Guadalajara, no México

A Condé Nast Traveller revelou a sua aguardada lista dos Best Places to Go in 2026, uma seleção que aponta tendências claras para o próximo ano: destinos em renovação cultural, regiões que apostam na sustentabilidade e lugares que combinam património, natureza e novas infraestruturas turísticas. A lista cruza grandes cidades, refúgios naturais e territórios ainda fora dos circuitos mais óbvios.

Entre os destaques europeus surge Bruxelas, na Bélgica, que vive um verdadeiro renascimento criativo com a abertura do Kanal–Centre Pompidou e uma nova energia cultural que se sente nos museus, hotéis e espaços públicos. Também na Europa, Upper Carniola, na Eslovénia, ganha protagonismo com as suas vilas alpinas, paisagens naturais preservadas e uma aposta crescente na arte contemporânea fora dos grandes centros urbanos. Já o Peloponeso, na Grécia, continua a afirmar-se como alternativa mais tranquila às ilhas, combinando história antiga, gastronomia local e novas unidades hoteleiras.

Fez, Marrocos

No Norte de África, Fez, em Marrocos, vive um momento de renovação, com a recuperação da sua medina histórica e a reabertura de hotéis emblemáticos, reforçando a ligação entre património, artesanato e turismo cultural. Na África subsaariana, Gabão destaca-se pela aposta em turismo responsável, com novos eco-lodges integrados na floresta tropical e experiências focadas na vida selvagem, longe do modelo de safári tradicional.

A Ásia marca presença com Hong Kong, que investe em grandes equipamentos culturais, novos espaços públicos e melhorias significativas no aeroporto, reafirmando o seu papel como hub internacional. Naoshima, no Japão, continua a atrair viajantes interessados na interseção entre arte, arquitetura e paisagem, enquanto Udaipur, na Índia, surge como destino cultural de referência, com novos projetos de restauro e hotéis históricos.

Gabão

Nas Américas, a lista inclui Guadalajara, no México, impulsionada por eventos internacionais e por uma cena cultural vibrante; Chiriquí, no Panamá, que combina natureza, costa e novas ligações ferroviárias; e Condado de Prince Edward, no Canadá, conhecido pelos vinhos, gastronomia e ritmo mais lento. Nos Estados Unidos, Deer Valley, no Utah, destaca-se pela maior expansão de sempre de uma estância de ski na América do Norte, e a mítica Rota 66 volta a ganhar relevância como viagem icónica, agora reinterpretada para novas gerações.

Entre os destinos costeiros, Barbados (East Coast) surge como alternativa menos explorada da ilha, com praias selvagens e uma identidade mais ligada à natureza. Já Margaret River, na Austrália, combina surf, vinhos e paisagens naturais, mantendo um equilíbrio entre sofisticação e descontração.

A lista da Condé Nast Traveller para 2026 inclui ainda nomes como Victoria Falls (Zimbabué), Ilha de Saadiyat (Abu Dhabi) e outros destinos que se destacam por novas infraestruturas, projetos culturais ou experiências mais conscientes e sustentáveis.

Consulte a lista completa aqui.

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