Ilha de Saona, República Dominicada

Embora conhecida, sobretudo, pelas suas praias de areia branca e mar azul, Punta Cana tem muito mais para oferecer do que banhar-se nas praias das Caraíbas e isso nem sempre é evidenciado quando se fala deste destino. Fora dos resorts, há várias excursões que incluem atividades no mar ou em terra. Visitámos Punta Cana, durante 8 dias, a convite do grupo Ávoris e reunimos 3 atividades imperdíveis no destino: começando na visita paradisíaca até à ilha de Saona, passando pela excursão cultural na capital e terminando, em grande, num passeio lamacento de boogie.

Ilha Saona

A visita à Ilha de Saona, no mar do Caribe, é uma das preferidas para quem viaja para Punta Cana e percebe-se porquê. Conhecida pelas suas palmeiras colossais, água turquesa e cristalina, e areia branca e fina, Saona é um pedaço de paraíso na terra… ou no mar.

A excursão à ilha tem a duração de um dia e é ‘all inclusive’. Começou na praia de Bayahíbe – que aparentava ser frequentada por locais e, surpreendentemente, não tinha qualquer resquício de sargaço – uma alga que encontrámos abundantemente em muitas praias que visitámos em Punta Cana. Depois de colocarmos os coletes salva-vidas, entrámos a bordo de uma lancha rápida.

A viagem começou de forma serena, enquanto nos afastávamos da praia, mas o barco começou rapidamente a ganhar velocidade e a costa da ilha de Saona foi ficando progressivamente mais próxima. Os movimentos abruptos do barco, durante a viagem de 30 minutos até Saona, permitiram refrescar o corpo aquecido pelo calor dominicano, com os pingos de água salgada que vinham na nossa direção.

Antes de chegarmos à ilha, fizemos uma paragem obrigatória: no meio do percurso existe uma piscina natural, formada por um banco de areia, onde é possível ver estrelas do mar no fundo do mar (mas não se podem tocar). Enquanto descíamos as escadas do barco para nadarmos na água mais transparente que encontrámos nestes 8 dias, a tripulação do barco oferecia-nos copos de rum para degustarmos dentro do mar. Foi um momento indescritível. Estávamos rodeados de água turquesa totalmente cristalina – que permitia ver com toda a clareza o fundo do mar.

De volta à lancha, dirigimo-nos novamente para a ilha. O capitão do barco contou-nos que Saona conta com cerca de 480 habitantes, que vivem maioritariamente do turismo. Os habitantes têm de visitar regularmente o continente, num barco, para se abastecerem de bens essenciais, como água potável e comida.

No percurso, passámos por zonas de praia repletas de turistas, mas a nossa paragem ficava mais longe: numa praia deserta com um bar exclusivo para o nosso grupo, uma vez que estávamos sozinhos neste paraíso. Depois de bebermos uma pinã colada servida no interior de um ananás – que estava incluída na excursão, que engobava ‘bar aberto’ – e de darmos mergulhos no mar quente, retomámos à lancha para nos dirigirmos à zona onde íamos almoçar.

Almoçámos num restaurante com regime de buffet, que tinha muitas opções – desde a paella, até à carne na chapa – e claro que bebemos mais uns cocktails. Durante estes percursos, fomos surpreendidos por algumas chuvas tropicais, mas nem esse contratempo nos dissuadiu de estar dentro de água.

Mas toda a diversão chega ao fim… E tivemos de retomar a terra, mas desta vez a bordo de um catamarã. Fomos bem acompanhados pelos nuestro hermanos, numa viagem repleta de dança ao ritmo de música latina e portuguesa e bebidas à descrição. Para os que preferem descansar na viagem, podem deitar-se na rede do catamarã para contemplarem a paisagem.

Preço: 74€ por pessoa, pela Jolidey (inclui transfer, almoço, bebidas e cocktails e viagens de barco)

Santo Domingo

Santo Domingo é a capital e a maior cidade da República Dominicana e é a excursão ideal para os apreciadores de história e cultura. A cidade foi a primeira sede do governo colonial espanhol no Novo Mundo e as suas estruturas exaltam o charme caribenho.

