Vitor Matos, o chef português com mais estrelas Michelin, estreia-se na cozinha japonesa, com o Kanjiru: um restaurante intimista de apenas 22 lugares, localizado no Torel Private Collection, um hotel com vista sobre o Douro.
O projeto é desenvolvido em colaboração com o chef João Rocha, que está à frente da cozinha, e nasce de uma visão partilhada da gastronomia japonesa. Os dois chefs trabalham a partir de três princípios fundamentais: o respeito pelas técnicas tradicionais japonesas, o tratamento delicado do produto e da matéria-prima e a liberdade criativa.
O resultado mantém o rigor e a precisão associados à cozinha nipónica, mas transforma o balcão num palco onde há também espaço para interpretação e criatividade.
O conceito omakase

Sem mesas tradicionais, é num balcão onde toda a experiência acontece. Os clientes acompanham de perto a preparação dos pratos e a precisão dos gestos da equipa, numa relação direta entre chefs e comensais que está no centro do conceito omakase.
No conceito omakase, a escolha é entregue aos chefs: os menus são surpresa e desenrolam-se ao longo de vários momentos, combinando propostas de inspiração mais tradicional com outras marcadamente criativas.
Os pratos mudam em função dos melhores produtos disponíveis no mercado, da época do ano e da criatividade da equipa, pelo que cada experiência pode ser diferente da anterior.
O restaurante propõe dois menus omakase: o Dentõ to Kakusshin, que cruza tradição e inovação (155 €), e o Ai-Jō, uma experiência cujo nome remete para os conceitos de harmonia e amor, traduzindo o afeto, o cuidado e a dedicação com que a proposta foi criada (220 €).
Entre os pratos que ajudam a contar a identidade do Kanjiru, encontram-se o suspiro de miso, toro e caviar; o carpaccio de gamba vermelha do Algarve; o sashimi de lírio no zuke; e o chawanmushi, um delicado pudim salgado japonês.
A estes junta-se uma sequência de nigiris que procura recorrer, sempre que possível, a peixe nacional, incluindo espécies tão portuguesas como a sardinha, terminando com o tradicional tamagoyaki.
O Wagyu de Kagoshima marca um dos momentos de maior intensidade da experiência, antes de chegar às sobremesas, entre as quais o cheesecake japonês.
A experiência pode ser complementada por duas opções de harmonização de vinhos e sakés, harmonizações de águas, champanhes e cocktails de autor, com e sem álcool.
No menu, não há opções vegetarianas nem veganas e o hotel é exclusivo para adultos, pelo que o restaurante e o bar não recebem crianças nem disponibilizam menus infantis.
O Kanjiru está aberto de terça a sábado e serve jantares das 19h às 23h.
Bar com vista para o Douro
A experiência Kanjiru estende-se também ao exterior, com o Kanjiru Bar, situado no terraço do Torel Private Collection, com uma vista sobre o rio Douro. O espaço estará aberto tanto a hóspedes do hotel como ao público em geral.
A proposta gastronómica do bar, desenvolvida em conjunto pelos chefs do Kanjiru, inclui uma carta de refeições leves, com opções vegetarianas e veganas. A oferta de bebidas, sob a curadoria do chefe de bar Tiago Santos, reúne cocktails, vinhos e cafetaria.
O bar está aberto diariamente, das 11h30 às 00h00.
A inspiração asiática

O próprio espaço do restaurante, desenhado por Isabel Sá Nogueira, não deixa dúvidas quanto à inspiração asiática. O papel de parede de influência oriental, as grandes esferas de papel suspensas no teto, em diferentes dimensões, e os tons de madeira, dourado, verde-azeitona e preto criam o cenário para um grande balcão feito à medida, onde o verdadeiro protagonista é o menu, que se revela prato a prato, diante dos clientes.
Numa das paredes, o logótipo do restaurante sintetiza o espírito do projeto e permite diferentes interpretações: evoca o sol nascente, uma flor japonesa, os hashi (pauzinhos japoneses), várias pessoas voltadas para um mesmo centro ou ainda o rigor e a precisão da geometria, tão associados à cultura japonesa.




































