Em 2026, a faixa de totalidade vai passar pelo Oceano Ártico, leste da Gronelândia, oeste da Islândia e norte de Espanha.
Em 2026, a faixa de totalidade vai passar pelo Oceano Ártico, leste da Gronelândia, oeste da Islândia e norte de Espanha.

Se ver um eclipse solar total está na sua bucket list, agora é a altura de planear a viagem – e escolher o destino certo faz toda a diferença. Em 12 de agosto de 2026, a Lua vai tapar o Sol por alguns minutos, e estar no lugar certo faz toda a diferença entre um momento inesquecível e um que passa despercebido.

De acordo com especialistas da BBC, planear com antecedência é meio caminho andado para garantir uma experiência memorável. Em 2026, a faixa de totalidade vai passar pelo Oceano Ártico, leste da Gronelândia, oeste da Islândia e norte de Espanha, oferecendo aos viajantes a oportunidade ideal para marcar uma viagem.

Em Espanha, o eclipse solar promete ser especialmente fotogénico sobre as águas calmas do Mar das Baleares. Maiorca, Menorca e Ibiza vão testemunhar entre um minuto e meio e dois minutos de escuridão total, com o hotel de luxo Jumeirah Mallorca — situado no topo de um penhasco — já apontado por vários especialistas como um dos lugares imperdíveis para observar o fenómeno. Para quem prefere ambientes mais serenos, as regiões montanhosas do interior, como Burgos e Soria, também oferecem boas condições de visibilidade.

A Islândia, como seria de esperar, leva o eclipse a um nível quase cinematográfico. A Baía de Breiðafjörður, entre os Fiordes Ocidentais e a Península de Snæfellsnes, será um dos melhores pontos do planeta para ver a totalidade máxima, prevista para durar dois minutos e 18 segundos. Para os mais aventureiros, há trilhos guiados até ao topo do glaciar Snæfellsjökull, onde será possível ver o eclipse solar. Há ainda excursões de vários dias que conduzem os viajantes até Arnarstapi, uma aldeia piscatória remota, onde glaciares, vulcões e praias de areia negra garantem um cenário de outro mundo.

Já a Gronelândia será a escolha dos viajantes que procuram uma experiência verdadeiramente remota. A faixa de totalidade, com cerca de dois minutos e 17 segundos, atravessa áreas desabitadas da costa leste e do mar da Gronelândia, o que faz dos cruzeiros especializados a opção mais prática, segundo a BBC. Por exemplo, a New Scientist Discovery Tours está a organizar uma expedição que navegará por Scoresby Sund, enquanto a Polar Latitudes Expeditions vai levar os viajantes até à selvagem Costa de Blosseville.

Onde ver o eclipse solar total em Portugal

Para quem não quer sair do país, também há boas notícias – ainda que ligeiramente mais curtas no tempo. A faixa da totalidade passa mesmo ao lado de Portugal e toca apenas uma pequena porção do território. 

O astrónomo Ricardo Cardoso Reis, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, explicou à SIC Notícias que “só numa pequena parte do nordeste do Parque Natural de Montesinho será possível ver o eclipse como total e a única povoação dentro da faixa será a aldeia de Guadramil, onde a totalidade irá durar apenas 10 segundos”. 

No resto do país, a ocultação será elevada: varia entre 72% nos Açores e 99,9% em Bragança. “Este eclipse termina ao pôr-do-sol (em algumas localidades termina mesmo depois do Sol se pôr), mas o máximo será visível em todo o país”, avisa Ricardo Cardoso Reis.

Para aproveitar o momento da melhor forma, o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, em parceria com a Agência Ciência Viva, vai organizar um evento de observação no único ponto de Portugal onde o eclipse será total.

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