Do Dubai ao Vietname, esta é uma viagem feita de contrastes, entre cidades futuristas, tradições milenares, paisagens deslumbrantes e experiências inesquecíveis. Neste relato, Sónia Martins, Travel Planner na Arenatours, partilha com os leitores do Vou Sair os momentos mais marcantes de uma aventura que passou pelo Médio Oriente e pelo Sudeste Asiático, revelando dois destinos tão diferentes quanto fascinantes.
Dubai além do luxo: um diário de viagem em dois
Durante os últimos meses, as tensões no Médio Oriente levaram muitos viajantes a questionar se este seria o momento certo para visitar o Dubai. Confesso que, antes de partir, também ouvi algumas dessas preocupações. No entanto, bastaram poucas horas na cidade para perceber uma realidade muito diferente daquela que muitas vezes chega através das notícias.
Dubai estava exatamente como o recordava: vibrante, cosmopolita e cheia de vida.
Esta não era a minha primeira visita. Há dois anos tinha visitado alguns dos locais mais emblemáticos da cidade. Desta vez, com apenas dois dias disponíveis, decidi explorar o destino de uma forma diferente. Menos corrida. Mais autêntica. Mais próxima daquilo que faz uma cidade ganhar alma.
O primeiro dia começou em Downtown Dubai, provavelmente a imagem que a maioria das pessoas associa imediatamente ao emirado. À medida que a tarde avançava, as ruas enchiam-se de visitantes vindos dos quatro cantos do mundo. Famílias, casais, viajantes a solo e grupos de amigos conviviam num ambiente descontraído que em nada refletia as preocupações que tantas vezes se ouvem à distância.
Ao final do dia, juntei-me à multidão junto ao Burj Khalifa. Mesmo depois de já o ter visitado anteriormente, continua a ser impossível ficar indiferente à presença do edifício mais alto do mundo. Quando as fontes começaram a dançar ao ritmo da música, com o skyline iluminado como pano de fundo, lembrei-me porque este continua a ser um dos momentos mais icónicos do Dubai. Há algo de quase cinematográfico naquela combinação de água, luz, arquitetura e milhares de pessoas reunidas para assistir ao mesmo espetáculo.

A noite terminou no Time Out Market, uma excelente opção para quem procura uma experiência gastronómica mais descontraída. Entre sabores de diferentes partes do mundo e uma vista privilegiada para o Burj Khalifa, foi o local perfeito para terminar o primeiro dia.
No entanto, foi o segundo dia que acabou por me surpreender mais.
Deixei os arranha-céus para trás e segui para Al Fahidi, o bairro histórico do Dubai. De repente, a cidade parecia outra. As ruas estreitas, as casas tradicionais e as torres de vento transportam-nos para uma época muito anterior ao petróleo e aos recordes mundiais.
Foi ali que encontrei uma das maiores surpresas da viagem: o Coffee Museum. Pequeno, discreto e muitas vezes ignorado pelos roteiros tradicionais, revelou-se um dos locais mais interessantes que visitei. Entre antigas máquinas de café, histórias sobre as rotas comerciais e o aroma constante dos grãos acabados de moer, passei mais tempo do que imaginava.

Pouco depois, caminhei até ao Dubai Creek para apanhar uma abra tradicional. Por apenas um dirham, atravessei o canal que durante séculos foi o centro da vida comercial da cidade. A travessia dura apenas alguns minutos, mas oferece uma perspetiva única sobre o passado e o presente do Dubai.

