O Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, vai encerrar para obras que vão durar até julho de 2026. A intervenção arranca no dia 18 de março e têm como objetivo renovar o sistema de climatização, de iluminação e de segurança.
Para mitigar o impacto deste encerramento, entre 11 de abril e 1 de setembro, a Fundação Calouste Gulbenkian vai mostrar cerca de 200 obras na galeria do piso inferior da sede. Entre elas vão estar “algumas das peças mais emblemáticas daquela que é considerada a mais extraordinária coleção reunida por um só colecionador na primeira metade do século XX, e que abrange mais de 5000 anos de História, desde a Antiguidade ao século XX”, segundo o comunicado divulgado pela instituição.
Com início em março, as obras vão incidir na “renovação do sistema de climatização, de iluminação e de segurança, de modo a adequar o Museu aos padrões e requisitos atuais no que toca à conservação e apresentação da coleção”, explica a Fundação Calouste Gulbenkian.
Além disto, os trabalhos têm em conta “a gestão do fluxo de visitas, hoje muito superior ao dos anos iniciais, com vista a melhorar a experiência dos visitantes”, acrescenta a instituição.
De acordo com a Fundação Calouste Gulbenkian, “será ainda realizada uma harmonização geral das várias galerias, sujeitas a intervenções ao longo dos anos, com o objetivo de reafirmar o ideário do projeto original do Museu Gulbenkian”, garantindo “uma maior clareza e legibilidade no acesso às obras expostas, incluindo mais informação com enfoque na figura do colecionador e na investigação sobre a Coleção”.
O período de encerramento do museu vai ainda ser utilizado para restaurar e estudar algumas pinturas, com a colaboração do Laboratório Hércules da Universidade de Évora.
Em setembro de 2024, a Gulbenkian inaugurou o renovado Centro de Arte Moderna, após quatro anos encerrado. O espaço conta com mais 900 metros quadrados de áreas de exposição.
































