Entre as opções encontram-se húmus e guacamole para partilhar, piadinas, tostas e hambúrgueres. Há, por exemplo, um prego servido em bolo lêvedo dos Açores e um hambúrguer preparado com carne de vaca dos Açores.

A ideia é que uma sessão possa transformar-se num jantar ou num after-work, mas também que o espaço funcione para quem só quer combinar um copo ou ver um jogo. Há ainda uma área de sócios com putting green, lounge e balneários.

Os simuladores podem ser reservados mesmo por quem não é sócio. Atualmente, uma hora custa 28€ em horário off-peak e 40€ em peak, sendo também possível marcar apenas 30 minutos, por 14€ e 20€, respetivamente.

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