Do outro lado esperava-me Deira.
Se Downtown representa o Dubai do futuro, Deira continua a representar muitas das suas raízes. Aqui não existem mega centros comerciais nem edifícios futuristas. Existem mercados, comerciantes, especiarias, perfumes, barcos de carga e uma energia caótica que faz lembrar as antigas cidades comerciais da região.
Percorri o Spice Souk sem grande destino, deixando-me guiar pelos aromas do açafrão, do cardamomo e das misturas de chá. Mais adiante, o Gold Souk impressionava não apenas pela quantidade de ouro exposto nas montras, mas pela própria atmosfera do lugar.
O calor era intenso, mas fazia parte da experiência. Entre pausas para um café gelado e caminhadas junto ao creek, fui observando um lado do Dubai que muitos visitantes acabam por não conhecer.
Ao final da tarde, sentei-me junto à água a observar os dhows tradicionais que continuam a navegar pelo canal. Foi provavelmente um dos momentos mais simples da viagem, mas também um dos mais memoráveis. Naquele instante, o Dubai deixou de ser apenas uma cidade de recordes para se tornar uma cidade de histórias.
Ao regressar ao hotel antes do voo noturno para Hanoi, fiquei com a sensação de ter descoberto uma versão diferente do destino que já conhecia.
Dubai continua a impressionar pelos seus arranha-céus, pelos hotéis de luxo e pela sua capacidade de reinventar constantemente o futuro. Mas, desta vez, foram as ruas de Al Fahidi, a travessia numa abra tradicional, os aromas de Deira e os pequenos momentos junto ao creek que deixaram uma marca mais profunda.
Porque o verdadeiro Dubai não está apenas nas alturas do Burj Khalifa.
Está também nas ruas de Al Fahidi, nos mercados de Deira, nas águas do creek e nas histórias que continuam a ligar o passado ao futuro.
Hanoi: o primeiro encontro com o Vietname
Algumas horas depois de deixar para trás os arranha-céus do Dubai, aterrei em Hanói, a capital vietnamita e porta de entrada para uma viagem que prometia ser completamente diferente de tudo o que tinha vivido nos dias anteriores.
A chegada aconteceu no início da tarde. Depois do transfer para o hotel e do check-in, não havia um grande plano. E, olhando para trás, talvez tenha sido precisamente isso que tornou as primeiras horas na cidade tão especiais.
O objetivo era simples: caminhar.
Saímos para explorar o Old Quarter, o coração histórico de Hanoi, onde a cidade se revela sem filtros. As ruas fervilhavam de vida. Milhares de motas cruzavam-se em todas as direções, os vendedores ocupavam os passeios e pequenos negócios familiares sucediam-se porta após porta.

Para quem chega pela primeira vez, tudo parece caótico. Mas à medida que se caminha, começa a surgir uma certa lógica naquele aparente desordenamento. Hanoi tem um ritmo próprio e a melhor forma de o compreender é simplesmente deixar-se levar.
Uma das primeiras paragens foi para provar uma das bebidas mais emblemáticas do país: o famoso café com ovo. Confesso que a ideia parecia estranha. Café e ovo não são propriamente uma combinação óbvia. Mas bastou a primeira colher para perceber porque se tornou uma especialidade nacional. Cremoso, intenso e surpreendentemente equilibrado, foi uma excelente introdução à cultura gastronómica vietnamita.
Com o aproximar da noite, as ruas do Old Quarter ganhavam ainda mais movimento. Entre luzes, pequenos restaurantes e o movimento constante das motas, a cidade parecia despertar para uma segunda vida.

O jantar aconteceu no restaurante Mesdasmes, uma das paragens escolhidas para esta primeira noite em Hanoi. Depois de uma tarde a explorar o Old Quarter, foi o momento ideal para abrandar o ritmo, observar a cidade e começar a descobrir os sabores da gastronomia vietnamita.
À medida que a noite avançava, Hanoi revelava uma energia diferente. As ruas permaneciam cheias de vida, os cafés continuavam movimentados e o som constante das motas fazia parte da banda sonora da cidade.
Mas a noite ainda reservava uma das experiências mais curiosas de Hanoi – a famosa Train Street.

