Quando se fala em viagens, muitos pensam em férias confortáveis, com roteiros previsíveis e visitas aos principais pontos turísticos. Para a agência de viagens Landescape, viajar significa algo diferente: é viver experiências culturais autênticas, aproximar-se das comunidades locais e explorar cada destino com a sustentabilidade em mente. Fundada por Rafael Polónia, a Landescape redefine o conceito de viagem desde 2016, levando viajantes aventureiros a mais de 40 destinos como Irão, Guatemala, Omã e Uzbequistão, onde o inesperado se tornar a maior memória.
Tudo começou com uma viagem de bicicleta de Ovar até Macau. Vindo da área da cultura, Rafael sempre se viu atraído por aventuras que desafiavam a zona de conforto. Ao voltar a Portugal, Rafael sentiu a necessidade de partilhar uma forma de viajar genuína e espontânea. “Poderia ter criado uma agência que só vendesse pacotes, mas aquilo que me fez criar uma agência de viagens foi acreditar que as pessoas têm de experimentar viajar”, disse ao Vou Sair. “Acreditava que as pessoas tinham de ir para a Índia, mas tinham de viajar nos comboios e de comer com as mãos. Tinham de ir para a Guatemala, mas tinham de andar no chicken bus, onde há animais por todo lado e pessoas com tudo às costas. Tinham de ir para Marrocos ou para o Irão, mas tinham de conhecer as pessoas e andar no deserto”.


Com destinos para todos os viajantes, a Landescape oferece desde experiências culturais até roteiros mais desafiantes que colocam qualquer viajante fora da sua zona de conforto. Entre os mais populares estão destinos como o Irão, Guatemala, Índia, Peru e Sudeste Asiático. “Depois temos aquelas viagens em que queremos que as pessoas arrisquem e, às vezes, andamos anos para juntar um grupo de seis ou sete pessoas”, acrescentou Rafael. “São o Cáucaso, a Geórgia e Arménia, também a Colômbia e a Bolívia”.
“Temos também destinos que queremos que fujam completamente àquilo que é o destino comum que as pessoas procuram, como a ilha de Socotra, no Iémen, e o Tajiquistão”, referiu. “São destinos que sabemos que são mais duros a nível físico e psicológico, em que, em sete dias, há apenas um dia de hotel e o resto é acampar com tudo às costas”. Além disto, a agência de viagens oferece o planeamento de viagens personalizadas.
As viagens da Landescape são feitas em grupos de cinco a 13 pessoas e baseiam-se sobretudo em dois pilares: a ligação com a comunidade local e a sustentabilidade. “É por isso que digo que as pessoas aqui não só viajam; elas tocam nas pessoas”, afirmou Rafael. “Tentamos que os líderes de viagem que contratamos sejam conhecedores dos locais para onde vão e que tenham amigos nestas comunidades”.
Um exemplo é o Caminho de El Jaguar. “É um trilho no meio da selva durante três dias, que era sóconhecido pelos locais, e o Diogo [colaborador da Landescape] desenvolveu quase um tour turístico muito reservado, em que estas comunidades podem ganhar algum dinheiro com o turismo”, contou Rafael. “É esta forma de desenvolver produtos e desenvolver tours que vão servir os nossos viajantes, mas que sirvam ao mesmo tempo as comunidades locais e que reduzam também o impacto da poluição”.
Muitas vezes, as próprias comunidades locais não têm forma de reutilizar ou reciclar o lixo produzido pelos turistas, disse-nos Rafael. Por esta razão, a Landescape promove práticas sustentáveis como, por exemplo, na sua viagem de trekking ao Nepal, os viajantes carregam às costas o lixo que produzem. “No início, as pessoas comem três pacotes de bolacha e bebem duas Coca-Colas, mas, quando começam a carregar o lixo, começam logo a reduzir. São estes pequenos detalhes que nós tentamos trabalhar com as pessoas”, disse.
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Nestas viagens é sempre preciso haver margem para imprevistos. Rafael contou-nos um episódio de uma viagem para Pamir Highway, no Tajiquistão, durante a qual “houve uma derrocada na montanha e o jipe teve de parar durante quatro horas, sob 40 graus. Por acaso havia uma cascata ali ao lado e as pessoas foram todas tomar banho”. Para o fundador da Landescape, é essencial que os viajantes tenham uma mentalidade aberta: “as próprias pessoas que viajam connosco têm de perceber que este tipo de coisas pode acontecer. E é por isso que há viajantes que dizem que este tipo de viagem não é para eles, porque estão habituados a viajar de uma forma muito planeada”.
A Patagónia, na Argentina, e o Iémen estão entre os destinos que a Landescape está a pensar lançar em 2025. Algumas das próximas viagens da Landescape incluem: Camboja, Laos e Vietname, de 29 de janeiro a 15 de fevereiro de 2025, por um valor de 1960 euros; Omã, de 8 a 16 de fevereiro, por 1760 euros; Guatemala, de 28 de abril a 11 de maio, por um preço de 1630 euros; e Uzbequistão, de 23 a 31 de agosto, por 1280 euros.









































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