De abril a julho, a Fábrica das Artes do Centro Cultural de Belém transforma a democracia num território vivo, criativo e participativo. O programa “Missão: Democracia”, criado em parceria com a Assembleia da República, leva para o CCB concertos, oficinas, debates e teatro inspirados nos 12 livros da coleção com o mesmo nome. A ideia passa por aproximar cidadãos de todas as idades dos valores democráticos através das artes performativas.

A programação arranca com “O Coro – Missão: Democracia”, um concerto multidisciplinar criado por Beatriz Pessoa. A artista mergulha nos temas da coleção para compor canções originais que exploram diferentes estilos e mostram como a música pode ser palavra, conversa e liberdade. As apresentações decorrem no Pequeno Auditório, com sessões para escolas nos dias 23 e 24 de abril e para o público geral entre 25 e 26.

Antes do espetáculo, Gui Calegari conduz uma oficina de preparação aberta a quem tiver bilhete para o concerto. Acontece no Espaço Fábrica das Artes, no sábado às 19h00 e no domingo às 17h00, com lotação limitada a 35 participantes.

O programa segue para os jardins do CCB, onde no dia 25 de abril, às 11h00, profissionais da cultura e especialistas em filosofia democrática conduzem conversas informais sobre temas como direitos culturais, acessibilidade e participação artística. Cada mesa decorre num espaço diferente do complexo e os resultados são apresentados no Jardim das Oliveiras por volta das 12h30. A organização sugere que os participantes levem um piquenique para prolongar o encontro.

Em maio, o foco desloca-se para as escolas com a oficina “Missão: Literacia Democrática e Literária”, orientada por Dora Batalim Sottomayor e Sara Ludovico. A proposta parte dos livros da coleção “Missão: Democracia” para refletir sobre o papel da educação artística na construção de uma cidadania ativa e consciente. As sessões decorrem nos dias 9, 16 e 23, entre as 10h00 e as 13h00.

Ainda em maio estreia Constituição, um espetáculo de teatro com conversa final, criado e encenado por Isabel Costa. A peça questiona o que nos constitui enquanto país e enquanto indivíduos, cruzando momentos históricos com a vida de três jovens. A narrativa percorre os últimos anos do Estado Novo e os primeiros passos da democracia portuguesa, num dispositivo cénico que evoca uma assembleia. As sessões para escolas acontecem entre 26 e 29 de maio, às 11h00 e 14h00, e o público geral pode assistir nos dias 24, 30 e 31, às 16h00.

O programa encerra em julho com a iniciativa “E se fôssemos a votos?”, integrada nas Artes nas Férias. A ilustradora Rachel Caiano junta-se ao músico Nuno Cintrão, ao ator José Leite e à bailarina Clara Bevilaqua para uma semana dedicada à democracia vista através da arte, inspirada no livro homónimo da coleção. A proposta culmina numa celebração coletiva que promete vozes fortes, diversas e afinadas pela participação.

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