Ver a aurora boreal ao vivo é uma dessas experiências que ficam gravadas na memória (e está na bucket list de muita gente). Cortinas de luz verde, rosa ou violeta a dançar no céu noturno, num silêncio quase absoluto, longe das cidades e da rotina. Um espetáculo natural que parece saído de um filme, mas que é bem real.
Num artigo recente da BBC Travel, surge a história de Wil Cheung, um dos aurora chasers mais experientes do mundo, que já testemunhou o fenómeno mais de 400 vezes. A partir dos seus conselhos – e num momento em que a atividade solar está a aumentar – reunimos um guia prático para quem quer maximizar as probabilidades de ver a aurora boreal.
Onde é mais provável ver a aurora boreal?
A aurora ocorre numa zona conhecida como o oval auroral, que se situa maioritariamente acima do Círculo Polar Ártico. Por isso, países e regiões como Noruega, Finlândia, Suécia do Norte, Islândia, Gronelândia, Canadá e Alasca estão entre os destinos mais fiáveis.
Embora Tromsø seja frequentemente apontada como capital da aurora, Wil Cheung destaca Akureyri, no norte da Islândia, pela combinação entre boa atividade auroral e condições meteorológicas mais favoráveis. Outro truque? Cruzeiros no Ártico, que levam os viajantes para longe da poluição luminosa e, muitas vezes, acima da camada de nuvens.
O que levar na mala (spoiler: estilo não é prioridade)
Esqueça a ideia de que um bom casaco resolve tudo. Para observar a aurora, é essencial vestir-se por camadas, apostar em roupa impermeável, bons acessórios térmicos e até considerar um colete aquecido. “Seja funcional, não fashion”, aconselha o especialista. Pés quentes e conforto fazem toda a diferença quando se passa horas ao ar livre, à espera do momento certo.
As melhores condições para não perder o espetáculo
A aurora não aparece por magia, exige alguma estratégia. Céus limpos são o fator mais importante, mais ainda do que a intensidade da atividade solar. Idealmente, escolha noites sem Lua, afaste-se das cidades e consulte mapas de poluição luminosa antes de decidir onde ficar.
Outra dica valiosa: se possível, marque a viagem o mais perto da data, acompanhando previsões meteorológicas. A boa notícia é que a época da aurora coincide com a época baixa em muitos destes destinos, o que significa voos e alojamentos mais acessíveis.
Segundo a comunidade científica, o Sol segue ciclos de atividade de cerca de 11 anos. Os picos de auroras costumam acontecer pouco depois do auge das manchas solares e tudo indica que 2026 e 2027 serão dos melhores anos da última década para observar o fenómeno.
Além disso, estatisticamente, os equinócios de março e setembro são os períodos mais favoráveis, quando as tempestades geomagnéticas tendem a ser mais frequentes.






























