
O icónico buffet de pequeno-almoço, com mesas cheias de frutas, queijos, ovos mexidos e panquecas, pode estar com os dias contados. Segundo uma análise publicada pela BBC.com, a hotelaria internacional começa a questionar este modelo, não só pelo impacto ambiental, mas também pelas novas exigências dos viajantes.
De acordo com o Relatório do Índice de Desperdício Alimentar de 2024, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os buffets geram mais do dobro de desperdício de comida do que os pequenos-almoços servidos à la carte – cerca de 300 g contra 130 g por refeição.
Para enfrentar este desafio, várias cadeias internacionais já estão a adotar soluções criativas:
- O Hilton Frankfurt serve opções pré-porcionadas, como copos de iogurte ou fruta;
- Os hotéis Scandic, no norte da Europa, reduzem o tamanho das porções, convidando os hóspedes a repetir se quiserem;
- O Novotel Bangkok Sukhumvit aposta em lembretes junto às mesas: “Sirva-se apenas do que conseguir comer.”
A tendência, defendem chefs e especialistas, aponta para uma nova forma de luxo na hotelaria: qualidade em vez de quantidade. Experiências personalizadas, pratos preparados no momento e até rituais de bem-estar associados ao pequeno-almoço estão a ganhar terreno, sobretudo nos hotéis de gama alta.
Além da redução do desperdício, esta mudança parece agradar aos viajantes mais conscientes. Um relatório da Booking.com revelou que 84% dos turistas globais já consideram a sustentabilidade uma prioridade na hora de escolher onde ficar.
O pequeno-almoço, última experiência do hóspede antes do check-out, pode estar a passar por uma revolução silenciosa: menos excessos, mais cuidado – e, talvez, mais sabor.