À primeira vista, parece impossível que um comboio possa passar por uma rua tão estreita. De um lado e do outro, cafés, pequenas esplanadas e casas praticamente coladas à linha férrea. Poucos minutos antes da passagem do comboio, os funcionários começam a recolher cadeiras e mesas enquanto os visitantes observam, incrédulos, a transformação do cenário.
E depois acontece. O comboio surge ao fundo da rua e atravessa aquele corredor estreito a poucos centímetros das pessoas. É uma experiência difícil de explicar e ainda mais difícil de esquecer. Durante alguns segundos, o silêncio dá lugar ao ruído metálico da locomotiva e toda a rua parece parar.
Quando o comboio desapareceu, a normalidade regressou quase instantaneamente. As cadeiras voltam para o lugar, os cafés retomam a atividade e a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Foi assim que terminou o primeiro dia no Vietname. Sem monumentos grandiosos ou grandes atrações turísticas. Apenas um café com ovo, um passeio pelo Old Quarter, um jantar vietnamita e um comboio a atravessar uma rua improvável.
E, de alguma forma, isso foi mais do que suficiente para perceber que esta viagem seria muito especial.
Mai Chau: o Vietname que abranda o ritmo
Depois da energia constante de Hanoi, o segundo dia da viagem trouxe uma mudança completa de cenário.
Após o pequeno-almoço, deixámos a capital vietnamita para trás e seguimos por estrada em direção a Mai Chau, uma região montanhosa situada a cerca de 135 quilómetros de Hanoi.
A paisagem começou a mudar gradualmente. Os edifícios deram lugar a zonas rurais, pequenas aldeias e extensas áreas agrícolas. O céu apresentava-se nublado durante grande parte da manhã, mas isso não retirava beleza ao percurso.
Pelo caminho, fizemos uma breve paragem em Tan Lac para provar uma das especialidades: arroz cozinhado dentro de bambu. Uma receita simples, mas profundamente ligada às tradições locais e à vida rural das comunidades das montanhas do norte do Vietname.
À medida que nos aproximávamos de Mai Chau, a paisagem tornava-se cada vez mais impressionante. Foi antes da chegada ao miradouro que o tempo começou a mudar. As nuvens abriram-se gradualmente e revelaram uma vista magnífica sobre o vale. Quando o céu começou a clarear, os arrozais surgiram em diferentes tonalidades de verde, enquadrados pelas montanhas que rodeiam toda a região.

Foi um daqueles momentos em que a realidade supera facilmente as fotografias.
Antes de chegar ao hotel, tivemos ainda a oportunidade de almoçar na Hảo Sơn Homestay, uma casa local que proporcionou uma agradável experiência gastronómica. A refeição revelou-se uma excelente introdução à cozinha regional, através de vários pratos tradicionais preparados com ingredientes locais. Uma surpresa muito positiva e uma primeira aproximação aos sabores da região.

Durante a tarde, chegou um dos pontos mais altos do dia: o passeio de bicicleta pelas aldeias étnicas da região.
Percorremos pequenos caminhos entre os arrozais, passando por aldeias como Na Thia, Nhot, Pom Coong, Lac e Chieng Chau. O passeio foi feito sem pressas, com várias paragens para apreciar a paisagem e observar o quotidiano local: habitantes nas suas atividades diárias, crianças a brincar e agricultores a trabalhar nos campos. Pedalar entre arrozais e atravessar estas pequenas aldeias permitiu descobrir uma faceta mais próxima e genuína da vida rural vietnamita.

Ao final da tarde regressamos ao hotel, rodeados pela tranquilidade característica de Mai Chau.
O jantar foi outro dos pontos altos do dia. Um menu de degustação diversificado permitiu provar várias especialidades locais e continuar a descoberta dos sabores da região.
A noite terminou com um espetáculo de dança tradicional do povo Thai. Os trajes coloridos, a música e as coreografias transmitidas entre gerações ofereceram um interessante contacto com uma das comunidades étnicas mais representativas desta parte do Vietname.
Depois do ritmo acelerado de Hanoi, Mai Chau apresentou uma realidade muito diferente, marcada pelos arrozais, pelas aldeias e pelo forte vínculo das comunidades à sua cultura.
Um Vietname onde a natureza e o quotidiano local continuam a marcar o ritmo da vida.
Pu Luong: onde o tempo corre ao ritmo da natureza
Depois de Mai Chau, seguimos para a Reserva Natural de Pu Luong, uma das regiões mais preservadas do norte do Vietname. À medida que avançávamos pela estrada, as montanhas e os arrozais dominavam a paisagem.
A manhã foi dedicada a uma caminhada pelas aldeias de Đôn, Uơi e Lặn, atravessando pequenas comunidades rurais onde a vida continua ligada à agricultura. Pelo caminho, destacavam-se as tradicionais rodas de água de bambu utilizadas para irrigar os campos.

