
Durante décadas, bastava chegar, aproximar-se e atirar a moeda. A partir de 1 de fevereiro, visitar a Fontana di Trevi — o monumento mais visitado de Roma depois do Coliseu — deixa de ser totalmente gratuito. A autarquia da capital italiana vai passar a cobrar 2€ para aceder à zona imediatamente em frente à fonte.
A medida surge como resposta ao fluxo constante (e muitas vezes excessivo) de turistas que se concentram diariamente no local. Até agora, a Fontana di Trevi era uma das poucas grandes atrações de Roma com acesso livre.
Segundo o presidente da Câmara de Roma, Roberto Gualtieri, a mudança não impede a contemplação do monumento. “É importante esclarecer que a fonte é visível a todos gratuitamente. Estamos apenas a falar do acesso à zona em frente à fonte”, explicou.
Na prática, serão criadas duas faixas de acesso: uma destinada aos turistas, sujeita ao pagamento da taxa, e outra reservada aos residentes em Roma, que continuam a entrar gratuitamente.
O presidente da Câmara anunciou também a introdução de bilhetes pagos em seis monumentos até agora gratuitos, a um preço que descreveu como “muito acessível”. Além da Fontana di Trevi, passam a ter entrada paga a Villa de Massenzio, o Museu Napoleónico, o Museu Giovanni Barracco de Escultura Antiga, o Museu Carlo Bilotti e o Museu Pietro Canonica.
“Acreditamos que este sistema não limitará a experiência da Fontana di Trevi, uma vez que o custo é muito baixo, quase simbólico, de apenas 2€. Isto permitir-nos-á reduzir um pouco a aglomeração de turistas e, ao mesmo tempo, gerar recursos para financiar uma nova iniciativa importante: a entrada gratuita nos museus de Roma, algo que consideramos muito importante”, acrescentou o autarca.
De acordo com o presidente da câmara, a receita servirá para cobrir os custos logísticos e “o que restar” será aplicado “à manutenção e valorização do património do museu, garantindo também a segurança nas zonas comuns”.
Esta nova taxa vem complementar uma regra que já está em vigor desde 22 de dezembro, que limita o número de pessoas em simultâneo na praça. Até agora, o máximo permitido era de 400 visitantes, número que será reduzido para 250, com o objetivo de evitar a sobrelotação.
Os bilhetes poderão ser comprados online, através de uma plataforma dedicada à venda antecipada, no próprio local ou em pontos físicos como museus e centros de informação turística.

































