Caminhar sem pressa, ouvir histórias locais e descobrir recantos que não aparecem nos guias tradicionais. É esta a tendência que está a conquistar viajantes um pouco por todo o mundo. Segundo um estudo da Free Tour, que analisou dados de reservas e avaliações de mais de um milhão de experiências, já são conhecidas as melhores cidades do mundo para explorar a pé.
No topo da lista está Budapeste, uma cidade onde o Danúbio divide cenários distintos e onde é possível passar, em poucos minutos, de colinas históricas a bairros vibrantes cheios de vida local. Segue-se Roma, onde a sensação é a de caminhar sobre séculos de história, com ruínas e monumentos integrados no quotidiano, quase como se sempre tivessem feito parte do cenário urbano moderno.
Em Viena, andar a pé é mergulhar numa elegância contínua, entre palácios imperiais e cafés históricos que convidam a pausas demoradas. Já Barcelona oferece uma experiência completamente diferente, onde cada rua parece prolongar o universo criativo de Gaudí, transformando a cidade num verdadeiro museu ao ar livre.
Madrid surge em quinto lugar, com um ritmo próprio que se sente em cada passo, entre avenidas largas, bairros cheios de vida e uma energia que se prolonga pela noite dentro. Em Paris, caminhar é descobrir várias cidades dentro da mesma cidade, com bairros que mudam de identidade a cada esquina, entre clássicos incontornáveis e ruas mais escondidas.
Praga mantém-se como uma das mais cénicas, com uma estética quase de conto de fadas, enquanto Nápoles conquista pelo contraste entre o caos e a autenticidade, onde tudo acontece ao mesmo tempo e sempre com intensidade. Em Florença, o destaque vai para a forma como a arte faz parte da vida diária, com ruas onde a herança renascentista surge de forma natural e constante.
A fechar o top 10 está Lisboa, cada vez mais apontada como uma das cidades mais cativantes para explorar a pé. Entre colinas exigentes, miradouros inesperados e fachadas cobertas de azulejos, a capital portuguesa oferece uma experiência que se constrói ao ritmo de cada percurso, com o Tejo sempre por perto e o fado a surgir de forma quase espontânea em portas entreabertas.
O estudo destaca ainda outras cidades portuguesas: o Porto surge na 13.ª posição, reforçando o seu apelo para quem gosta de descobrir ruas com carácter, enquanto Coimbra aparece em 92.º lugar, afirmando-se como uma opção mais tranquila, mas igualmente rica em história e ambiente académico.


































