A viagem começa numa estação de metro em Lisboa, mas o destino fica a milhões de quilómetros de distância. No Terreiro do Paço, uma nova experiência de realidade virtual convida os visitantes a explorar o universo, atravessar galáxias distantes e aproximar-se de alguns dos fenómenos mais misteriosos do cosmos. Tudo isto com uns óculos de realidade virtual e sem sair da capital.
Chama-se Smithsonian Viagem Pelo Cosmos: Uma Experiência Imersiva e abriu ao público a 17 de setembro, na sala subterrânea da estação. A proposta, desenvolvida pela Fever em colaboração com o Smithsonian Astrophysical Observatory, transforma dados astronómicos reais numa aventura interativa em três dimensões.
Ao contrário de uma sessão de planetário tradicional, os visitantes não ficam sentados a observar projeções. Durante cerca de 40 minutos, podem caminhar livremente pelo espaço físico, enquanto os óculos de realidade virtual recriam o universo à sua volta. Os movimentos são acompanhados em tempo real, permitindo explorar os cenários, interagir com elementos digitais e ver os restantes participantes representados por avatares.
A viagem começa no Observatório Fred Lawrence Whipple, no Arizona, e conta com a orientação de Astro, um guia virtual que acompanha os participantes ao longo do percurso.
A partir daí, os visitantes deixam a Terra para trás e embarcam numa exploração que passa pelos telescópios Hubble, James Webb e Chandra, três instrumentos fundamentais para a investigação astronómica. Pelo caminho, podem observar os Pilares da Criação, descobrir planetas fora do Sistema Solar e aproximar-se de fenómenos que, na realidade, se encontram a distâncias impossíveis de percorrer.
Um dos momentos da experiência é dedicado ao Sol. Os visitantes podem observar erupções solares com dimensões várias vezes superiores às da Terra e até ouvir uma representação das suas vibrações, com base em dados recolhidos pela sonda Parker Solar Probe, da NASA.

A viagem inclui ainda a simulação da explosão de Betelgeuse, uma estrela supergigante vermelha, num fenómeno conhecido como supernova. É uma oportunidade para compreender como a morte de determinadas estrelas contribui para a formação dos elementos que dão origem a novos corpos celestes.
O percurso aproxima também os participantes de um buraco negro supermassivo, recriando o momento em que a sua gravidade destrói uma estrela.
Apesar do ambiente de ficção científica, a experiência tem uma base científica. Os cenários foram desenvolvidos com supervisão de investigadores do Smithsonian e recorrem a dados e imagens da NASA, da Agência Espacial Europeia e de observatórios astronómicos. O objetivo é tornar conceitos complexos mais acessíveis através da tecnologia imersiva.
A experiência não é individual. Os visitantes partilham o mesmo universo virtual em pequenos grupos, podendo observar os movimentos uns dos outros e explorar os diferentes ambientes em conjunto.
Quanto custa viajar pelo cosmos?
A experiência decorre no Fever Hub Lisboa, instalado na sala subterrânea da estação de metro do Terreiro do Paço. O acesso é feito pela entrada da estação, descendo as escadas rolantes até ao espaço dedicado às experiências imersivas.
A visita completa demora aproximadamente uma hora, incluindo a receção, as instruções e a colocação dos equipamentos. A organização recomenda chegar dez minutos antes da hora marcada.
Os bilhetes custam habitualmente 19€ para adultos e 14€ na tarifa reduzida, destinada a crianças, estudantes e seniores. Existem também opções para grupos de quatro ou mais pessoas, além de campanhas promocionais em datas selecionadas.
A experiência destina-se a visitantes a partir dos 12 anos, sendo necessário acompanhamento por um adulto para os menores de 16.


































