
Vem aí um novo sítio para sair à noite no Porto – e abre já este fim de semana. Chama-se Switch e ocupa o espaço onde funcionou uma das discotecas mais icónicas da cidade nos anos 80 e 90.
O antigo clube Swing abriu originalmente em 1981, na Rua de Júlio Dinis, e encerrou em 2007 após um incêndio. Agora, quase duas décadas depois, o espaço volta a ganhar vida com um novo projeto focado na música eletrónica – e não só.
O novo espaço vai entrar em cena na noite portuense já a partir do próximo sábado, 9 de maio. À Lusa, o responsável Ruben Domingues apresentou o conceito e explicou que “é um clube que está instalado num espaço que já tem muita tradição, que faz parte da paisagem noturna do Porto, e sobretudo de outras gerações”.
“Acaba por ser uma ponte entre o tempo, entre uma geração antiga e uma nova geração. O Switch é uma nova geração que vive num local com memória e com tradição, o Swing, e vai ser organizado numa lógica narrativa”, acrescenta.
O piso superior funciona como bar, com espelhos e referências ao ambiente original. Já no piso inferior, acessível por escadas restauradas (ou elevador no caso de mobilidade reduzida), destaca-se o cuidado na arquitetura e nos detalhes: madeiras escuras, cores marcantes e casas de banho sem distinção de género.
O projeto arquitetónico é assinado por Sérgio Rebelo, que procurou reinterpretar elementos icónicos do antigo clube. “A pista é um espaço super interessante, porque um dos elementos arquitetónicos mais marcantes do Swing era o chão. Era um chão em resina e colorido com um padrão de luz. O que nós fizemos foi pegar nessas mesmas peças, os quadrados, combinando-os com a madeira, que já remete para um ambiente mais acolhedor. Não é tanto underground, industrial, mas mais como se se estivesse em casa de amigos”, disse à Lusa.
O Switch aposta ainda numa experiência democrática: não haverá zonas VIP nem áreas exclusivas, e a cabine do artista fica no centro da pista, rodeada por bares. O objetivo é colocar todos no mesmo plano e reforçar a ligação entre público e música.
Ruben Domingues resume a ambição do projeto: criar um espaço “confortável, inclusivo, seguro” e ajudar a combater “o estigma de que os clubes já são passado”.
Mais do que um clube, o Switch quer afirmar-se como um novo polo cultural da cidade, preparado para acolher concertos, eventos e diferentes expressões artísticas.

