Um dos momentos do dia foi o bamboo rafting no riacho Cham. A bordo de uma jangada de bambu, navegámos lentamente por um rio rodeado de vegetação e montanhas, numa experiência simples que permitiu observar a região a um ritmo diferente.

Ao final da tarde chegámos ao alojamento, construído em madeira e bambu e rodeado pelos arrozais e montanhas de Pu Luong.


Pouco antes do jantar, o tempo mudou. As nuvens envolveram as montanhas e uma chuva intensa caiu sobre o vale. No caminho para o restaurante, o som da chuva tropical e a névoa que se espalhava pela região marcaram o final do dia em Pu Luong.
Ninh Binh: Tam Coc e Hang Mua
Depois da tranquilidade de Pu Luong, Ninh Binh apresentou uma paisagem completamente diferente. Aqui, rios sinuosos, arrozais e montanhas calcárias compõem um cenário que parece desenhado pela natureza ao mais pequeno detalhe.
A primeira paragem aconteceu em Hoa Lu, a antiga capital do Vietname, seguida da visita ao Pagode de Bich Dong. Rodeado por montanhas calcárias, lagos cobertos de nenúfares e vegetação exuberante, o local transmite uma sensação de serenidade difícil de encontrar nas grandes cidades.
Foi então altura de descobrir Tam Coc a partir da água.

A bordo de uma pequena embarcação tradicional, navegámos pelos canais que serpenteiam entre arrozais e impressionantes formações calcárias. Enquanto avançávamos lentamente pelo rio, os remadores impulsionavam os barcos com os pés, uma técnica tradicional característica de Tam Coc que lhes permite remar de forma mais eficiente durante longos períodos de tempo. Pelo caminho, atravessámos várias grutas escavadas naturalmente na rocha, enquanto rios, arrozais e montanhas se sucediam ao longo do percurso.

Durante a tarde seguimos para Hang Mua. Antes de iniciar a subida, atravessámos um bonito campo de lótus que acrescentava cor e beleza à paisagem. Os cerca de 500 degraus exigem algum esforço, mas a recompensa surge a cada metro conquistado.

Lá do alto, a perspetiva sobre Ninh Binh é completamente diferente. Os rios, os arrozais e as formações rochosas estendem-se até onde a vista alcança.

O dia terminou com um passeio tranquilo pela zona de Hoa Lu. Ao cair da noite, as lanternas coloridas refletiam-se na água e os edifícios tradicionais ganhavam uma nova vida sob a iluminação noturna.

Navegar entre os gigantes de pedra da Baía de Lan Ha
Após o pequeno-almoço, despedimo-nos de Ninh Binh e seguimos em direção à costa. Poucas horas depois, chegámos à Baía de Lan Ha.
Muitas vezes fala-se da Baía de Halong e da Baía de Lan Ha como se fossem destinos distintos, mas ambas fazem parte da mesma região. O que muda, na prática, são os percursos dos cruzeiros. A Baía de Lan Ha tende a receber menos embarcações, oferecendo uma experiência mais tranquila, mas partilha as mesmas impressionantes formações calcárias e paisagens que fizeram da Baía de Halong uma das imagens mais icónicas do Vietname.
À medida que o navio avançava entre as ilhas cobertas de vegetação, tornava-se fácil perceber porque esta região se tornou uma das imagens mais conhecidas do Vietname. Durante a tarde, explorámos algumas grutas escondidas e visitámos pequenas aldeias flutuantes, onde a vida continua a desenrolar-se sobre a água.

