Já são conhecidos os vencedores da lista dos museus mais bonitos do mundo em 2026, divulgada pelo prestigiado Prix Versailles, distinção internacional que celebra os edifícios contemporâneos mais impressionantes do planeta.
A seleção deste ano reúne sete museus espalhados por diferentes pontos do mundo, escolhidos não só pela arquitetura, mas também pela forma como conseguem transformar a experiência cultural através do design, da luz, da sustentabilidade e da integração com a paisagem envolvente.
Segundo Jérôme Gouadain, secretário-geral do Prix Versailles, a edição de 2026 destaca-se “pela força narrativa dos espaços e pela harmonia entre arquitetura, sensibilidade e partilha”.
Entre os grandes vencedores está o impressionante Zayed National Museum, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Projetado por Norman Foster, o museu distingue-se pelas cinco torres metálicas inspiradas nas asas de um falcão em voo. O edifício, inaugurado no final de 2025, presta homenagem à história e identidade dos Emirados e tornou-se um novo ícone arquitetónico da cidade.
Na China, o destaque vai para dois espaços completamente diferentes. O Science & Technology Museum, em Shenzhen, desenhado pelo atelier Zaha Hadid Architects, parece uma nave espacial futurista coberta por 95 mil painéis metálicos. Já o Xuelei Fragrance Museum, em Guangzhou, considerado o maior museu de perfumes do mundo, aposta numa arquitetura sensorial inspirada nos processos de destilação das fragrâncias, com salas interativas dedicadas ao universo dos aromas.
O Japão surge na lista com o MoN Takanawa: The Museum of Narratives, em Tóquio, um espaço cultural futurista criado por Kengo Kuma. O museu mistura arte, tecnologia e natureza numa estrutura etérea feita de madeira e vidro, rodeada por mais de 200 espécies de plantas.
Na Europa, o destaque vai para o Lost Shtetl Museum, na Lituânia. Localizado em Šeduva, o espaço presta homenagem às comunidades judaicas destruídas durante o Holocausto. A arquitetura minimalista e silenciosa do museu foi pensada para transmitir memória, ausência e contemplação.
Nos Estados Unidos, o National Medal of Honor Museum, no Texas, impressiona pela monumentalidade. O edifício suspenso a 12 metros de altura homenageia os condecorados militares norte-americanos e foi um dos últimos projetos do arquiteto Rafael Viñoly.
Já no Uzbequistão, o recém-criado Islamic Civilization Center, em Tashkent, combina tradição e inovação. Inspirado na arquitetura timúrida, o espaço inclui enormes portais monumentais, uma cúpula com 65 metros de altura e salas multimédia dedicadas à história da civilização islâmica.
Além de escolher os museus mais bonitos do mundo, o Prix Versailles irá ainda atribuir, no final do ano, três distinções especiais nas categorias de melhor interior, melhor exterior e prémio máximo absoluto.









































