O novo aldeamento turístico Surf Village vai ter a primeira piscina de ondas para surf de Portugal no final de 2026.
O novo aldeamento turístico Surf Village vai ter a primeira piscina de ondas para surf de Portugal no final de 2026.

Em Óbidos vai nascer a primeira piscina de ondas artificiais em Portugal, um projeto turístico com um investimento de mais de 25 milhões de euros que pretende tornar-se o novo hotspot do surf nacional.

O aldeamento turístico de quatro estrelas Surf Village está a nascer numa área de cinco hectares, em pleno “triângulo dourado do surf”, que liga a Ericeira, Peniche e Nazaré — três dos destinos mais icónicos para quem vive para estar em cima de uma prancha.

As obras já arrancaram no final de julho e a inauguração está prevista para o final de 2026. O primeiro ‘parque de surf’ de classe mundial em Portugal terá uma piscina com 25 tipos de ondas diferentes, adaptados a todos os níveis: desde quem nunca se aventurou no mar até surfistas profissionais.

A piscina vai contar com a tecnologia de última geração da Wavegarden, empresa espanhola que já tem 12 piscinas espalhadas pelo mundo, e terá a capacidade para gerar 1.000 ondas por hora, com um total de mais de um milhão de litros de água.

O Surf Village vai incluir ainda 56 unidades de alojamento (144 camas), restaurante, loja 58 Surf, skate parks, courts de padel e beach ténis, ginásio, escola de surf, zonas verdes ajardinadas e espaços para eventos corporativos.

Segundo o fundador e presidente executivo da Wavegarden, Josema Odriozola, a empresa vai “incorporar as nossas funcionalidades tecnológicas mais recentes para dar aos surfistas a melhor experiência possível e é um dos mais avançados do mundo ao nível ambiental”. O custo em termos energéticos da onda mais potente (e mais cara) é de 10 cêntimos, revelou o responsável durante a apresentação do projeto, esta quarta-feira, em Óbidos, Leiria.

“É um projeto inovador e transformador. Este equipamento reforça o prestígio de Portugal como capital europeia de surf e é financiado pelo Compete 2030, sendo um exemplo da boa aplicação dos fundos europeus e da importância do envolvimento do investimento público e privado”, afirmou o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, que também marcou presença no evento.

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