A LAAF – Lisbon Art & Antiques Fair regressa à Cordoaria Nacional entre 9 e 17 de maio para a sua 23.ª edição, reunindo antiquários, galerias, designers, colecionadores e especialistas. Organizada pela Associação Portuguesa dos Antiquários, a feira volta a afirmar-se como um espaço onde diferentes épocas, estilos e linguagens artísticas convivem no mesmo lugar.

Ao longo de nove dias, a Cordoaria Nacional recebe uma seleção de peças que atravessam séculos de história, da Antiguidade Clássica ao design contemporâneo, incluindo pintura, escultura, mobiliário, joalharia, pratas e objetos de coleção.

Além da componente expositiva, a programação inclui novamente as “Conversas Sobre Arte”, um conjunto de debates, lançamentos e palestras dedicados a temas ligados ao colecionismo, património e mercado de arte.

Entre os destaques está o painel “Um Olhar Sobre Pratas Antigas e Contemporâneas”, marcado para 12 de maio, com a participação de Filipa Fortunato e José Baptista e moderação do historiador de arte Anísio Franco.

No dia seguinte, 13 de maio, acontece o lançamento de “Magnânimo — Um Faqueiro de Ouro para o Rei de Portugal”, coordenado por Mário Roque e Hugo Miguel Crespo, numa sessão apresentada pela investigadora Isabel Mayer Godinho Mendonça.

Já a 14 de maio, o debate “Falsificações e o Mercado de Arte” junta antiquários, historiadores de arte e representantes da Polícia Judiciária para discutir um dos temas mais sensíveis do setor.

O programa termina a 16 de maio com o lançamento da edição Primavera 2026 da A Magazine e uma palestra dedicada ao quotidiano da mesa real no Palácio Nacional da Ajuda entre 1862 e 1910.

Uma das novidades desta edição passa também pelo catálogo da feira, que ganha uma dimensão mais editorial e reflexiva. Sob o tema “Arte e Antiguidades, do Clássico ao Contemporâneo”, a publicação reúne textos de especialistas de diferentes áreas, incluindo Bárbara Coutinho, diretora do MUDE – Museu do Design, Joana Sousa Monteiro, diretora do Museu de Lisboa, o historiador António Filipe Pimentel e João Paulo Queiroz, presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes.

A ideia é transformar o catálogo num objeto de reflexão e não apenas num guia da feira, prolongando a experiência da visita através de ensaios e leituras sobre património, design, sustentabilidade e cultura material.

A história da LAAF começou em 1995, ainda como Bienal de Antiguidades da APA. Desde então, o evento foi crescendo em dimensão e notoriedade até assumir, em 2019, a designação internacional Lisbon Art & Antiques Fair, passando também a integrar o circuito internacional de feiras de arte e antiguidades.

Hoje, continua a ser um dos raros lugares em Lisboa onde é possível encontrar, no mesmo percurso, mobiliário do século XVIII, joalharia contemporânea, peças de design assinadas e objetos carregados de história.

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