Partimos às 8 da manhã de Bávaro, acompanhados pela nossa guia, que falava português com pronúncia brasileira. A viagem até ao primeiro destino durou aproximadamente 3 horas de autocarro. Desde há uns anos que a capital de Santo Domingo está mais perto da região de Punta Cana, depois da construção da nova estrada que liga os dois destinos em três horas , o que torna a viagem mais direta e sem ter de passar por localidades. Pelo caminho, avistámos muito gado e campos de cana de açúcar – de onde origina o nome Punta Cana.

Chegámos à primeira paragem: o Parque Nacional Los Tres Ojos, um pedaço de natureza na cidade, que oferece uma visão sólida das cavernas subterrâneas, outrora utilizadas para refúgio ou rituais pelos Taíno, povo indígena das Caraíbas. Umas escadas de entrada sinuosa levaram-nos a uma série de cavernas, com caminhos que abraçam três lagoas de água doce ou “olhos”, como os Taíno costumavam chamar-lhes pelas suas formas ovais. A quarta lagoa é a única que pode ser vista a partir do exterior e é a maior de todas – o cenário de água esverdeada é acompanhado pela paisagem rochosa coberta de vegetação exuberante ao seu redor. Infelizmente, é proibido nadar nestas lagoas de água doce.

De volta ao autocarro, dirigimo-nos até ao centro de Santo Domingo. No percurso, vimos o Farol de Colombo – um monumento em betão em forma de cruz latina (uma ode à cristianização das Américas), no interior da estrutura encontra-se a tumba com os supostos restos mortais do navegador Cristóvão Colombo. Passámos pela Avenida México, uma “grande avenida com comércio na zona pobre”, de acordo com as palavras da guia. A uma curta distância estava o opulento Palácio Nacional, a sede do Poder Executivo do Governo da República Dominicana e a residência oficial do presidente. Feito de mármore dominicano, este palácio contrastava com a paisagem pobre que o rodeava.

Chegámos à cidade colonial, um bairro histórico fundado em 1496 e declarado Património Mundial da UNESCO. Depois da chegada de Cristóvão Colombo à República Dominicana, em 1492, foram construídos nesta cidade poucos anos depois a primeira catedral, hospital, escritório aduaneiro e universidade do continente americano. Outrora a casa dos colonialistas espanhóis, que construíram a cidade fortificada como modelo para o resto das Américas, é uma área repleta de casas com fachadas coloridas, vendedores de arte de rua, museus, igrejas, comércio, restaurantes e parques. O ideal é percorrer a cidade e pé, para conseguirmos absorver cada recanto repleto de história.

Preço: 74€ por pessoa, pela Jolidey (inclui transfer, almoço e entradas nos monumentos históricos)

Boogies

Se a visita à ilha Saona é ideal para os que preferem relaxar e a excursão a Santo Domingo é talhada para os mais curiosos, o tour de boogie é a atividade perfeita para os mais aventureiros… E que não têm medo de ficar lamacentos. Como tal, o ideal é utilizar roupa que se possa estragar.

Antes de saltar para cima dos 4×4 boogies, os guias explicaram-nos que é recomendável proteger os olhos da poeira e da lama com uns óculos próprios (ou óculos de sol) e colocar um lenço à volta da boca e nariz. Depois, foi só carregar no acelerador e aventurarmo-nos nas poças de lama.

Pelo caminho, visitámos uma quinta biológica onde nos deram uma pequena explicação sobre óleo de coco, tabaco, rum, café e chocolate que incluía, no final, uma prova. Esta quinta tinha uma pequena cova que formava uma lagoa, onde é permitido dar uns mergulhos para refrescar e limpar o corpo lamacento. A excursão termina na Praia Macao, uma das mais conhecidas da região.

Preço: 57€ por pessoa, pela Jolidey

Também reunimos 5 sugestões de hotéis, em Punta Cana – dos hotéis de luxo aos resorts familiares, dos adult only às unidades perfeitas para grupos.

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