O MUDE — Museu do Design e da Moda, em Lisboa, vai inaugurar em dezembro uma exposição inteiramente dedicada a uma das figuras mais marcantes e únicas da música portuguesa: António Variações.
Chama-se “Meu nome António” e reúne 85 fotografias de Teresa Couto Pinto, “agente, fotógrafa e, mais que tudo, amiga” do artista, de acordo com a informação divulgada no site oficial do museu.
As imagens, captadas entre 1981 e 1983, mostram “a forte personalidade, liberdade criativa, carisma e estética visual de Variações e o seu à-vontade, confiança e cumplicidade com Teresa Couto Pinto”.
“Foi a partir destas sessões de fotografia que nasceram algumas das imagens de marca de António Variações, como aquela em que finge espetar uma tesoura no peito ou aquela em que se retrata com uma tesoura de barbeiro e um microfone”, refere o MUDE.
Além das fotografias, a exposição apresenta ainda peças de vestuário e acessórios usados por António Variações, oferecendo um mergulho no universo estético do artista.
Com curadoria de Bárbara Coutinho, diretora do MUDE, e em colaboração com a Terra Esplêndida, a exposição estará disponível entre 4 de dezembro deste ano e 26 de abril de 2026.
António Variações (1944–1984) continua a ser uma das figuras mais inspiradoras da cultura portuguesa. Barbeiro de profissão, músico por vocação, fundiu o fado, a música popular e o pop rock numa linguagem que era só sua. Morreu aos 39 anos e deixou apenas dois álbuns editados, mas temas como “O corpo é que paga”, “Canção do engate” e “Estou além” tornaram-se parte da história da música portuguesa.
































