Viajar entre destinos costeiros do Mediterrâneo poderá tornar-se muito mais rápido nos próximos anos. A Grécia e a Albânia inauguraram este mês a primeira ligação internacional por hidroavião do sudeste europeu, uma experiência que promete combinar rapidez, paisagens impressionantes e uma nova forma de descobrir algumas das regiões mais bonitas da Europa.
O voo experimental ligou a cidade grega de Ioannina a Vlorë, na costa albanesa, em cerca de 40 minutos. Para quem conhece a geografia da região, isso significa encurtar significativamente o tempo necessário para viajar entre dois destinos separados por montanhas, estradas sinuosas e longos percursos terrestres.
A operação foi realizada pela Hellenic Seaplanes e representa o primeiro passo de um projeto mais ambicioso que pretende criar uma rede de hidroaviões entre vários destinos do Mediterrâneo.
A ideia passa por ligar cidades costeiras, ilhas e regiões onde as ligações diretas continuam a ser limitadas, oferecendo uma alternativa aos ferries e aos voos tradicionais.
Para os viajantes, o conceito tem um apelo evidente. Além da rapidez, os hidroaviões permitem aterrar diretamente sobre a água e oferecem vistas panorâmicas sobre algumas das paisagens mais procuradas da Europa, desde enseadas escondidas até extensas linhas costeiras.
A escolha da Grécia e da Albânia para este projeto-piloto não é por acaso. Ambos os países têm vindo a conquistar cada vez mais turistas internacionais graças às suas praias, aldeias costeiras e preços mais acessíveis quando comparados com outros destinos mediterrânicos.
Enquanto a Grécia continua a ser um dos destinos de verão favoritos dos portugueses, a Albânia tornou-se uma das grandes tendências de viagem dos últimos anos. Locais como Ksamil, Sarandë ou a Riviera Albanesa aparecem cada vez mais nas listas de destinos a descobrir, graças às águas cristalinas e ao ambiente descontraído que muitos comparam às ilhas gregas de há algumas décadas.
O objetivo da empresa responsável pelo projeto passa agora por expandir gradualmente este modelo para outras regiões do Adriático, do mar Jónico e do Mediterrâneo Oriental, criando novas formas de ligação entre destinos turísticos.


