Ao final do dia, o pôr do sol trouxe tons dourados e rosados à baía, enquanto as ilhas se destacavam no horizonte. Com a chegada da noite, as luzes dos navios refletiam-se na água, encerrando mais um dia em Lan Ha.
Do silêncio da Baía de Lan Ha ao caos encantador de Hanói
O último dia na Baía de Lan Ha começou ao nascer do sol. As águas mantinham-se calmas e a paisagem envolvente ganhava novas tonalidades com a chegada da luz da manhã. Antes do regresso ao porto, participámos numa breve sessão de Tai Chi no convés, aproveitando os últimos momentos a bordo. Fiquei com a sensação de que teria gostado de prolongar mais algumas horas naquele cenário, absorvendo a calma e a beleza da baía antes do regresso à agitação da cidade.

A chegada a Hanói trouxe uma mudança de ritmo imediata. Depois da tranquilidade da baía, regressaram as buzinas, o trânsito aparentemente caótico e o movimento constante da capital vietnamita. O contraste não podia ser maior, mas foi precisamente isso que tornou este regresso tão interessante. Hanoi tem uma forma muito própria de conquistar quem a visita.
O passeio de mota foi uma excelente forma de conhecer o lado mais autêntico da capital. Mais do que percorrer os principais pontos de interesse, levou-nos por ruas estreitas, mercados locais e bairros residenciais onde o quotidiano decorre longe dos circuitos turísticos habituais. Foi também uma forma de observar a vida local de perto e compreender melhor o ritmo que caracteriza esta cidade.

Pelo caminho houve ainda tempo para provar algumas especialidades vietnamitas em pequenos estabelecimentos frequentados pelos habitantes locais.
A noite terminou na Praça Ba Dinh, onde assistimos à cerimónia do arriar da bandeira. Um momento simples, mas carregado de simbolismo para os vietnamitas.

Hanoi: entre mercados, lagos e os últimos momentos na capital
Os últimos dias em Hanoi foram dedicados a explorar, sem pressa, alguns dos locais mais conhecidos da cidade.
Uma das visitas levou-nos ao Templo da Literatura. Entre pátios, jardins e edifícios históricos, é fácil compreender a importância que a educação sempre teve na cultura vietnamita. A visita coincidiu com o final do ano escolar, o que trouxe muitos estudantes ao local e um ambiente particularmente animado. O calor intenso também se fazia sentir, tornando cada zona de sombra um pequeno refúgio.
Entre passeios pelo Lago Hoan Kiem, pelas ruas do Old Quarter e pelas inúmeras lojas espalhadas pela cidade, houve ainda tempo para visitar o Mercado Dong Xuan. A zona das especiarias e dos produtos alimentares destacou-se pelos aromas intensos, pelas bancas repletas de ingredientes desconhecidos e pelo movimento constante dos comerciantes.
À noite, o mercado noturno trouxe uma atmosfera completamente diferente. Apesar do seu carácter turístico, continua a ser uma visita interessante pela animação, pelas luzes e pela forma como as ruas se transformam quando o sol desaparece.
Tal como aconteceu ao longo de toda a viagem, foram muitas vezes os pequenos momentos do quotidiano que mais me marcaram: vendedores ambulantes a percorrer as ruas, bicicletas carregadas de mercadorias, mercados de bairro e cozinhas improvisadas que ajudam a compreender melhor a vida local.

Para me despedir de Hanoi, fui até ao West Lake ao final da tarde. Depois de dias marcados pelo ritmo frenético da capital, aquele pôr do sol trouxe um contraste inesperado. Foi uma forma tranquila de terminar os últimos dias antes do regresso a casa.

O Vietname superou todas as expectativas. Entre montanhas, arrozais, aldeias remotas, baías icónicas e cidades vibrantes, cada região revelou uma identidade própria. E apesar de todas as descobertas, ficou a sensação de que vi apenas uma pequena parte do país. Há ainda muito por explorar, muitas histórias por descobrir e, sem dúvida, razões suficientes para regressar.
Sónia Martins é Travel Planner na Arenatours. Após viver quatro anos no Peru, decidiu instalar-se nos últimos anos no norte de Espanha.
Para Sónia, viajar é a oportunidade de “cada dia ser diferente, de conhecer pessoas, histórias, lugares e de nos conhecermos a nós mesmos através dos outros”.
As pessoas são o maior destaque das viagens que faz. “Elas estão no centro de tudo”.





























