Celyn Rodriguez/Unsplash

Levar uma coluna para ouvir música, deixar o chapéu-de-sol a guardar lugar ou sair da praia ainda em biquíni podem parecer gestos inofensivos. No entanto, em vários destinos europeus, podem acabar numa multa de centenas de euros.

À medida que aumenta a pressão do turismo sobre as zonas costeiras, vários países têm vindo a apertar as regras nas praias e nas cidades balneares. O objetivo passa por proteger o ambiente, reduzir os conflitos entre turistas e residentes e travar alguns dos comportamentos mais problemáticos.

Em Portugal, uma das regras mais conhecidas diz respeito às colunas portáteis. Desde 2023, a Autoridade Marítima Nacional proíbe a utilização de equipamentos sonoros que perturbem os restantes banhistas. Quem desrespeitar a regra pode enfrentar multas entre 200 e 4.000 euros, no caso de particulares, e entre 2.000 e 36.000 euros quando se trata de grupos. A coluna pode ainda ser apreendida pelas autoridades.

Também no Algarve existem regras específicas. Em Albufeira, usar apenas fato de banho ou biquíni fora das zonas de praia, piscinas ou hotéis pode resultar numa coima entre 300 e 1.500 euros. A medida pretende combater alguns dos excessos associados ao turismo e preservar a imagem da cidade.

Em alguns destinos, as regras começam ainda antes de estender a toalha. Na praia de Punta Molentis, na Sardenha, cada família ou grupo só pode utilizar um chapéu-de-sol, que deve ser colocado no local indicado pelos nadadores-salvadores. Já na praia de La Pelosa, os banhistas são obrigados a colocar um tapete por baixo da toalha para evitar que esta leve areia quando é sacudida. Quem não cumprir a regra arrisca uma multa até 100 euros.

Na Grécia, há atualmente 251 praias onde não são permitidas infraestruturas de apoio, como espreguiçadeiras, chapéus-de-sol para aluguer ou estruturas temporárias de madeira. A medida pretende preservar o estado natural destes areais.

Se este verão viajar até Espanha, há outras regras que vale a pena conhecer. Em Calpe, na Costa Blanca, é proibido deixar cadeiras, chapéus-de-sol ou toalhas na areia antes das 9h30 para reservar lugar. Quem o fizer arrisca uma multa de 250 euros e ainda pode ver os seus pertences confiscados pela polícia. Além disso, qualquer equipamento deixado sem vigilância durante mais de três horas pode ser removido.

Fumar na praia também deixou de ser permitido em mais de 600 areais espanhóis, incluindo em Barcelona, San Sebastián e várias praias das Canárias e das Baleares. Em França, a proibição aplica-se às praias junto a zonas balneares e pode dar origem a multas de 135 euros.

Nem tudo o que acontece debaixo de água passa despercebido. Em Vigo, no norte de Espanha, urinar no mar pode dar origem a uma multa até 750 euros. Marbella seguiu o mesmo caminho e também proibiu esta prática em 25 das praias do município.

Já em cidades costeiras como Sorrento, em Itália, Split, Dubrovnik e Hvar, na Croácia, ou Nice, em França, andar pelas ruas em biquíni, calções de banho ou sem camisola pode resultar em multas. Em Barcelona e Maiorca também existem restrições à utilização de roupa de praia em lojas e restaurantes, enquanto na vila italiana de Varenna, junto ao Lago de Como, a mesma regra pode custar até 200 euros.

Os animais também não escapam às limitações. Durante o verão, muitas praias de Itália, Espanha, França e Croácia não permitem a entrada de cães, sobretudo nas zonas com Bandeira Azul, ou apenas a autorizam em horários específicos. Em vários destinos, os cavalos também estão proibidos durante a época balnear.

E, se acha que já viu de tudo, há uma regra que bate todas as outras. Na cidade francesa de Granville, na Normandia, é proibido levar elefantes para a praia. A medida foi criada em 2009, depois de um circo ter deixado os animais tomar banho no mar, onde acabaram por deixar vários dejetos na água.

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