Fomos conhecer um dos restaurantes mais icónicos do LX Factory, em Lisboa. Chama-se Barouk e presta homenagem aos sabores libaneses, num ambiente descontraído, de carácter industrial, decorado com as cores da bandeira libanesa.
O Barouk aproveitou o mês de fevereiro para se reinventar e lançar uma nova carta com propostas ainda mais autênticas e cheias de sabor. Em entrevista ao Vou Sair, Francisco Geallad, diretor de Operações, explicou que para um restaurante se manter “sempre ativo”, precisa de “inovar”. “Quem não inova, fica a perder […] fica para trás”, acrescentou, revelando que a nova carta está a ser “bem recebida” pelo público.
Por detrás deste conceito estão Luís Roquette e Vasco Cabral de Montenegro, dois amigos, atualmente sócios, que embarcaram nesta jornada há um ano e meio com o objetivo de “democratizar a cozinha libanesa, mas sem perder a autenticidade”.
“A escolha do Líbano surgiu de uma ligação pessoal: um dos sócios tem vários amigos libaneses e era frequentemente convidado para jantar em casa deles. Foi aí que se apaixonou pela gastronomia do país”, disse Francisco Geallad, salientando que, numa altura em que ainda não existia nenhum restaurante libanês no LX Factory, “o fundador decidiu arriscar e, até agora, o projeto está a ser muito bem conseguido”.



Uma carta cheia de sabor
Chegámos ao Barouk por volta das 12h30. Assim que entrámos, conseguimos perceber o porquê de ser um dos mais cobiçados: o espaço é descontraído, mas cheio de personalidade, onde o espírito criativo do LX Factory se funde com as cores da cultura libanesa. O seu carácter industrial é visível em cada detalhe, com linhas mais rústicas e um ar moderno que é ao mesmo tempo acolhedor. No exterior, existe ainda a uma esplanada que convida a refeições ao ar livre.
A nossa visita teve como intuito conhecer a nova carta do Barouk, pensada tanto para clientes habituais como para novos públicos interessados “em explorar sabores mediterrânicos”. Mal nos sentámos, achámos estranho estar uma tesoura ao pé dos talheres, mas rapidamente percebemos para o que era. Como couvert, a casa aposta em pão pita (4,5€) com labneh de alho e ervas – um queijo cremoso, típico do Médio Oriente, feito à base de iogurte natural sem soro -, muhammara – feito com nozes, pimentão vermelho, melaço de romã e pão ralado – e azeite virgem extra e melaço de romã. A tesoura serve para cortar o pão, que é servido quente. Para entrada, optámos por algo mais familiar, o Rakakat (6,5€), rolos de queijo frito com mel e sementes de sésamo.

Seguimos para dois pratos que certamente valem a visita: Moussaka (14€) e Bamia bil Lahmeh (14€). O nosso preferido foi o Moussaka, um gratinado de carne de vaca com especiarias, beringela grelhada e bechamel, mas o Bamia bil Lahmeh também não fica atrás. A carne de vaca, cozinhada lentamente, era macia e suculenta, e as especiarias davam um toque final aromático e reconfortante ao prato. A acompanhar, arroz libanês, onde a doçura delicada das sultanas contrastava com o leve sabor tostado das amêndoas. Para acompanhar os pratos principais, optámos por uma sugestão do restaurante: cerveja libanesa Alamaza, que era leve e refrescante.
A sobremesa em qualquer refeição é obrigatória – e nesta não foi exceção. Optámos pelo Tiramisu Libanês (6€), que nos surpreendeu pela sua cremosidade. A adição de pistáchio crocante foi a “cereja no topo do bolo”, elevando toda a experiência com o seu sabor intenso e levemente doce.
A nossa última escolha recaiu sobre o Bolo Cremoso de Chocolate (6,5€) com caramelo de tahini, gelado de nata e pó de za’atar. Não tem muito segredo: bolo quentinho com calda de chocolate por dentro que conjugava na perfeição com a frescura do gelado.
O Barouk é a prova viva de que um espaço “consolidado” pode estar sempre a inovar para “não ficar para atrás”. Além de não ter perdido a sua identidade, continua a afirmar-se como uma paragem obrigatória para os amantes de cozinha libanesa e de conforto.




































