Não é por acaso que a Baixa de Lisboa continua a afirmar-se com um dos palcos gastronómicos mais vibrantes da cidade. Entre o Arco da Rua Augusta e as ruas históricas, surge o Luzzi, um novo restaurante que parece saído de uma Lisboa em constante reinvenção.
Inserido no Andaz Lisbon, o restaurante propõe reinterpretar a identidade culinária portuguesa através de uma abordagem contemporânea, sensível ao seu legado histórico.
A decoração segue a mesma linha, pensada para refletir a própria identidade da cidade – histórica, mas sempre em movimento. O espaço divide-se em duas áreas distintas: restaurante e terraço lounge com vista sobre Lisboa, que ganha vida ao final do dia e se prolonga de noite.
No menu, tradição e inovação encontram-se num diálogo contínuo. Receitas enraizadas na memória coletiva são reinterpretadas com técnicas contemporâneas, resultando numa experiência gastronómica que honra o passado enquanto se projeta no futuro. Cada prato reflete a diversidade cultural que faz parte da identidade portuguesa, das rotas atlânticas às conexões com África, Brasil e Oriente, num equilíbrio entre autenticidade e reinvenção.


O espaço é liderado pelo chef Bruno Alves, que transitou do Andaz Costa Rica Resort. “O Luzzi é um redescobrimento das raízes portuguesas pelo mundo, transformando essas influências e histórias em uma experiência única e moderna”, disse.
Na carta, disponível ao jantar de terça-feira a sábado, destacam-se propostas que cruzam continentes e culturas. Nos petiscos, surgem sugestões como coxinha de galinha africana, chamuça de camarão e chouriço ou salada de polvo à lusitânia. Nas entradas estão tártaro de atum de Cabo Verde, carabineiro piripiri ou lula de Macau com salada de ervas.
Os pratos principais dividem-se entre peixe e marisco, com opções como moqueca de camarão e mariscos, peixe do dia em folha de bananeira ou lavagante com açorda, e carnes e aves, onde se destacam pato à Augusta, borrego com marinada de xacuti ou púcara de pintada com cachupa. O menu inclui ainda opções vegetarianas, como feijoada lusitana.
Nas sobremesas, mantêm-se as influências portuguesas com interpretações de bebinca, doce conventual de Goa, Quindim do Brasil e a tradicional serradura portuguesa. As influências globais são notórias também nas cartas de vinhos e cocktails, que funcionam como uma extensão do conceito luso.
Créditos Henrique Isidoro:









































