As temperaturas amenas que se fazem sentir no algarve durante todo o ano são particularmente agradáveis para conhecer a oferta natural do destino, sobretudo para quem privilegia atividades ao ar livre.

Por isso, a Região de Turismo do Algarve, em colaboração com a Direção Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Algarve, editou três novos guias que dão a conhecer o , o  e a .

Para quem gosta de desfrutar do algarve e explorar novos locais e recantos naturais da região, seja num passeio pedestre, num passeio de barco ou a andar de bicicleta, vai encontrar nestas publicações um conjunto de mapas com opções de percursos e a identificação de vários pontos de interesse em cada parque, bem como detalhes sobre os ecossistemas, os habitats e as espécies de fauna e flora que poderão ser observados durante a visita.

A par destes aspetos e de outras curiosidades e imagens ilustrativas, há ainda informação útil para orientar o visitante e conteúdos específicos que visam sensibilizar para as boas práticas que devem ser adotadas para a preservação dos diversos ambientes. 

Situado no extremo sudoeste de Portugal, o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina estende-se por 110 km numa estreita faixa do litoral das regiões do Algarve e Alentejo.

Os habitats naturais e semi-naturais, tais como as arribas e falésias, praias, dunas, charnecas e zonas húmidas, marcam a paisagem deste território que é indicado para quem aprecia a natureza e a vida selvagem. Poderá observar uma grande diversidade de espécies animais, com destaque para os ninhos de cegonha-branca construídos nas falésias rochosas marinhas.

E no final do verão pode fazer uma visita que lhe vai permitir observar centenas de aves em migração que por aqui passam e frequentemente se detêm no extremo sudoeste do parque, um espetáculo raro que os apaixonados pela observação de aves não podem perder.

No guia dedicado à Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António são colocadas em evidência as especificidades desta área que é uma das mais importantes zonas húmidas do país, situada junto à foz do rio Guadiana e formada por sapais salgados, corpos de água salobra, salinas e esteiros e onde se encontra grande diversidade de flora, avifauna, ictiofauna, crustáceos e moluscos.

Sabia que este ano, pela primeira, vez uma colónia de flamingos pôs ovos com sucesso em Portugal e centenas de crias nasceram aqui? Esta é apenas uma curiosidade desta reserva natural, refúgio de uma população variada de aves aquáticas. São 169 espécies, na sua maioria aves aquáticas invernantes e migradoras, que ocorrem aqui regularmente, existindo ainda registos de outras espécies que ocorreram de forma ocasional. Por tudo isto ou pelos 600 hectares de salinas (o sal e a flor de sal de Castro Marim têm mesmo certificação de origem protegida), pelos percursos pedestres ou pelo património histórico, não faltam motivos para uma visita ao sapal.

O guia que diz respeito ao Parque Natural da Ria Formosa promove o conhecimento sobre este importante sistema lagunar que inclui zona de sapal, dunas, pradarias marinhas e uma grande variedade de espécies de avifauna, peixes, moluscos e crustáceos.

A sede do parque, em Olhão, é o ponto de partida ideal para visitar este parque, que se estende ao longo de 60 km da costa algarvia. Mais conhecido pelo sistema lagunar da ria Formosa, um cordão de ilhas arenosas paralelas à costa que protegem uma laguna, o parque natural oferece muitos pontos de interesse: das praias às salinas, pesca e mariscagem, dos passeios de barco aos percursos pedestres, da observação de aves à visita de aldeias, fortalezas e moinhos de maré, entre outras atrações como cavalos-marinhos, camaleões ou flamingos, que aqui podem ser avistados.

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