Jardim Botânico, Copenhaga, Dinamarca. Créditos: Kristijan Arsov/Unsplash

Copenhaga vai adicionar uma nova atração cultural ao já impressionante panorama museológico. Numa combinação entre grandiosidade e discrição, o novo Museu de História Natural vai ter milhões de objetos e oito exposições permanentes – tudo num edifício ambicioso escondido no Jardim Botânico da cidade.

A 6 de março de 2027, o novo Museu de História Natural da Dinamarca abrirá as suas portas no coração da capital dinamarquesa, concluindo o que os seus organizadores descrevem como o “maior projeto museológico da Dinamarca nos últimos 130 anos”, segundo a Forbes.

O museu ocupa parte do histórico Jardim Botânico, perto da estação de Nørreport, um dos centros de transportes mais movimentados da cidade. O Castelo de Rosenborg fica mesmo ao lado do Jardim Botânico, enquanto a Galeria Nacional da Dinamarca também se encontra nas proximidades. Isto torna o museu fácil de integrar num itinerário já planeado para Copenhaga, sem ter de dedicar a maior parte do dia a chegar até lá.

O museu vai ter uma dimensão considerável, com oito exposições permanentes e cerca de 14 milhões de objetos acumulados ao longo de 400 anos, que vão desde fósseis e minerais até plantas, animais e meteoritos.

Mas talvez o aspeto mais interessante do projeto seja a decisão de esconder grande parte dele no subsolo.

Os arquitetos Lundgaard & Tranberg, em colaboração com a Claus Pryds Architects, decidiram colocar grande parte do novo espaço no subsolo – em vez de sobrecarregar aquele cenário com um grande edifício contemporâneo.

Isto não significa que tudo esteja oculto. As novas estruturas que emergem da paisagem conferem ao museu uma identidade contemporânea, enquanto o Salão do Oceano será um dos seus elementos arquitetónicos mais distintivos.

A luz natural também chegará às galerias subterrâneas através de claraboias. A arquiteta Lene Tranberg afirmou que a intenção é que os visitantes mantenham uma ligação com a paisagem à superfície enquanto percorrem os espaços expositivos inspirados em fenómenos naturais.

Os temas das oitos exposições permanentes vão desde as origens e o desenvolvimento do planeta até à vida humana, à biodiversidade contemporânea e aos oceanos, com a Dinamarca e o Ártico a terem exposições dedicadas, acrescentando uma perspetiva distintamente nórdica à narrativa mais ampla.

Além disso, as coleções vivas do Jardim Botânico contêm milhares de espécies de plantas, tornando o próprio jardim uma extensão da experiência do visitante, em vez de ser simplesmente um cenário atraente para o museu.

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