A ilha de Palmarola situa-se a oeste de Roma, em Itália.
A ilha de Palmarola situa-se a oeste de Roma, em Itália.

Não há estradas, nem trânsito. Não há rede de telemóvel, eletricidade constante ou terminais de ferry. E também não há filas, multidões ou pressa. Esta pequena ilha italiana, praticamente ignorada pelos roteiros turísticos, é o oposto do que se espera de um destino de verão em Itália.

Palmarola fica a oeste de Roma, suficientemente perto para uma escapadinha, mas longe o bastante para que o caos da capital pareça pertencer a outro mundo. Enquanto os fóruns, fontes e praças romanas recebem milhões de visitantes todos os anos, este pedaço de terra no Mar Tirreno continua fora do radar – até mesmo para muitos italianos.

Segundo a CNN Travel, o que atrai quem se aventura até lá não é o conforto, mas precisamente a sua ausência. A ilha ergue-se abruptamente do mar, com falésias vulcânicas escarpadas, grutas marinhas e pequenas enseadas escondidas. Existe apenas uma praia principal, alguns trilhos que atravessam o interior e pouquíssimos sinais de desenvolvimento moderno.

Chegar até lá exige tempo e alguma persistência: desde Roma, é preciso apanhar um comboio até ao porto de Anzio, seguir de ferry até à ilha vizinha de Ponza e, a partir daí, negociar uma viagem de barco com um pescador ou proprietário privado. Não há residentes permanentes e o ritmo da ilha é ditado mais pelo clima e pelas estações do que pelo turismo.

Existe apenas um restaurante, o O’Francese, conhecido pelo peixe fresco acabado de chegar do mar. O espaço dispõe ainda de um número limitado de quartos simples, escavados em antigas grutas de pescadores ao longo das falésias. As reservas são feitas com meses de antecedência e funcionam em regime de pensão completa, com preços a partir dos 150€ por noite.

Os trilhos da ilha ligam o litoral ao interior, conduzindo às ruínas de um mosteiro medieval e aos vestígios de um antigo povoado pré-histórico. Fora da praia principal, a melhor forma de explorar Palmarola é pelo mar: as falésias formam pináculos rochosos, túneis naturais e grutas submersas, ideais para snorkel, canoagem ou mergulho.

Além de alguns visitantes ocasionais, os únicos habitantes habituais são as cabras selvagens, que se movem entre as palmeiras baixas que acabaram por dar nome à ilha.

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