À distância, parece uma estância de esqui: encostas brancas, turistas a caminhar devagar, o sol a brilhar sobre um vale imaculado. Mas o que parece neve é, na verdade, pedra e o que escorre por ali é água quente. Bem-vindo a Pamukkale, no sudoeste da Turquia, um dos lugares mais surreais do planeta.

O nome significa “castelo de algodão” e basta uma visita para perceber porquê. As encostas brancas são formadas por travertinos de calcite, criados ao longo de milénios pela água termal rica em minerais que brota do solo a altas temperaturas. O resultado é uma sequência de terraços naturais e piscinas azul-turquesa onde se pode caminhar descalço e até mergulhar em águas mornas – um cenário digno de outro mundo.

No topo da colina, as ruínas da antiga cidade de Hierápolis, fundada pelos gregos e depois dominada pelos romanos, revelam que este local já era famoso há milhares de anos. Os visitantes vinham em busca das propriedades curativas das águas e também para prestar tributo ao que acreditavam ser uma porta para o inferno, uma gruta onde gases venenosos emergiam do subsolo e matavam instantaneamente os animais oferecidos em sacrifício.

Hoje, Pamukkale é Património Mundial da UNESCO e continua a atrair viajantes de todo o mundo. Alguns vêm pelas fotografias – especialmente ao pôr do sol, quando as piscinas ganham tons rosados -, outros pelas termas, como a Antique Pool, onde se pode nadar entre colunas romanas submersas em água quente e efervescente, como se fosse champanhe.

A entrada custa cerca de 30 euros e é possível passar o dia inteiro a explorar o local. A poucos quilómetros, a pequena vila de Karahayit oferece uma versão mais tranquila da experiência, com águas ricas em ferro e spas naturais.

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