Nem todas as viagens gastronómicas precisam de passar pelas cidades mais disputadas da Europa. Para quem prefere descobrir sabores diferentes, gastar menos e fugir aos destinos mais concorridos, há uma série de alternativas que merecem entrar no mapa. Entre restaurantes vegetarianos na Polónia, comida de rua na Alemanha e o ritual sueco que junta café e bolo, há opções para vários apetites.
A sugestão parte de especialistas em viagens da Quotezone.co.uk, que selecionaram sete destinos europeus menos óbvios para quem gosta de comer, tendo em conta a variedade gastronómica, os preços e algumas tradições locais.
A escolha surge num momento em que a gastronomia tem assumido um papel cada vez mais importante na decisão de viajar. Em vez de ser apenas uma parte da experiência, provar pratos locais, visitar mercados, conhecer produtores ou fazer tours gastronómicos tornou-se, para muitos viajantes, uma das razões para escolher determinado destino.
Entre as tendências que acompanham este fenómeno estão o chamado “snack tourism“, que leva sobretudo viajantes mais jovens a procurar os petiscos e sabores que estão a despertar interesse, e o “trolley tourism“, uma tendência mais inesperada que consiste em visitar supermercados locais para conhecer os produtos consumidos no destino e levar alguns para casa.
Se está a pensar transformar a próxima escapadinha numa espécie de roteiro gastronómico, estes são os sete destinos apontados pelos especialistas.
Polónia

A gastronomia polaca é frequentemente associada a pratos substanciais e a uma forte presença de carne, mas Varsóvia tem vindo a afirmar-se também como destino para quem prefere uma alimentação vegetariana ou vegan.
A capital polaca conta com vários restaurantes dedicados à cozinha de base vegetal, entre os quais o Vege Miasto e o La Vegana. É uma opção particularmente interessante para quem quer descobrir uma faceta menos conhecida da gastronomia do país.
Sérvia

Para quem procura comer bem sem gastar demasiado, a Sérvia surge como uma das sugestões. O país é conhecido pela utilização de produtos frescos e pelos preços relativamente baixos da restauração.
Segundo os dados apresentados pelos especialistas, uma refeição de gama média para duas pessoas pode custar até cerca de 15 libras por pessoa, o equivalente a aproximadamente 17 euros.
Suécia

Na Suécia, até fazer uma pausa para tomar café pode transformar-se numa experiência cultural. Falamos da fika, um ritual do quotidiano sueco que consiste em parar para beber uma bebida quente e comer qualquer coisa, normalmente na companhia de outras pessoas.
O clássico é simples: café e kanelbulle, o tradicional rolo de canela sueco. A pausa pode acontecer várias vezes ao dia e é encarada como uma oportunidade para abrandar, conversar e simplesmente aproveitar o momento.
Dinamarca

A Dinamarca é apontada como destino para quem procura uma gastronomia mais ligada à sustentabilidade, aos produtos sazonais e à utilização de ingredientes locais.
Em Copenhaga, o bairro de Nørrebro destaca-se pela concentração de restaurantes que apostam em conceitos farm-to-table, com ingredientes locais, sazonais e, em alguns casos, produtos recolhidos através de práticas de foraging.
É uma opção para quem gosta de perceber não apenas o que está no prato, mas também de onde vêm os ingredientes.
Irlanda

Apesar de a Irlanda ser internacionalmente conhecida por bebidas como Guinness e Jameson, a gastronomia do país também começa a ganhar espaço entre os viajantes.
A cozinha irlandesa aposta em ingredientes frescos de origem local, incluindo peixe, lacticínios, pão, sopas e guisados. Entre os produtos mais conhecidos está o soda bread, um pão tradicional que também pode aparecer acompanhado por bacon e ovos nos pequenos-almoços.
Hungria

Na Hungria, o sabor passa muitas vezes pela paprika, um dos ingredientes mais característicos da cozinha nacional. O tempero dá cor e intensidade a vários pratos tradicionais.
Entre as especialidades estão o paprikash de frango, um prato de carne servido com um molho rico em paprika, e o halászlé, uma sopa picante de peixe. A cozinha húngara aposta ainda em guisados cozinhados lentamente e em ingredientes sazonais, criando pratos substanciais e cheios de sabor.
Alemanha

Para terminar, uma opção para quem prefere comer a caminho de uma atração ou simplesmente descobrir a gastronomia local sem se sentar num restaurante. A comida de rua alemã é uma das grandes apostas da lista.
O döner kebab é um dos exemplos mais populares, mas está longe de ser o único. Há ainda currywurst, salsicha acompanhada por ketchup de caril, bratwurst, a clássica salsicha grelhada, kumpir, uma batata assada recheada com diferentes ingredientes, e Berliner, um doce semelhante a um donut recheado com compota.
No fundo, a lista mostra que não é preciso escolher sempre Paris, Roma ou Barcelona para fazer uma viagem gastronómica. Entre tradições antigas, comida de rua, cozinha vegetal e produtos locais, há outros destinos europeus onde a mesa pode ser uma boa razão para fazer a mala.


































