Há quem chegue ao aeroporto quatro horas antes do voo, quem fique sentado até chamarem o grupo de embarque e quem esteja praticamente colado à passadeira das malas antes sequer de elas começarem a aparecer. E, aparentemente, quase toda a gente se irrita com os mesmos comportamentos.

Um novo estudo da Opodo, realizado junto de 9 mil viajantes em vários países, revelou quais são os hábitos mais irritantes nos aeroportos e como diferentes nacionalidades encaram o check-in, o embarque e as filas.

O inquérito mostra que 59% das pessoas preferem chegar ao aeroporto muito antes do necessário, mesmo que isso implique passar bastante tempo à espera. Outros 36% dizem chegar exatamente dentro do horário recomendado pelas companhias aéreas, normalmente entre duas e três horas antes do voo.

Já os mais corajosos representam apenas 4% dos participantes. São aqueles viajantes que gostam de arriscar e chegam praticamente em cima da hora de embarque, evitando passar demasiado tempo em aeroportos considerados caros e pouco interessantes.

Os portugueses parecem encaixar sobretudo num perfil específico identificado pelo estudo: o “sitter”. Ou seja, as pessoas que ficam calmamente sentadas até o seu grupo ser chamado. Em Portugal, 66% dos inquiridos admitem esperar tranquilamente enquanto observam, em silêncio, o caos das filas à sua volta, mas há mais categorias.

Os “hoverers”, que representam 23% dos viajantes, são aqueles que não entram logo na fila, mas ficam estrategicamente por perto, preparados para atacar no momento certo.

Depois existem os “pre-queuers”, cerca de 12% dos participantes, que começam a formar filas improvisadas ainda antes do embarque abrir oficialmente, normalmente para garantir espaço nas bagageiras de cabine.

No extremo oposto estão os “anti-queuers”, um grupo composto por 11% dos inquiridos, que prefere embarcar em último lugar porque sabe que o lugar no avião não vai fugir.

O estudo mostra também que italianos e franceses são os mais descontraídos no momento de embarcar, com muitos passageiros a entrarem no avião apenas nos últimos minutos.

Quanto aos comportamentos mais irritantes nos aeroportos, há um vencedor claro: furar filas. Quase metade dos participantes, 48%, considera insuportável quem tenta passar à frente nas filas da segurança ou do embarque.

Logo a seguir surge outro clássico aeroportuário: ocupar cadeiras com malas e mochilas. Globalmente, 45% dos inquiridos odeiam este hábito. Entre os portugueses, a irritação é ainda maior, com metade dos participantes a admitir que se incomoda particularmente com quem transforma bancos públicos em arrumos pessoais.

Deixar lixo espalhado pelas portas de embarque ou nos lugares do avião também aparece no topo das queixas, tal como falar demasiado alto ao telefone ou em alta voz.

E depois há os passageiros que praticamente entram dentro da passadeira das malas para tentar agarrar primeiro a sua bagagem. Embora este comportamento incomode menos pessoas do que os restantes, continua a ser uma das atitudes mais mencionadas pelos viajantes.

No fundo, o estudo da Opodo mostra aquilo que qualquer pessoa que viaje regularmente já suspeitava: os aeroportos funcionam quase como um teste coletivo à paciência humana. E basta observar cinco minutos junto a uma porta de embarque para perceber exatamente em que categoria cada pessoa se encaixa.

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