No Palácio Nacional de Sintra já está em curso o projeto de conservação e restauro das monumentais chaminés, que marcam a arquitetura do edifício. A intervenção, que abrange todos os parâmetros da ala norte do palácio, consiste em reparações pontuais de argamassas de reboco e posterior caiação, com o objetivo de repor a homogeneidade cromática do revestimento exterior, salvaguardando a sua integridade. A entidade prevê que as obras estejam concluídas até ao final do primeiro semestre de 2024.

No âmbito do plano de gestão e manutenção patrimonial que a Parques de Sintra está a implementar no Palácio Nacional de Sintra, cuja metodologia inclui a monitorização e análise constante do edificado, foi identificada a necessidade de intervir no revestimento das chaminés, que apresentam colonização biológica e zonas pontuais de descascamento, fissuração e destaque da argamassa de reboco.

02_Vista_geral_do_Palacio_Nacional_Sintra_creditos_PSML_Luis_Duarte-e1711454390565-1024x621 Parques de Sintra restaura icónicas chaminés do Palácio Nacional de Sintra

O Palácio Nacional de Sintra é o único sobrevivente dos palácios medievais portugueses. Testemunha privilegiada de alguns dos mais importantes episódios da história de Portugal, foi habitado durante quase oito séculos por monarcas portugueses e pela corte, que apreciavam a abundância de caça na região e que aqui se refugiavam por ocasião de surtos de peste na capital ou durante os meses de verão, devido ao clima mais ameno da vila.

A monumental cozinha e as suas icónicas chaminés de 33 metros de altura, que se tornaram num símbolo da vila de Sintra, foram erguidas no século XV, durante o reinado de D. João I, para servir todo o Paço. Sendo Sintra um território de caçadas reais, este era o local onde a caça era preparada para os banquetes.

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