Restaurante Luzzi. Créditos: Henrique Isidoro

Não é por acaso que a Baixa de Lisboa continua a afirmar-se com um dos palcos gastronómicos mais vibrantes da cidade. Entre o Arco da Rua Augusta e as ruas históricas, surge o Luzzi, um novo restaurante que parece saído de uma Lisboa em constante reinvenção.

Inserido no Andaz Lisbon, o restaurante propõe reinterpretar a identidade culinária portuguesa através de uma abordagem contemporânea, sensível ao seu legado histórico.

A decoração segue a mesma linha, pensada para refletir a própria identidade da cidade – histórica, mas sempre em movimento. O espaço divide-se em duas áreas distintas: restaurante e terraço lounge com vista sobre Lisboa, que ganha vida ao final do dia e se prolonga de noite.

No menu, tradição e inovação encontram-se num diálogo contínuo. Receitas enraizadas na memória coletiva são reinterpretadas com técnicas contemporâneas, resultando numa experiência gastronómica que honra o passado enquanto se projeta no futuro. Cada prato reflete a diversidade cultural que faz parte da identidade portuguesa, das rotas atlânticas às conexões com África, Brasil e Oriente, num equilíbrio entre autenticidade e reinvenção.

O espaço é liderado pelo chef Bruno Alves, que transitou do Andaz Costa Rica Resort. “O Luzzi é um redescobrimento das raízes portuguesas pelo mundo, transformando essas influências e histórias em uma experiência única e moderna”, disse.

Na carta, disponível ao jantar de terça-feira a sábado, destacam-se propostas que cruzam continentes e culturas. Nos petiscos, surgem sugestões como coxinha de galinha africana, chamuça de camarão e chouriço ou salada de polvo à lusitânia. Nas entradas estão tártaro de atum de Cabo Verde, carabineiro piripiri ou lula de Macau com salada de ervas.

Os pratos principais dividem-se entre peixe e marisco, com opções como moqueca de camarão e mariscos, peixe do dia em folha de bananeira ou lavagante com açorda, e carnes e aves, onde se destacam pato à Augusta, borrego com marinada de xacuti ou púcara de pintada com cachupa. O menu inclui ainda opções vegetarianas, como feijoada lusitana.

Nas sobremesas, mantêm-se as influências portuguesas com interpretações de bebinca, doce conventual de Goa, Quindim do Brasil e a tradicional serradura portuguesa. As influências globais são notórias também nas cartas de vinhos e cocktails, que funcionam como uma extensão do conceito luso.

Créditos Henrique Isidoro:

Artigo anteriorVai nascer um retiro de luxo numa ilha privada nas Bahamas (mas só em 2028)
Próximo artigoEsta companhia vai lançar “camas” na classe económica em voos ultra longos já em 2026

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor coloque aqui o seu comentário
Por favor coloque o seu nome aqui